Baianos desenvolvem teste para identificar menores bactérias do mundo

Baianos desenvolveram um teste rápido que detecta bactérias em amostras provenientes de animais e de culturas celulares. A ideia é disponibilizar no mercado uma opção para a identificação rápida da contaminação pelo organismo.

“A contaminação por micoplasmas leva às doenças graves em animais, como pneumonia, poliartrite, mastite e serosite. Em sua maioria, acomete animais de produção de carne e leite e, por esta razão, além de ocasionar sofrimento intenso a estes animais, impacta financeiramente o setor produtivo. As bactérias também podem atuar como contaminantes de bioprodutos como vacinas e, por isso, toda a produção deve ser testada quanto à presença/ausência destas bactérias, a fim de evitar a contaminação em humanos”, explica Bruna Carolina, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto.  

De acordo com a especialista, os testes atuais do mercado são caros e demoram para disponibilizar os resultados. “Os métodos vigentes de detecção de micoplasmas são caros e laboriosos, além de demandar um tempo considerável para sua execução e conclusão. Diante disso, o mercado necessita de métodos que reúnam praticidade, rapidez e custo-benefício. A tecnologia proposta atende à necessidade do mercado, oferecendo rapidez, praticidade e baixo custo frente aos testes convencionalmente utilizados”, diz.

O produto constata a contaminação de forma ágil e não precisa de um local específico para ser usado. “O teste rápido identifica a presença de micoplasmas em uma amostra coletada do ambiente suspeito, através de uma interação com moléculas específicas para sua detecção. Ele é portátil e pode ser feito fora do ambiente laboratorial, sem a ajuda de um profissional habilitado”, afirma.

Nos próximos meses, os pesquisadores têm o objetivo de regulamentar o produto e produzir uma pequena quantidade de teste para iniciar a comercialização. Além de Bruna, o projeto conta com a colaboração de Lucas Miranda, Bruno Lopes, Hellen Braga, Nathan das Neves, Beatriz Almeida, Wesley Dias, Maysa Santos e tem parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Orkut voltou? Criador da rede social reativa site e promete novidades

Orkut pode voltar a existir. Nesta quarta-feira (27), o site orkut.com foi reativado e passou a exibir um comunicado em que Orkut Buyukkokten, criador da rede social, informa estar “construindo algo novo”. A nota relembra ainda o sucesso que a rede social fez e promete novidades em breve. Apesar de não trazer muitos detalhes sobre o novo projeto, o comunicado ganhou destaque nas redes sociais e diversos usuários comemoram um possível retorno da plataforma.

A rede social foi criada em janeiro de 2004 e logo virou um fenômeno. O Brasil era o principal público do Orkut, que chegou a ter 30 milhões de usuários ativos por aqui. O Google comprou a rede social em 2008 e anunciou o seu fim em 2014.

O que diz o comunicado de Orkut Buyukkokten?

No comunicado, que tem cinco parágrafos e foi publicado em inglês e português, Buyukkokten critica o cenário de ódio presente no ambiente online atualmente e lembra o sucesso do Orkut. “Eu sou uma pessoa otimista. Acredito no poder da conexão para mudar o mundo. Acredito que o mundo é um lugar melhor quando nos conhecemos um pouco mais”, disse o programador. “É por isso que eu trouxe o orkut.com para tantos de vocês ao redor do mundo. E é por isso que estou construindo algo novo. Vejo você em breve!”.

Na nota, Buyukkokten fez também uma crítica às redes sociais atuais. O programador defendeu que as plataformas digitais devem unir a população e que a privacidade dos usuários deve ser respeitada, inclusive no que diz respeito ao uso de dados. “Nossas ferramentas online devem nos servir, não nos dividir. Elas devem proteger nossos dados, não vendê-los. Elas devem nos dar esperança, não medo e ansiedade. A melhor rede social é aquela que enriquece sua vida, mas não a manipula. Eu quero que você seja capaz de ser o seu verdadeiro eu, online e offline. Eu quero que você seja capaz de fazer conexões duradouras. Eu quero ajudá-lo a fazer isso com todo o meu coração”, disse.

Não foi confirmado se o projeto será de fato uma rede social ou se terá o nome Orkut. Datas sobre um possível lançamento também não foram divulgadas. Ao fim do comunicado, é possível ainda se inscrever para receber atualizações sobre o projeto via e-mail.

Pane global afeta WhatsApp, Facebook, Instagram e outras plataformas

WhatsAppFacebook e Instagram apresentam instabilidade no começo da tarde desta segunda-feira (4). Internautas em todo o mundo estão relatando dificuldade pra acessar os serviços que pertencem ao Facebook.

Às 13h10, o site Downdetector, que monitora reclamações sobre serviços da internet, registrava cerca de 40 mil queixas sobre o o aplicativo de mensagens. Para o Instagram, eram cerca de 10 mil e, para o Facebook, 5 mil.

O termo WhatsApp se tornou o primeiro nos Trending Topics do Twitter no Brasil por volta das 12h50. Cerca de meia hora depois, o concorrente Telegram, que segue no ar, passou a ser o segundo mais comentado.

Ao g1, o Facebook informou que está investigando o motivo dessa instabilidade. No Twitter, os perfis do Facebook e do WhatsApp postaram: “Estamos cientes de que algumas pessoas estão enfrentando problemas com o WhatsApp no momento. Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal e enviaremos uma atualização assim que possível”.

E o Instagram tuitou: “O Instagram e amigos estão tendo um momento complicado agora e talvez você esteja com problemas para usá-los. Conte com a gente, estamos em cima disso”.

Satélite Amazonia 1 é aprovado para entrar em fase operacional

O Satélite Amazonia 1 foi aprovado para iniciar sua função operacional na última sexta-feira (25). A Missão Amazonia 1 foi desenvolvida INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira).

De acordo com nota divulgada pelo INPE nesta segunda-feira (28), todos os sistemas e funcionalidades do satélite foram verificados e aprovados.

Com isso, o satélite pode entrar em fase de rotina. De acordo com o INPE, “futuras missões que possam ser atendidas por essa plataforma poderão se beneficiar de sua herança de voo, com menores esforços e prazos de desenvolvimento e, portanto, com menor investimento”.

Amazonia 1

O satélite brasileiro Amazonia-1, de sensoriamento remoto, foi colocado em órbita na madrugada de 28 de fevereiro. O lançamento realizado no Satish Dhawan Space Centre, SHAR, em Sriharikota, na Índia. Este é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

O Amazonia 1 foi desenvolvido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), em São José dos Campos, em parceria com a Agência Especial Brasileira e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

As informações do satélite contêm resolução de 64m e largura da faixa de 866km, que serão úteis para aplicações, como o monitoramento da região amazônica, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, de reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.

O satélite Amazonia 1 vai operar em conjunto com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019.

Zine Provedor começa a instalar fibra óptica na zona rural de Teofilândia

A empresa Zine Provedor, que fornece internet para a cidade de Teofilândia, pretende instalar fibra óptica em todos os povoados. A conexão via fibra óptica é mais rápida e estável, diferente das conexões via cabo e antena, que apresentam mais oscilações.

A conexão via fibra está sendo fornecida pela empresa aproximadamente há 3 anos. “Pretendemos chegar em todos os povoados e localidades da zona rural do município. Nosso foco é melhorar a conexão de todos os nossos clientes. Já chegamos nos povoados de Brasa, Bola Verde, Morrinho, Socavão, Alecrim, Flores, Malhada Grande, Cavalo Morto e Barreiro. Em breve instalaremos nos povoados de Setor e Baixão, entre outros”, explicou o CEO da Zine, Ícaro Oliveira Cunha.

Zine Telecom foi criada em 2005, em Teofilândia-BA, para atender a demanda de informática e internet na cidade. Focada na inovação tecnológica e na qualidade de serviço prestado, a empresa está crescendo e atualmente situa-se também em Olindina e São Francisco do Conde.

Maioria das empresas brasileiras diz ser alvo de ataques digitais com frequência

A maioria das empresas brasileiras diz que é alvo de fraudes e ataques digitais com média ou alta frequência, segundo pesquisa da Mastercard em parceria com o Datafolha.

De acordo com o levantamento, 57% das companhias dos setores de educação, financeiro e seguros, tecnologia e telecomunicações, saúde e varejo afirmam se enquadrar nessa categoria. As que dizem ser atacadas com baixa frequência são 34%, enquanto 8% dizem não ser alvo.
 

Divulgado nesta terça-feira (1º), o estudo, chamado de “Barômetro da Segurança Digital”, entrevistou decisores da área de tecnologia de 351 empresas, entre os dias 1 e 25 de fevereiro de 2021, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 5 pontos percentuais.
 
Os resultados apontam que, apesar das organizações reconhecerem a importância da cibersegurança, elas não desenvolvem políticas de segurança digital e treinamento para os seus funcionários de forma aprofundada.

Entre os segmentos analisados, os mais preparados em cibersegurança são finanças e seguros e tecnologia e telecomunicações.
 

De acordo com os entrevistados, apenas 24% das empresas consideram estar bem preparadas para reagir a um ataque cibernético e só 32% delas têm uma área própria de cibersegurança separada do setor de tecnologia da informação (TI), algo considerado fundamental por especialistas de segurança digital.
 
No caso das empresas de tecnologia e telecomunicação, a maioria (54%) têm um time de cibersegurança independente.

Enquanto a maioria dos responsáveis afirma ter um plano de resposta a um eventual ataque, apenas um terço fez algum tipo de teste preventivo nos três meses antecedentes à realização da pesquisa.

A preocupação é vista como prioridade máxima em apenas 21% das empresas. No caso do setor financeiro e de seguros, a métrica sobe para 39%.

As áreas vistas como mais suscetíveis para ataques de hackers são o departamento financeiro e o banco de dados de seus clientes, sendo que 11% delas afirmaram ter sofrido algum tipo de ataque cibernético em 2020. 

De acordo com os respondentes, o as principais dificuldades são: conscientizar os profissionais da empresa sobre a importância do assunto e encontrar profissionais qualificados para gerir o sistema de segurança.

Para os entrevistados, investir em cibersegurança traz confiança para gestão dos negócios e credibilidade diante de clientes e parceiros.
 
“Hoje, mais do que nunca, os consumidores desejam interações simples, rápidas e seguras com quem se relacionam online. O cliente não quer praticidade em detrimento da segurança”, afirma Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard. 

A maioria dos entrevistados afirma que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) trará mais benefícios do que prejuízos para as organizações.
 
Dicas da Mastercard para melhorar a segurança digital: Fazer simulações de riscos e fraudes frequentemente -sem esquecer dos parceiros e terceiros; Ter uma área focada em cibergurança na companhia; Treinar e conscientizar seus funcionários sobre a importância da segurança no ambiente digital; Contratar e fazer parcerias com empresas que ofereçam soluções em cibersegurança.

Governo Federal libera R$ 409 milhões para projetos de tecnologias da internet

O Ministério das Comunicações anunciou, nesta terça-feira (24), o repasse de R$ 409 milhões para investimentos no desenvolvimento e ampliação de tecnologias de internet das coisas em sistemas agrícolas, de transporte, de saúde e de segurança, e em soluções para internet 5G. Os recursos são provenientes do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicação (Funttel), que completa 20 anos esta semana.   

Os recursos deverão financiar 17 projetos, em um prazo de 36 meses, a partir de operações de crédito viabilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Cada instituição receberá R$ 204,9 milhões. O limite de financiamento é de até R$ 30 milhões por entidade ou empresa beneficiária a cada 24 meses, mas esse valor poderá ser ampliado mediante autorização específica do conselho gestor do Funttel. 

“A gente elencou duas prioridades. A primeira é usar esses R$ 200 milhões para dar acesso a conexão de internet para cerca de 800 mil pessoas. E a segunda, usar esses recursos para toda a cadeia de telecomunicações e inovação”, destacou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, durante cerimônia que marcou a transferência dos recursos do Ministério das Comunicações para o banco. 

A expectativa do governo é que os projetos possam gerar até 41 mil novos empregos diretos e indiretos no país, além de aumentar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações.

De acordo com o ministério, o repasse deste ano é o maior montante anual já liberado pelo Funttel desde a sua criação, uma alta de 36% em relação a 2019, e quase quatro vezes superior à média anual de repasses feitos entre 2001 e 2018. O Funttel foi criado em 2000 com o objetivo de estimular projetos de inovação tecnológica, a capacitação de pessoas, o fomento à geração de empregos e a promoção do acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital.  

A gestão deste fundo está no âmbito do Ministério das Comunicações. O recurso é formado a partir 0,5% sobre o faturamento líquido das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações e contribuição de 1% sobre a arrecadação bruta de eventos participativos realizados por meio de ligações telefônicas. 

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