O homem suspeito de chutar o rosto da namorada durante um show de pagode na cidade de Pojuca, na região metropolitana de Salvador, se apresentou à polícia na terça-feira (29) e prestou depoimento sobre o caso, segundo informou nesta quarta (30) o delegado João Miranda Pithon, que investiga o crime. De acordo com o delegado, o homem, que não teve a identidade divulgada, compareceu na delegacia da cidade acompanhado do advogado e foi liberado após ser ouvido. O delegado informou também que o homem não negou a agressão, mas não detalhou o depoimento do suspeito.Ainda segundo o delegado Pithon, a vítima e a mãe dela também estiveram na delegacia e foram ouvidas na terça-feira. A jovem prestou queixa na segunda (29), um dia após o crime, porém passou mal e teve o depoimento adiado para o dia seguinte a pedido da mãe. O caso segue sob investigação.
O crime ocorreu no último domingo (27) e foi filmado por pessoas que presenciaram a agressão. A vítima dançava ao som do cantor conhecido como O Poeta, em cima do palco, quando foi surpreendida pelo namorado, que se aproximou, chutou o rosto da jovem e fugiu. Assista ao vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=65YOZbkhXNM
Segundo a organização do evento, realizado na casa de shows Clube AIP, o homem foi contido por seguranças do show após o ataque, mas ele não foi preso na ocasião. Por meio de nota compartilhada na segunda-feira, o cantor O Poeta se posicionou após o ocorrido, e lamentou a situação.
“Se você é machista, covarde, preconceituoso e não aceita ver uma mulher dançando em um palco, não me siga no Instagram ou em nenhuma rede social, não seja frequentador dos shows do Poeta! Melhor ainda, nem saia de casa, a sociedade e as mulheres não merecem conviver com pessoas assim, você não merece ser um fã do Poeta!”, escreveu.A mensagem do artista foi compartilhada por muitos fãs na rede social.
Categoria: Salvador
Quase 12 anos após crime, homem que matou namorada e foi flagrado com corpo em carro é preso na Bahia
Crime ocorreu em Salvador, em 2007. Mesmo já tendo sido condenado, em 2014, suspeito estava foragido desde março de 2018, quando teve novo mandado de prisão expedido.
Um homem acusado de assassinar a facadas a namorada e ser flagrado com o corpo da vítima dentro de um carro, no ano de 2007, em Salvador, foi preso por equipes da Polícia Interestadual (Polinter), na manhã desta segunda-feira (13), quase 12 anos após o crime.
De acordo com informações da Polícia Civil, Jardel da Pureza Souza, que estava foragido desde março de 2018, quando teve um mandado de prisão expedido pela Justiça, está na sede da Polinter, onde aguarda transferência para o sistema prisional.
A nova ordem de prisão contra o acusado, que na época do crime era estudante de direito e tinha 26 anos, foi expedido pelo 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri e encaminhado à Polinter.
A vítima foi Milena Bittencourt Pontes, que também tinha 26 anos e era estudante de psicologia. O crime ocorreu dentro do apartamento onde ela morava, na Avenida Paralela.

Segundo a polícia, após o crime, o acusado ficou preso por pouco mais de um ano e, depois, ficou em liberdade por força de um habeas corpus. Em 2014, Jardel, hoje com 37 anos, foi condenado a mais de 14 anos de prisão, por homicídio duplamente qualificado, por meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, mas não foi preso em virtude de uma sequência de recursos interpostos pela defesa.
Um irmão de Jardel, suspeito de ajudá-lo a tentar se desfazer do corpo da vítima, ficou preso por dois meses e, dois anos depois do crime, foi morto a tiros na porta da casa onde morava, no bairro de Roma, na capital baiana. Não há informações sobre autoria e motivação do assassinato.

O crime contra Milena Bittencourt Pontes aconteceu na tarde do dia 15 de setembro de 2007. Jardel confessou o homicídio ao ser preso, mas disse, na época, que a vítima, Milena, havia tentado esfaqueá-lo, durante uma discussão provocada pela desconfiança de que estaria sendo traído, e que ele agiu em legítima defesa.
As investigações apontaram, no entanto, que Milena teria ameaçado denunciar o companheiro por ter simulado o roubo de carro de sua propriedade, na CIA-Aeroporto, para receber o dinheiro do seguro.
Segundo a polícia, o namorado da estudante enrolou o corpo da vítima em uma colcha, colocou-o no porta-malas do carro dela e seguiu para o terminal marítimo de Salvador, onde pegaria o ferry boat, que faz a travessia entre a capital baiana e a Ilha de Itaparica, para ir a outra cidade, onde deixaria o cadáver.
Pouco depois, porém, ele mudou de ideia e foi para a casa de uma ex-namorada. Lá, com a ajuda do irmão, Josafá Pureza de Souza, teria passado o corpo de Milena para o porta-malas de outro carro, com o qual iria para o interior do Estado. Ele, no entanto, acabou sendo flagrado pela polícia e foi preso.

