Um em cada dez baianos não sabe ler e escrever

O simples ato de pegar um ônibus para se deslocar pela cidade, ou soletrar alguma palavra a pedido da filha de 10 anos, lembra a Ana Carolina, 36 anos, que ela não sabe ler. Natural de Castro Alves, no interior da Bahia, abandonou a escola cedo e ainda tentou retornar recentemente, quando a filha tinha dois anos, mas não continuou.

Mãe de mais dois filhos, a dona de casa acredita que o analfabetismo é a barreira que a separa do primeiro emprego. “Nunca trabalhei”, diz. Se pudesse, “tomaria conta de crianças, faria qualquer coisa” que a ajudasse dar o sustento para a filha caçula. Ela está entre os 12,9% da população baiana que vêm no analfabetismo uma barreira um abismo no exercício de uma cidadania plena.

Com base em dados nacionais, o movimento Todos pela Educação apresentou uma nota técnica mostrando que a pandemia do novo coronavírus agravou analfabetismo entre as crianças. Entre 2019 e 2021, o número de crianças que não sabiam de 6 e 7 anos que não sabiam ler passou de 1,4 milhão para 2,4 milhões.

“Eu não sei ler. Meu nome eu sei assinar, malmente. Tenho dificuldade de leitura, não sai nada”, explica Ana Carolina, que sonha em um futuro melhor para os filhos. O mais velho, de 20 anos, foi quem se saiu melhor até aqui, chegando à 6ª série do primeiro grau. Já o de 18 anos, recentemente retomou os estudos. Com os dois adultos, as atenções e esperanças da dona de casa se voltam para a caçula, que frequenta a escola pela manhã e, no turno oposto, participa do Projeto Axé.

“O que eu não aprendi, eu não quero para a minha filha. Não quero que ela seja igual a mim, quero que ela estude, quero que ela aprenda, é o único orgulho que eu espero que ela me dê”, diz.

Tamanho do problema – Desde 2016, quando que se iniciou a série de dados sobre educação da PNAD Contínua, a Bahia aparece com o maior número de pessoas de 15 anos ou mais de idade analfabetas do país. Além disso, esse grupo vem mostrando um viés de alta por dois anos seguidos e fez a taxa de analfabetismo no estado chegar a 12,9% em 2019, quando foram apresentados os dados mais recentes, frente os 12,7% registrados em 2018.

Em 2019, na Bahia, havia 1,524 milhão de pessoas nessa faixa etária que não sabiam ler nem escrever um bilhete simples. Em números absolutos, houve um crescimento de 2,8% na comparação com 2018 e de 3,0% em relação a 2016. Analfabeta,  Ana Carolina acredita que sua condição é a barreira que separa ela do primeiro emprego

Dos sete estados que tiveram aumento no número absoluto de analfabetos entre 2018 e 2019, cinco eram do Nordeste, o que contribuiu para que a região fosse a única do Brasil a apresentar alta na taxa de analfabetismo entre 2018 (13,87%) e 2019 (13,90%). “Embora o aumento pareça mínimo, é estatisticamente significativo e ocorre para um indicador sensível e que vinha em queda”, aponta Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Bahia.

No Brasil como um todo, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, em 2019, foi de 6,6%, contra 6,8% em 2018, com 11,041 milhões de analfabetos, o que representou uma queda de 1,1% na comparação com o ano anterior. Alagoas (17,1%) Piauí (16,1%) e Paraíba (16,0%) foram os estados com as  maiores taxas, enquanto Rio de Janeiro (2,1%), Santa Catarina (2,3%) e Rio Grande do Sul (2,6%) apresentaram as menores. Em relação à taxa, a Bahia aparece como o oitavo  estado com maior índice de analfabetismo.

“O Plano Nacional de Educação (PNE) determina que a taxa de analfabetismo no país fosse de no máximo 6,5% em 2015, meta ainda não atingida em 2019. A lei prevê a erradicação do analfabetismo no país até 2024”, destaca Mariana Viveiros.

Para a supervisora de disseminação de informação do IBGE, o analfabetismo na Bahia, assim como no Brasil em geral, está fortemente relacionado à idade, ou seja a um “estoque” de pessoas mais velhas que nunca chegaram a aprender a ler e escrever. “No estado, quase 9 em cada 10 analfabetos, em 2019, tinham 40 anos ou mais de idade (89,0% ou 1,356 milhão de pessoas), e pouco mais da metade (54,8% ou 835 mil) eram idosos, de 60 anos ou mais”, aponta.

Cerca 4 em cada 10 pessoas de 60 anos ou mais de idade na Bahia afirmavam ser analfabetas em 2019 (36,5% da população idosa), percentual que era quase o triplo do calculado para o total de pessoas de 15 anos ou mais (12,9%).

Ela acrescenta ainda uma relação com a desigualdade por cor ou raça. Na Bahia, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade que se declaram pretas ou pardas (13,5%) é superior à dos que se declaram brancos (10,4%). E essa diferença aumenta muito entre os idosos: 39,2% dos pretos ou pardos são analfabetos, frente a 26,9% dos brancos.

“O crescimento da população que não sabia ler nem escrever entre 2018 e 2019 se deu exclusivamente entre pretos ou pardos (de 1,246 milhão para 1,296 milhão nessa condição). Entre os que se declaravam brancos, houve, na verdade, redução do número de analfabetos (de 226 mil em 2018 para 212 mil em 2019)”, explica.

Missão impossível – O professor Marcus Vinícius de Souza, mestre em Estudos de Linguagens e Oustanding Educator pela Universidade de Chicago, acredita que as quedas dos números relacionados ao analfabetismo no Brasil serão insuficientes para cumprir a meta de zerar o problema até 2025. “Os números que nós temos mostram que o Brasil tem uma tarefa complicada pela frente, que é erradicar o analfabetismo”, diz. “Temos um número ainda bastante considerável de crianças, adolescentes, jovens e adultos num volume muito alto”.

Para ele, o analfabetismo funcional e digital são consequências dos programas de alfabetização pouco qualificados. “Pessoas que aprenderam a ler e escrever mal estão chegando às universidades. Foram alfabetizadas de maneira precária e chegam sem conhecimento adequado ao ensino superior”, analisa. “Em muitas situações o conceito de saber escrever significa assinar o próprio nome, ler é conhecer o alfabeto, porém isso não muda a situação do indivíduo”, ressalta.

“Quando falamos em alfabetização, estamos tratando de algo que é básico para a cidadania, para o cumprimento de uma série de deveres e o exercício de direitos”, aponta o professor. “Hoje o analfabetismo ainda traz o agravante de afastar as pessoas do universo digital”, acrescenta, lembrando que diversos serviços públicos e oportunidades estão migrando para o mundo online.

Marcus Vinícius acredita que as políticas mais efetivas para o desenvolvimento da educação são exatamente aquelas que são capazes de manter o aluno na escola por mais tempo. “Os processos de escolarização nas séries iniciais normalmente funcionam bem. Os problemas surgem à medida em que o estudante avança porque a evasão escolar aumenta. Ou o aluno abandona, ou acaba concluindo muito mais velho do que deveria”.

O professor diz que é importante que as políticas educacionais tenham continuidade a longo prazo e deixem ser alteradas entre uma gestão e outra.  “Este é o problema no caso do analfabetismo, nas últimas décadas o índice diminuiu, mas quando olhamos os dados, tanto nacionais quanto da Bahia que hoje tem o maior número total de analfabetos, a queda não aconteceu na intensidade que era esperada”, ressalta. “Dificilmente o Brasil chegará à condição de erradicar o analfabetismo no prazo previsto”.

“Na Bahia, os dados do IBGE mostram que metade da população tem apenas o ensino fundamental. Mesmo as pessoas que evoluíram em relação ao analfabetismo ainda assim passaram muito pouco tempo na escola”, pondera.

Pandemia – Entre 2019 e 2021, houve um aumento de 66,3% no número de crianças de 6 e 7 anos de idade que, segundo seus responsáveis, não sabiam ler e escrever. Eram 1,4 milhão de crianças nessa situação em 2019 e 2,4 milhões em 2021. Em termos relativos, o percentual de crianças de 6 e 7 anos que, segundo seus responsáveis, não sabiam ler e escrever foi de 25,1% em 2019 para 40,8% em 2021.

Os dados mostraram que os últimos dois anos reforçaram diferenças sociais e de cor. Dentre as crianças mais pobres, o percentual das que não sabiam ler e escrever aumentou de 33,6% para 51,0% entre 2019 e 2021. Dentre as crianças mais ricas, por outro lado, o aumento foi de 11,4% para 16,6%.

Os percentuais de crianças pretas e pardas de 6 e 7 anos de idade que não sabiam ler e escrever chegaram a 47,4% e 44,5% em 2021, sendo que, em 2019, eram de 28,8% e 28,2%. Entre as crianças brancas, o percentual passou de 20,3% para 35,1% no mesmo período.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destaca a importância da alfabetização nos primeiros anos de vida das crianças, de maneira que “se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos”. A não-alfabetização das crianças em idade adequada traz prejuízos imensos para suas aprendizagens futuras, o que também eleva os riscos de uma trajetória escolar marcada por reprovações, abandono ou evasão escolar.  

Ivan Gontijo, coordenador de políticas educacionais do movimento Todos pela Educação, avalia que “os números ruins na Bahia relacionados ao analfabetismo fazem parte de um conjunto de indicadores preocupantes” na área. “O contexto educacional na Bahia é muito desafiador, os próprios resultados do estado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) estão entre os piores do país no ensino médio, o que é bem preocupante”, avalia.

“É claro que a Bahia tem vários desafios socioeconômicos, mas existem estados em condições muito parecidas, eu cito o Ceará e Pernambuco, que conseguem apresentar desempenhos melhores”, ressalta.

Além da quantidade de pessoas que não sabem ler e escrever, ele acrescenta o desafio de melhorar a qualidade do ensino. Ele cita como exemplo o Saeb, exame realizado em 2019 para avaliar crianças no segundo ano do ensino fundamental. “Em termos de proficiência, a média do Brasil foi de 750 pontos, enquanto a da Bahia ficou em 738 pontos, baixo da média brasileira e, entre as 27 unidades da federação, aparece em 16º lugar”, afirma.

Ele diz que os fatores socioeconômicos são importantes para entender o problema, apesar de não serem decisivos. “O Ceará é o estado com as melhores notas no Saeb e enfrenta dificuldades muito parecidas com as da Bahia. O que aconteceu de diferente lá foi a criação de um programa estadual para apoiar os municípios na alfabetização das crianças”, conta.

“Eu acredito que o problema da Bahia foi não ter conseguido estruturar um programa estadual robusto para a alfabetização. Isto pode explicar os resultados mais frágeis do estado”, avalia. “O governo estadual precisa olhar para o território e não apenas para a sua rede. Um aluno que está na rede municipal hoje, vai para a rede estadual amanhã, então por que não ajudar ele a chegar mais bem preparado?”, questiona.

A diretora pedagógica do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), Bete Monteiro, lembra que o analfabetismo é um problema nacional. “Os dados da alfabetização no país são alarmantes, principalmente após os impactos da pandemia”, diz. “Nós tivemos um aumento expressivo no número de crianças entre 6 e 7 anos que não sabem ler e escrever. Esse é um dado absurdo”, acredita.

“Claro que este cenário foi potencializado por uma situação atípica, de uma pandemia, mas estamos diante de um quadro que é crônico, essa é a questão com que a escola pública se depara”, aponta.

Bete Monteiro acredita que é preciso olhar com atenção para o perfil socioeconômico das crianças que apresentam maiores dificuldades para a alfabetização. “Temos que olhar com mais cuidado para a situação das crianças pobres e as negras, porque as pesquisas estão indicando que são estes públicos que estão enfrentando mais dificuldade no processo”.

“A escola pública precisa pensar em que tipo de concepção de alfabetização vai desenvolver em suas práticas”, acredita. Ela cita experiências na Chapada Diamantina com resultados expressivos de alfabetização, em que as crianças conseguem aprender a ler e escrever no tempo correto. “Tendo acesso a práticas de alfabetização que dialogam com as práticas sociais de leitura e escrita que façam sentido para a realidade das crianças, o aprendizado é facilitado”, aponta.

Ela diz que ainda existem muitos programas de alfabetização que defendem o retorno à silabação e outros tipos de ações seriam retrocessos em relação ao que se sabe hoje sobre o processo de aprendizagem. “A ideia de que basta repetir palavras ou silabar como alfabetização é equivocada”, acredita.

“Nós defendemos uma abordagem construtivista, que levem em conta os contextos de vida em que as crianças, ou jovens e adultos estão inseridos, porque acreditamos que este pode ser o ponto de partida para eles no aprendizado a ler e escrever”, acredita. A abordagem é diferente da adotada em programas como o Topa, que centralizam o aprendizado em sílabas ou palavras, explica. “Mesmo que se diga que as palavras são contextualizadas, entendemos que inserir um jovem ou adulto num propósito comunicativo real, ele estará mais mobilizado a ler e a escrever”, acredita.

Para ela, o tipo de alfabetização utilizada pode ajudar a explicar as dificuldades que algumas pessoas tem para compreender textos mais longos e complexos. “O analfabetismo funcional é a realidade em que uma pessoa consegue escrever e soletrar palavras, mas não consegue, por exemplo, compreender o que diz um determinado texto. Métodos de alfabetização baseados em decodificação de palavras favorecem este tipo de situação”, acredita.

“Não temos como avançar em alfabetização e ensino, de maneira geral, enquanto não tivermos um programa de formação continuada para os nossos professores”, recomenda.

Bolsonaro avalia abrir mão da candidatura de Roma para apoiar ACM Neto, diz jornal

O presidente Jair Bolsonaro avalia abrir mão da candidatura de João Roma ao Governo da Bahia para apoiar ACM Neto no pleito, que lidera as pesquisas de intenção de voto. A informação é do jornal Valor Econômico.

De acordo com a publicação, Bolsonaro considera a aproximação com o ex-prefeito de Salvador como estratégico para a sua reeleição. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com o deputado Elmar Nascimento, aliado de Neto, para tratar de uma aliança.

Ainda segundo o site, Nascimento disse que um apoio no primeiro turno é pequeno, por causa da força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. Porém, o parlamentar acredita que uma eventual saída de Roma da disputa aumentaria as chances de ACM Neto ser eleito ainda no primeiro turno. Com isso, o ex-prefeito de Salvador “ficaria mais livre” para associar a sua imagem à de Bolsonaro.

ALIADO APOIA REELEIÇÃO

Um dos principais partidos que fazem parte da base de ACM Neto já confirmou que vai apoiar a reeleição de Bolsonaro. O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, confirmou ao Bahia Notícias que, no estado, o partido irá buscar a recondução do atual presidente (lembre aqui). O Republicanos é uma das legendas que disputam a vaga de vice na chapa de Neto.

ACM Neto acusa governo do PT de perseguição e ameaça a prefeitos

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) acusou nesta quinta-feira (19) o Governo do Estado de perseguição e ameaça a prefeitos do interior (vídeo abaixo). Durante discurso na Câmara Municipal de Guajeru, no Sudoeste da Bahia, Neto disse que o governo tem pressionado prefeitos para que se posicionem politicamente a favor do pré-candidato do PT ao Palácio de Ondina. “Agora mesmo a gente tem acompanhado lamentavelmente o Governo do Estado chamar os prefeitos, ameaçar. Dizem que, se não tirar uma foto, se não postar na rede social, se não colocar foto no WhatsApp e no Instagram, não vai receber o convênio, que a cidade não vai ser ajudada”, afirmou.

Neto condenou a prática. “Isso é um absurdo, é uma coisa inaceitável, uma coisa ditatorial. Mas tudo bem, sabe por quê? Porque nada disso é mais forte do que a vontade do povo. Quando o povo quer uma coisa, acabou, não tem força que segure. E a beleza da democracia é essa, quando chega na hora da eleição é só cada pessoa, sua consciência e mais nada. O voto, graças a Deus, é secreto e inviolável. Cada pessoa pode ir lá e escolher pensando no melhor para o seu futuro”, completou ACM Neto.

Vereador Araújo pode ser candidato a prefeito em 2024 com apoio do ex-prefeito Tércio Nunes

A campanha para prefeito de Teofilândia ainda está longe, mas, nos bastidores, alguns nomes já estão sendo ventilados pelos grupos políticos.

Antonio Serapiao Cordeiro De Araujo, mais conhecido como vereador Araújo (PL), é um nome que vem ganhando força dentro da oposição. Araújo venceu pela primeira vez a eleição para a cadeira legislativa em 2020, o mesmo apoiou a chapa Tércio Nunes e Ronaldo do Baixão. Segundo apurações do site Teofilândia Acontece, o ex-gestor Tércio pode lançar Araújo como candidato a prefeito nas eleições municipais de 2024.

O T.A entrou em contato com o vereador. Araújo informou que não tem nada certo, porém, o nome dele está sendo comentando entre lideranças políticas do seu partido e apoiadores. “Ainda é cedo. Conversei e converso com ex-prefeito diariamente, não temos nada concluído ainda. Apenas especulações”, informou.

Araújo obteve 508 votos em 2020, naquele ano, era a primeira vez que disputava uma eleição. O pai dele, Antonio Serapiao Cordeiro De Araujo Filho, foi o segundo prefeito de Teofilândia, entre 1967 e 1970.

‘Na Bahia, o Republicanos irá apoiar a reeleição de Bolsonaro’, diz Marinho

Apesar do pré-candidato ao governo ACM Neto (União) tentar “blindar” a campanha e prometer “independência” (reveja aqui e aqui), um dos principais aliados irá acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, confirmou ao Bahia Notícias que, na Bahia, o partido irá apoiar a candidatura à reeleição de Bolsonaro.

“O Tarcísio [de Freitas] é candidato ao governo de São Paulo pelo Republicanos. A ministra Damares [Alves] é candidata ao Senado aqui pelo Distrito Federal. Temos vários parlamentares com relação com o presidente Bolsonaro. No próximo dia 30 temos as convenções em São Paulo, presumo eu, que ali já será dado o apoio ao presidente já no primeiro turno a reeleição. Na Bahia, o Republicanos irá apoiar a candidatura à reeleição de Bolsonaro, até por orientação da nacional. ACM Neto tem as suas razões, razões identificadas por pesquisa qualitativa, da dificuldade de estar atrelando a imagem dele a Bolsonaro”, comentou em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM. 

Apesar disso, Marinho apontou que nesse momento, “não há nenhum tipo de possibilidade de uma aliança no primeiro turno de Neto com Bolsonaro”. “Até porque já existe candidatura de João Roma, do PL, candidato a governador. Se tiver de acontecer algum tipo de aliança, apoio, só será no segundo turno”, finalizou.

O Republicanos ainda disputa uma vaga na chapa majoritária liderada por Neto. Segundo Marinho, o nome para candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto (UB) deve passar pela aprovação de todos os partidos da base aliada (veja aqui). Dentro do partido, os nomes que ainda pleiteiam o espaço são o próprio Marinho e o recém chegado ao partido, deputado federal Marcelo Nilo. 

Bahia lidera ranking de mortes violentas no país no 1º trimestre de 2022

A Bahia lidera o ranking de mortes violentas no Brasil nos três primeiros meses desse ano, segundo levantamento do Monitor da Violência. Foram 1.326 mortes no estado, que é seguido por Pernambuco (963 mortes) e São Paulo (812 mortes) no pódio.

Em todo país, o número de homicídios está em queda, segundo o índice. Foram 10,2 mil assassinatos no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento contabiliza vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. A maior queda de homicídios foi no Acre, com menos 30% de mortes violentas em relação a 2021. O maior aumento foi em Rondônia, com 48% de alta.

Considerando a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, a liderança do ranking é de Pernambuco, com 10 mortes a cada 100 mil habitantes. 

A Bahia aparece em segundo nesse critério – 8,8 mortes para cada 100 mil habitantes, uma queda em relação ao ano passado, quando essa taxa era de 9,7 no mesmo período.

Pesquisa aponta diferença de 13 pontos entre Jerônimo e Neto

A pesquisa Genial/Quaest realizada com eleitores da Bahia e divulgada ña terça-feira, 17, mostra que o nível de desempenho dos candidatos à disputa ao governo estadual está fortemente atrelado ao apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PT.

No levantamento Lula se mostra como importante puxador de votos. O pré-candidato ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) atinge a marca de 34% de intenção de votos quando seu nome é colocado juntamente com o de Lula – apenas 13 pontos percentuais de alcançar ACM Neto (União Brasil), primeiro colocado na pesquisa. Neto, que se apresenta como candidato independente, marca 47% de intenção de votos, enquanto João Roma (PL), ligado a Jair Bolsonaro, atinge 10%. Outros 10% estão indecisos. 

Mudança de voto – A pesquisa aponta que 53% das pessoas ouvidas preferem que a eleição seja vencida por um candidato mais ligado ao ex-presidente Lula, 14% mais ligado a Bolsonaro, 29% nem ligado a Bolsonaro e nem ligado a Lula e outros 5% optaram por voto branco ou nulo.  

Outro dado é que 46% dos baianos se mostram dispostos a mudar de voto se Lula apoiar um candidato, 31% mudariam a partir de um apoio do governador Rui Costa e 26% de um apoio de Jaques Wagner. Apenas 15% consideram mudar de voto se o candidato contar com o presidente Jair Bolsonaro como cabo eleitoral.

Na pesquisa espontânea, 74% dos entrevistados se declararam indecisos, outros 13% pretendem votar em ACM Neto, 3% em Jerônimo Rodrigues, 3% em João Roma, 5% em outros candidatos, 3% branco ou nulo e 3% não pretende votar. 

A pesquisa foi realizada de forma presencial entre os dias 13 e 16 de maio e coletou 1.140 respostas. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi protocolado na Justiça Eleitoral no dia 12 de maio, sob o número  BA-03239/2022 e BR-02283/2022.

Na corrida pelo Senado Federal, Otto Alencar ficou em primeiro lugar nas intenções de voto, com 34%, seguido de Marcelo Nilo (9%), Cacá Leão (8%), Raíssa Soares (6%) e Tâmara Azevedo (6%). Os baianos parecem pouco animados com essa disputa, já que 28% anunciam a intenção de votar em branco, anular ou não comparecer às urnas e 11% se dizem indecisos.

Presidência – Em relação à disputa presidencial, o ex-presidente Lula teria 63% das intenções de voto se a eleição fosse nesta quarta, contra 17% de Jair Bolsonaro. Em simulação de segundo turno, Lula alcançaria 69%, contra 20% do atual presidente. Para 76% dos baianos, Bolsonaro não merece ser reeleito. Já 21% gostariam de assegurar um segundo mandato a ele.

Sobre a avaliação do governo federal, 59% consideram negativa; 22%, regular; e 16%, positiva. A pesquisa Genial/Quaest também avaliou o governo da Bahia: 46% dos entrevistados consideram positiva a gestão Rui Costa, contra apenas 18% que acham negativa. 

Teofilândia: Trezena de Santo Antônio terá show de Solange Almeida

A tradicional Trezena de Santo Antônio de Teofilândia voltará a ser realizada este ano em praça pública. Como acontece na maioria das edições da festa católica, serão 13 dias de shows no centro da cidade.

A primeira grande atração confirmada foi a cantora Solange Almeida, ex-vocalista da banda Aviões do Forró. Segundo informações colhidas pelo site Teofilândia Acontece, através de uma fonte ligada à Prefeitura, o show de Solange vai acontecer no dia 12 de junho – Dia dos Namorados. A divulgação oficial do evento vai ocorrer dentro dos próximos dias.

A Trezena de Santo Antônio é realizada todo ano, de 1 a 13 de junho. Nos últimos dois anos, devido à pandemia da Covid-19, os festejos foram realizados de forma online com transmissões ao vivo.

Apesar de inflação, consumo nos lares brasileiros cresce 2,59% no trimestre

O consumo nos lares brasileiros aumentou 2,59% no primeiro trimestre do ano, de acordo com o Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quarta-feira (12) pela entidade. A maior variação do consumo do trimestre foi registrada em março, com alta de 6,58% na comparação com fevereiro. Em relação a março de 2021, a alta é de 2,41%.

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário. Por ora, troca de marca, substituição de produtos, busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, explicou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

De acordo com a Agência Brasil, a pesquisa mostrou ainda que as pessoas voltaram a reduzir o consumo fora de casa, cortando supérfluos para fazer o abastecimento com a renda, que está mais restrita. Além disso, reduziram-se as idas aos pontos de venda, com compras mais planejadas, aproveitando o momento de recebimento do salário.

“Os consumidores estão buscando diversificar os canais de compra. Temos visto as compras online crescendo, porque o consumidor busca um maior benefício. Além disso, buscam por embalagem com preço menor ou pelo desconto família, troca as marcas que utiliza por outras mais baratas, raciocina melhor no momento da compra e também buscam produtos com marca própria da rede.”

De acordo com os dados, a cesta Abrasmercado composta por 35 produtos de largo consumo acumula alta no primeiro trimestre do ano de 5,11%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em março, a cesta registrou alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, a alta foi de 15,45%.

“O aumento se deve à pressão inflacionária puxada pelo repasse dos custos de produção na cadeia de alimentos, especialmente pelo aumento do preço do óleo diesel, que impacta o frete na logística dos produtos”, ressaltou a Abras.

Os alimentos mais impactados pelo aumento foram o tomate (27,22%), a cebola (10,55%), o leite longa vida (9,34%), o óleo de soja (8,99%) e o ovo (7,08%). As maiores quedas foram registradas nos preços do pernil (-0,51%), do açúcar refinado (-0,13%) e da carne traseira (-0,07%).

A região Sul obteve a maior variação no preço médio e teve a cesta mais cara dentre todas as regiões, com alta de 3,38%, ao passar de R$ 787,85 em fevereiro para R$ 814,48 em março. A região Sudeste registrou a segunda maior variação no preço da cesta, alta de 3,16%, passando de R$ 700,00 em fevereiro para R$ 722,14 em março.

Nas outras regiões, as variações no preço da cesta em março na comparação com fevereiro foram respectivamente: Nordeste (1,93%), Norte (1,84%), Centro-Oeste (1,58%).

Mulher mata filha de 2 anos afogada em pia e fala que “Deus mandou”, diz polícia

Stéfani Conceição Teixeira, de 26 anos, foi presa nesta terça-feira (10) após matar a filha de 2 anos afogada em uma pia de lavar roupas, na cidade de Feira de Santana.

De acordo com informações passadas ao PCS pelo delegado Luis Smyslov, que registrou o caso, em depoimento, a suspeita confessou o crime e disse que matou a menina porque “Deus mandou”.

A bebê foi assassinada na casa onde a mãe morava sozinha, no bairro Pampalona. Familiares contaram para a polícia que a mulher pegou a menina na casa da avó, que fica na mesma rua, e levou para o imóvel na noite de segunda-feira (9). Ela dormiu com a filha e na manhã desta terça cometeu o crime.

O corpo da bebê foi encontrada por familiares da suspeita depois que foram perguntar pela menina para ela, por volta das 9h30. Quando questionada, a mulher disse que havia matado a criança.

“Eles [familiares] não acreditaram e entraram pra procurar a menina. O corpo estava embaixo de um colchão, em uma construção, no quintal da casa”, disse o delegado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado e esteve no imóvel, mas a bebê já estava morta. O óbito foi constatado pela equipe de socorro.

A suspeita foi presa em flagrante por policiais militares que também foram acionados. Em seguida, ela foi levada para o Complexo de Delegacias de Policia de Feira de Santana, no bairro Sobradinho.

Ainda conforme o delegado, a mulher tinha histórico com drogas. Ela passará por exames de lesões corporais e permanecerá custodiada na unidade policial à disposição da Justiça.

O corpo da bebê seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) de Feira de Santana. Não há detalhes sobre velório e sepultamento da menina. 

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