Terras indígenas ajudam a proteger áreas florestais do desmatamento

Terras indígenas ajudam a proteger áreas florestais do desmatamento no Brasil. Essa é a conclusão de dados inéditos levantados pelo Mapbiomas, projeto que monitora o uso da terra no país.
 

A perda geral de vegetação nativa no Brasil nos últimos 30 anos foi de 69 milhões de hectares. Apenas 1,6% do desmatamento, equivalente a 1,1 milhão de hectares, está em territórios ocupados por povos tradicionais.
 

Em áreas privadas, o desmatamento chegou a 47,2 milhões de hectares, o que representa 68,4% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil entre 1990 e 2020.
 

“Os dados de satélite não deixam dúvidas de que os indígenas estão retardando a destruição da floresta amazônica”, diz Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas, rede formada por ONGs, universidades e startups de tecnologia.
 

“Sem seus territórios, a floresta certamente estaria muito mais perto de seu ponto de inflexão a partir do qual ela deixa de prestar os serviços ambientais dos quais nossa agricultura, nossas indústrias e cidades dependem”, completa.
 

Outros dados divulgados pelo Mapbiomas mostram a aceleração do desmatamento e reforçam o papel das terras indígenas na proteção de florestas.
 

Segundo o projeto, em 2020, as terras indígenas ocupavam 14% do território brasileiro, com quase 110 milhões de hectares de vegetação nativa. O montante corresponde a 19,5% de toda a vegetação nativa brasileira.
 

No mesmo período, o país teve o segundo pior ano de desmatamento na Amazônia na série histórica recente, com início em 2015-2016, do Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O maior registro até então pertencia ao período entre 2019 e 2020.
 

O MapBiomas comparou alertas de desmatamento do Deter em territórios indígenas entre 2016 e março de 2022. Os números mostram saltos sucessivos, especialmente nos últimos anos, tanto do desmatamento em geral como naquele por mineração.
 

A presença de garimpo em terras indígenas explodiu nos últimos dez anos, indicando um aumento de 495% em relação a 2010. A quase totalidade (93,7%) do garimpo no país, em 2020, concentrava-se na Amazônia.
 

Os dados da plataforma, que é pública e gratuita, auxiliam em estratégias de combate ao desmatamento e queimadas, na proteção de unidades de conservação e terras indígenas, no monitoramento dos recursos hídricos, entre outras.
 

Os dados de satélite não deixam dúvidas de que os indígenas estão retardando a destruição da floresta amazônica
 

Em abril, a Mapbiomas foi uma das vencedoras do Prêmio Skoll de Inovação Social, sendo reconhecida como uma das iniciativas que impulsionam transformações socioambientais no mundo. 

“Buscamos produzir informações de qualidade sobre como usamos a terra para orientar decisões de governos, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos de forma que cada um de nós possa deixar o mundo melhor do que encontramos para a próxima geração”, afirmou Tasso Azevedo na ocasião.

Moradores reclamam de poda em árvores na Rua Antônio Serapião em Teofilândia

Na manhã desta quarta-feira, 26 de maio, foi realizada a poda de algumas árvores na Rua Antônio Serapião, no centro da cidade. Moradores entraram em contato com o T.A para reclamar sobre a forma da podadura que, segundo eles, foi feita de forma incorreta, pois se trata de vários cortes nas árvores, ao ponto de não ter mais as sombras favorecidas durante o dia.

O site Teofilândia Acontece entrou em contato com a prefeitura para ter mais informações, mas, até o momento desta publicação não obteve retorno. Não sabemos informar se a poda foi feita por funcionários da gestão municipal.



Na jardinagem, poda, podadura ou desbaste é o ato de se retirar parte de plantas, arbustos e árvores, cortando-se ramos, rama ou braços inúteis. Pode ser periódico. Se for bem executada, favorece o crescimento das plantas, formando-as, tratando-as e renovando-as.

Pode cortar ou podar? Muita gente confunde as duas, mas os procedimentos são bem distintos. No caso do corte é necessária uma autorização, sob pena de multa e reparação do dano para quem fizer de forma irregular. Já a poda de árvore quem realiza o procedimento é o próprio morador, sem a necessidade de autorização do Município, desde que se enquadre em determinadas características.

Centenas de peixes são encontrados mortos no açude Cabeça da Vaca

Uma grande quantidade de peixes foi encontrada morta nesta sexta-feira (1º), no açude da Cabeça da Vaca, em Serrinha. Imagens feitas no local mostram vários peixes mortos nas margens do açude.

Não há informações sobre o que possa ter causado a mortandade dos peixes. A prefeitura informou que não há esgoto no açude, que fica no limite com o município de Teofilândia. A água não é usada para o consumo da população, porém muita gente vai ao local como forma de lazer para tomar banho.

“O fato é que os peixes morreram. A gente fez o contato com o Inema, que fará a análise da água, para ver o motivo dessa falta de oxigênio que levou os peixes à morte”, disse o secretário municipal de agricultura de Serrinha, Silvaney Santiago.

A amostra da água coletada deve ser analisada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) nesta segunda-feira (4).

Justiça suspende licenças de empresa em Jacobina por danos ambientais

A Justiça determinou a suspensão das licenças ambientais concedidas à empresa Arenito Santa Cruz da Serra, em Jacobina, no centro norte baiano, por graves danos ao meio ambiente e à paisagem local. O pedido foi feito pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo o promotor de Justiça Pablo Almeida, autor da ação civil pública, diante da comprovação de graves danos ao meio ambiente e à paisagem local, inclusive em Áreas de Preservação Permanente (APP), provocados pela exploração mineral ilegal na Serra do Tombador, o MP ajuizou ação civil pública contra o município de Jacobina e a empresa Arenito Santa Cruz da Serra.

Na decisão, o juiz Maurício Alvares Barra determinou também que o município não conceda nova licença ambiental para a empresa acionada; e somente proceda nova licença após o regular trâmite com processo de licenciamento ambiental corretivo e novo Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). Segundo a decisão, além da concessão indevida da licença ambiental, o município fomentou a atividade exploratória indevidamente realizada pela empresa ao proceder a compra de materiais para pavimentação.

“Somente no mês de março de 2020 o município de Jacobina adquiriu mais de R$ 100 mil de insumos com a empresa. E, mesmo após listar as irregularidades no âmbito dos procedimentos licenciatórios da empresa Arenito Santa Cruz, o Município concedeu licenças para o funcionamento do empreendimento por duas vezes, inclusive estando prestes talvez a conceder uma terceira licença,”, ressaltou.

Desmatamento da Amazônia aumenta 64% em abril, aponta Inpe

O desmatamento na floresta amazônica brasileira subiu acentuadamente em abril, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta sexta-feira. O surto de coronavírus mantém muitos agentes ambientais fora do campo e o país se prepara para enviar tropas para combater a extração ilegal de madeira na região.

A destruição da porção brasileira da Amazônia aumentou 64% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados preliminares de satélite do Inpe.

Nos primeiros quatro meses do ano, o desmatamento na Amazônia aumentou 55% em relação ao ano anterior, para 1.202 km², segundo dados do instituto.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, e os cientistas dizem que sua preservação é vital para conter o aquecimento global devido à grande quantidade de gases de efeito estufa que absorve.

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