Sessão da Câmara de Teofilândia é cancelada por falta de vereadores

A sessão da Câmara de Vereadores de Teofilândia, prevista para terça-feira (5), não foi realizada devido à ausência de parlamentares em número suficiente para a abertura dos trabalhos.

Sem quórum mínimo, exigido pelo regimento interno da Casa Legislativa, a sessão acabou sendo cancelada antes mesmo de sua instalação. A falta de presença de vereadores impede o andamento das atividades legislativas, como a leitura de projetos, debates e votações.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre os motivos das ausências. Também não há confirmação se a pauta prevista será transferida para a próxima sessão ordinária.

Quaest: Governo Jerônimo tem 37% de avaliação positiva e 25% negativa

Os dados da pesquisa Genial/Quaest de abril de 2026, divulgada pela TV Bahia, nesta quarta-feira (29), mostraram que a gestão de Jerônimo Rodrigues na Bahia é aprovado por 56% da população e desaprovado por 33%, enquanto 11% não souberam ou não responderam.

Já na avaliação da administração, 37% a consideram positiva (ótimo/bom), 33% a avaliam como regular e 25% a veem como negativa (ruim/péssimo). A gestão possui maior aceitação entre as mulheres (58% de aprovação) do que entre os homens (53%). O índice de aprovação aumenta proporcionalmente à idade, sendo de 46% entre jovens (16-34 anos), 59% na faixa adulta (35-59 anos) e atingindo seu pico de 64% entre idosos (60 anos ou mais).

Eleitores com ensino fundamental aprovam mais (62%), enquanto no ensino superior há um forte equilíbrio, com 47% de aprovação e 46% de desaprovação.A desaprovação é majoritária entre os eleitores com renda superior a 5 salários mínimos (54%), enquanto nas faixas de menor renda a aprovação supera os 57%.Os católicos (61%) aprovam o governo em maior escala do que os evangélicos (49%).

“Em 20 anos, nunca vi tanto lixo”: Vereador dispara críticas à situação em Teofilândia

Durante sessão da Câmara de Vereadores realizada na noite desta terça-feira (28), o vereador Fábio de Almeida Oliveira, conhecido como Fábio de Zé de Dinda (PP), fez duras críticas à situação da limpeza urbana no município de Teofilândia. Assista ao vídeo clicando aqui.

Em sua fala, o parlamentar afirmou que nunca viu tanto lixo acumulado em um período de 20 anos no bairro Vila, chamando atenção para o que classificou como descaso com a comunidade.

Além disso, Fábio também destacou problemas enfrentados por moradores da zona rural, citando as comunidades do Barreiro e a estrada do Baixão. Segundo ele, as condições dessas localidades seguem precárias, mesmo após diversas solicitações encaminhadas ao poder público.

O vereador relatou ainda que já enviou ofícios e fez cobranças formais, mas que, até o momento, nenhuma providência concreta foi tomada.

A fala repercute em meio a cobranças frequentes da população por melhorias nos serviços básicos do município, especialmente nas áreas de limpeza urbana e infraestrutura rural.

ACM Neto convida Zé Cocá para compor chapa como vice ao Governo da Bahia

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), oficializou nesta quinta-feira (26) o convite ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para integrar sua chapa como pré-candidato a vice-governador nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no município.

O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas, entre elas o vice-prefeito de Jequié, Flavinho Santana (União Brasil), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União Brasil) e o ex-deputado e presidente estadual do PP, Cacá Leão.

Durante a coletiva, ACM Neto destacou a trajetória política e administrativa de Zé Cocá e afirmou que o nome do prefeito surgiu como consenso dentro do grupo político.

“Zé Cocá foi unânime, consensual, vem com respaldo e apoio de todo o nosso grupo político. E vem para somar, por todas as qualidades que ele possui, mas também para ser a voz de Jequié e de toda essa região”, afirmou.

O pré-candidato também ressaltou a experiência do gestor, citando sua atuação como prefeito de Lafaiete Coutinho, deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). Segundo ele, o convite representa o reconhecimento da importância regional de Jequié no cenário estadual.

“Hoje estamos aqui para convidar o prefeito Zé Cocá, mas também para fazer um apelo à população de Jequié que aceite esse convite como um gesto de prestígio e reconhecimento à importância de Jequié e de toda essa região”, declarou.

ACM Neto também fez um apelo público ao prefeito e reforçou seu discurso sobre gestão. “Com muita humildade, eu venho aqui pedir a ajuda de Zé Cocá nessa caminhada até outubro deste ano para a gente ganhar a eleição e, principalmente, a partir de janeiro do ano que vem, se for da vontade de Deus, para a gente dedicar as nossas vidas à Bahia. Porque quem conhece sabe, eu peguei Salvador no caos. Quem tirou Salvador do caos pode tirar a Bahia do sufoco”, acrescentou.

Durante a coletiva, o pré-candidato também apontou desafios enfrentados pelo estado e fez críticas à atual gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), especialmente nas áreas de segurança pública e saúde. Segundo ele, o governo “foi testado e reprovado”, defendendo a necessidade de mudança.

“O problema da segurança pública hoje não atinge mais apenas a capital. É a realidade de toda a Bahia. Nós vamos trabalhar dia e noite para garantir a paz e a tranquilidade ao cidadão”, afirmou.

Na área da saúde, ACM Neto destacou a necessidade de ampliar serviços especializados no interior, citando a sobrecarga enfrentada por cidades-polo.

“O problema do interior ainda é grande pela falta de serviços especializados, consultas, exames e procedimentos fundamentais. O que a população quer é atendimento, é solução para o problema da regulação”, disse.

O pré-candidato também defendeu investimentos voltados ao potencial econômico das regiões do interior, com foco em agricultura, irrigação e geração de emprego, além de criticar a falta de políticas voltadas ao semiárido.

“Boa parte do território baiano está no semiárido e precisa de perspectiva. Depois de 20 anos, pouco ou quase nada foi feito para enfrentar o problema da seca e trazer oportunidades para quem vive do campo”, criticou.

Na ocasião, Zé Cocá confirmou que aceitou o convite feito por ACM Neto após diálogo e reflexão pessoal.

“A gente conversou muito sobre isso e eu disse a Neto que eu precisava ter paz no meu coração. Eu orei muito a Deus, discuti com a minha família e Deus me orientou que a gente estivesse junto”, declarou o gestor.

De olho no interior, ACM Neto deve anunciar vice até próxima semana

Foto: Victor Hernandes

Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) afirmou, nesta segunda-feira (23), que a composição da chapa majoritária dele deve ser anunciada até a próxima semana. Ele também comentou rumores sobre uma possível mudança no comando do Republicanos no estado.

A declaração foi dada durante a entrega da Comenda 2 de Julho ao deputado federal Márcio Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Na ocasião, Neto reforçou o papel do parlamentar no Republicanos e nas articulações para a disputa de outubro.

“Em relação à presidência, eu acho que isso nunca esteve em discussão, é um tema absolutamente pacificado. O presidente do partido na Bahia, Márcio Marinho, é, inclusive, quem vem conduzindo todos os entendimentos e o diálogo conosco sobre a organização da chapa majoritária, das chapas proporcionais”, disse Neto

O presidente da Fundação Índigo também projetou uma eleição positiva para o Republicanos, que marcha junto ao União Brasil. Para o pré-candidato, a previsão é de um grande número de votos, especialmente com a chegada de Angelo Coronel ao grupo.

“O Republicanos está dando um passo muito importante de crescimento com a chegada do senador Angelo Coronel, então a gente projeta um Republicanos grande e forte para o futuro. Certamente vai ser um dos campeões de votos da Bahia. Com perspectiva de eleger alguém para um cargo majoritário, que é o senador Angelo Coronel que vai disputar uma vaga ao Senado”, ponderou Neto.

O pré-candidato disse ainda que o anúncio oficial da chapa deve ocorrer ainda em março, possivelmente em uma cidade do interior. Segundo ele, a escolha do nome para vice prioriza um perfil com liderança política e capilaridade fora da capital.

“Estamos fazendo as últimas conversas. Provavelmente será feito no interior com apresentação do nome que está faltando, que é a pessoa que vai disputar a vice ao nosso lado. Tinha dito desde o princípio que o mais importante era entender o perfil desta pessoa, alguém que tivesse liderança política e votos no interior”, afirmou. 

Entre as possibilidades avaliadas está o prefeito de Jequié, Zé Cocá. “Não estou antecipando, mas é uma das hipóteses fortes que a gente avalia. Não tenho dúvida de que será o principal fato desse processo de organização e montagem das chapas”, declarou.

Fonte: Bahia Notícias

Prefeita de Araci pode perder mandato por abuso de poder e assédio eleitoral; placar parcial aponta cassação

A prefeita de Araci, no nordeste do estado, Maria Betivânia Lima da Silva, apresentada nas urnas como Keinha (PDT), pode ter o mandato cassado no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O julgamento que apura a gestora eleita por denúncias de abuso de poder político e assédio eleitoral nas eleições de 2024 avançou nesta semana, colocando a gestão da pedetista sob risco de interrupção.

Até o momento, o placar parcial registra dois votos favoráveis à cassação do mandato e à declaração de inelegibilidade, contra apenas um voto pela absolvição. Ela é acusada de abuso de poder e assédio judicial. Em vídeo, ela é flagrada afirmando que não aceitaria votos de trabalhadores na oposição da cidade.

“Família 12 [Número ligado a seu partido], vocês não podem esquecer. Tem cargo de confiança, caminhando com vereador de oposição. Vou chamar de porta em porta e dar escolha, ou você quer a família 12 por inteira ou vaze. Não aceito que a família 12 vote em vereador da oposição”, declara a gestora em um evento político cercado por servidores.

O julgamento foi temporariamente suspenso após pedidos de vista simultâneos do presidente da Corte, desembargador Abelardo da Mata, e do desembargador Ricardo Maracajá. A pausa ocorre em um cenário de alta tensão jurídica, alimentado por ponderações dos magistrados que já votaram.

Ainda durante a audiência no TRE-BA, foi pontuada a acusação de que a própria prefeita e seus apoiadores teriam ameaçado várias testemunhas da cidade por ter posições políticas diferentes. 

DISCURSO AOS SERVIDORES

Em divergência que abriu caminho para a maioria parcial foi liderada pelo desembargador Moacyr Pitta Lima. Em seu voto, o magistrado afirmou que as provas audiovisuais anexadas aos autos são irrefutáveis e demonstram a gravidade da conduta da gestora.

“Eu não seria convencido por ninguém no dia de hoje. Eu já vim para cá previamente convencido”, pontuou Pitta Lima. Ao analisar o discurso da prefeita, ele classificou as palavras da gestora como uma admissão de culpa.

“Esse discurso acintoso é, antes de tudo, uma confissão da utilização dos cargos em benefício próprio. No dia seguinte, quem é o louco de acompanhar um candidato a vereador da oposição depois de uma ‘chamada’ dessa?”, questionou, referindo-se ao efeito intimidador sobre servidores e eleitores.

Acompanhando o entendimento pela condenação, a desembargadora Maízia Seal Carvalho reforçou que o foco do processo transcende o segredo do voto, atingindo a liberdade democrática. “A questão não é interferir no voto, é compelir, é proibir”, destacou a magistrada, enfatizando o caráter coercitivo das ações atribuídas à prefeita.

O Ministério Público Eleitoral, representado pelo procurador-regional Cláudio Gusmão também manteve posicionamento favorável a perda do mandato durante a sessão. Para o procurador, o processo é um reflexo direto das ações da própria Keinha. “Se alguém é responsável pela cassação do eventual mandato dela, é ela própria”, sentenciou Gusmão.

A suspensão por pedido de vista é um procedimento comum em casos de alta complexidade, permitindo que os magistrados analisem melhor os autos antes de proferir seus votos. Caso a maioria se consolide pela cassação após a retomada do julgamento, a decisão terá efeito imediato sobre a governabilidade do município.

Os votos podem ser vistos por meio da live do TRE-BA abaixo:

Pela legislação eleitoral vigente, se o mandato do chefe do Executivo é cassado pela Justiça Eleitoral, o município de Araci deverá passar por novas eleições (eleições suplementares), independentemente do tempo de mandato restante. Até o desfecho do processo, a prefeita permanece no cargo, mas sob a sombra de uma decisão que pode mudar o rumo político da cidade.

Status do Julgamento:

  • Votos pela Cassação: 2 (Des. Moacyr Pitta Lima e Des. Federal Maízia Seal Carvalho)
  • Votos contra a Cassação: 1
  • Pendentes: Des. Abelardo da Mata (Presidente) e Des. Ricardo Maracajá (Vistas).

DISPUTA JURÍDICA

A prefeita Keinha e a vice Gilmara Goes Magalhães (PSD) respondem a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e assédio eleitoral nas eleições de 2024. A acusação tem como base o vídeo gravado em um comício, no qual a gestora ameaça servidores comissionados e contratados que apoiassem a oposição.

Segundo o processo, as falas teriam resultado em retaliações administrativas. Servidores relatam remoções e exonerações após manifestações políticas contrárias à prefeita, configurando possível perseguição.

O caso também chegou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que obteve decisão obrigando a prefeita a garantir a liberdade de voto dos funcionários. Ela assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a não praticar assédio eleitoral.

Em primeira instância, a Justiça reconheceu o abuso de poder, mas aplicou apenas multa de R$ 150 mil, sem cassar o mandato. A decisão foi contestada pela coligação adversária e pelo Ministério Público Eleitoral, que recorreram ao TRE-BA solicitando cassação e inelegibilidade.

Lula lidera todos os cenários em primeira pesquisa de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém firme na busca da reeleição para o seu quarto mandato. O petista lidera todos os cenários simulados na primeira pesquisa eleitoral de 2026 feita pelo instituto AtlasIntel, parceiro do Grupo A TARDE, divulgada nesta quarta-feira, 21, que mede a intenção de votos dos candidatos na corrida ao Palácio do Planalto.

No primeiro cenário mais ampliado com Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o petista leva a melhor com larga vantagem. Enquanto o presidente tem 48,4%, o senador aparece com 28% e o governador de São Paulo com 11%.

Na segunda simulação, Lula tem 48%, enquanto Flávio aparece com 35%. Em seguida surgem o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) com 4,3%, o empresário Renan Santos (Missão) com 3,4%, os governadores do Paraná Ratinho Jr. (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) empatados com 2,8% e por fim Aldo Rebelo (DC) com 1%. Votos brancos ou nulos representaram 1,5% das respostas dos entrevistados e aqueles que não souberam em quem votar somaram 0,4%.

Em mais um cenário, na qual o governador de São Paulo substitui o senador, a vantagem de Lula aumenta. O presidente tem 48,5% e Tarcísio 28,4%. Completam a lista, Caiado (5%), Ratinho Jr. (3,9%), Zema (3,9%), Renan (3,2%) e Aldo(1,1%). Brancos e nulos foram 5% e 1,1% não souberam em quem votar.

No quarto cenário, com Michelle Bolsonaro (PL), no lugar de Flávio e Tarcísio, Lula aparece com 48,2% das intenções de voto. Michelle tem 30,9%, seguida de Caiado (11,3%), Renan (3,9%), o governador do Rio Grande so Sul, Eduardo Leite (PSD) que pontua com 1,7% e Aldo Rebelo encerra a lista com 0,7%. Brancos e nulos foram 2,8% e aqueles que não souberam 0,5%.

Quando a disputa exclui os nomes de integrantes da família Bolsonaro e de Tarcísio, Lula lidera isolado com 48%, seguido de Caiado (15,2%), Zema (11,4%), Ratinho Jr. (9,4%) , Renan (3,9%) e Aldo (1%). Votos brancos ou nulos representaram 8,1% e 2,2% disseram não saber em quem votar.

O instituto também questionou os eleitores em que eles votariam se os candidatos fossem os mesmos da eleição de 2022. Neste recorte, Lula lidera com 46,4%, seguido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 43,4%, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) com 3,2%, e a atual ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) com 2,3%.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais e está inelegível.

No quesito rejeição, quem lidera é Jair Bolsonaro com 50%, seguido de Lula, com 49,7%. O terceiro nome mais rejeitado é o de Flávio (47,4%). Na lista de 13 nomes, Michele é a quinta mais rejeitada (44,9%), enquanto Tarcísio é o nono (41,1%). O menos rejeitado é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) com apenas 36,9%.

A Atlas/Intel ouviu 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 1 p.p. para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A metodologia utilizada foi a de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02804/2026.

2º turno

Em um eventual 2º turno, Lula também venceria todos os adversários. A diferença de votos varia entre 4 p.p. e 25 p.p.. Confira os números:

  • Cenário 1

Lula: 49%

Jair Bolsonaro: 45%

  • Cenário 2

Lula: 49%

Tarcísio de Freitas: 45%

  • Cenário 3

Lula: 49%

Flávio Bolsonaro: 45%

  • Cenário 4

Lula: 49%

Michelle Bolsonaro: 45%

  • Cenário 5

Lula: 49%

Ronaldo Caiado: 39%

  • Cenário 6

Lula: 49%

Romeu Zema: 39%

  • Cenário 7

Lula: 49%

Ratinho Jr.: 39%

  • Cenário 8

Lula: 49%

Eduardo Leite: 23%

Haddad surpreende

A pesquisa da Atlas/Intel mostra que o chefe da equipe econômica do governo Lula também tem um bom desempenho na disputa. De acordo com o levantamento, Fernando Haddad venceria tanto Flávio Bolsonaro, quanto Tarcísio de Freitas.

No primeiro cenário, Haddad tem 41,5% contra 35,4% de Flávio. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (5,2%), Renan Santos (3,4%), Romeu Zema (3,3%), Eduardo Leite (2,6%) e Aldo Rebelo (1,1%).

Na segunda simulação, o ministro aparece com 42%, seguido de Tarcísio que tem 28,9%, Ronaldo Caiado com 5%, Ratinho Jr. 4,9%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 3,6% e Aldo Rabelo 0,7%.

Comissão do Congresso aprova verba extra a partidos estimada em R$ 160 mi para 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) aprovou, nesta quarta-feira (3), um aumento estimado em cerca de R$ 160 milhões para despesas dos partidos em 2026. A medida foi incluída na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que ainda precisa passar pela votação do plenário nesta quinta-feira (4). 

No ano eleitoral de 2026, estão previstos cerca de R$ 1 bilhão para o fundo partidário, que financia despesas gerais das legendas, e mais R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, que banca as campanhas dos candidatos. 

A proposta enviada pelo governo federal para o fundo eleitoral era de R$ 1 bilhão, mas a CMO aprovou o aumento para R$ 4,9 bilhões em setembro. 

Nesta quarta, ao final da votação da LDO, a comissão decidiu aprovar um destaque proposto pelo deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) que beneficia os partidos e causa um impacto milionário aos cofres públicos. 

O adendo determina que o fundo partidário seja reajustado retroativamente, desde 2016, segundo a regra do arcabouço fiscal (que prevê aumento de até 2,5% acima da inflação ao ano).

O relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), manifestou posição contrária. O deputado Bohn Gass (PT-RS) também votou contra. 

Questionado pela reportagem, Motta afirmou que não tinha uma estimativa do impacto da medida que propôs. Na votação, ele apenas argumentou que o aumento era de interesse de todos os parlamentares e partidos. 

De acordo com cálculos do relator, o valor seria de cerca de R$ 160 milhões. Maia disse ser contrário à medida “por considerar a realidade do país”. “São muitos milhões de reais para ampliar um fundo que cuida das despesas do dia a dia dos partidos. A gente precisa racionalizar o Orçamento e priorizar temas importantes. […] Isso vai custar muito caro para o bolso do contribuinte”, afirmou. 

“A gente precisa saber o que é prioridade para o país. Aumentar o fundo partidário, na minha concepção, não é prioridade. É um absurdo”, disse Maia. 

A LDO também traz uma obrigação expressa de que o governo Lula (PT) pague 65% das emendas parlamentares antes do início do período eleitoral, em 4 de julho de 2026. A regra vale para emendas individuais e de bancada para área da saúde e assistência social e para as emendas Pix.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo cedeu aos partidos do centrão ao aceitar escrever em lei o calendário de pagamento de emendas. O centrão diz ter votos para impor que 100% das emendas sejam pagas até o meio do ano, mas aceitou um acordo de 65% -o governo propunha 60%. 

Nesta quarta, ao aprovar a LDO, a CMO deu autorização expressa para o governo perseguir o piso inferior da meta de resultado primário em vez do centro. 

Sem esse dispositivo legal, o governo poderia precisar congelar um volume maior de despesas para cumprir as regras fiscais, o que poderia ter repercussão negativa para a atual gestão em pleno ano eleitoral. 

A meta fiscal de 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões. A margem de tolerência, porém, permite que o resultado efetivo seja zero. Além disso, há gastos que ficam fora das regras fiscais. No fim das contas, o saldo final das contas pode ser um déficit primário de R$ 23,3 bilhões.
 

Lula lidera todos os cenários e venceria eleição, segundo pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito para o seu quarto mandato se as eleições fossem no próximo domingo, 7. É o que aponta a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 2.

Segundo o levantamento, o petista venceria em todos os cenários simulados. Quando os adversários são os mesmos do pleito de 2022, Lula aparece com 45,7%, seguido de Jair Bolsonaro (PL) com 44,8%, Simone Tebet (MDB) 2,9% e Ciro Gomes (PDT) com 2,8%. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais e está inelegível.

Em um segundo cenário, contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista pontua com 48,4% , enquanto o aliado do ex-presidente aparece com 32,5%, e o terceiro lugar é o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) com 5,7%.

No terceiro cenário, em simulação contra a ex-premeira dama Michelle Bolsonaro (PL), mas sem Tarcísio, Lula venceria por 48,7% contra 28,6%. Caiado aparece com 9,4%. Em simulação com Flávio Bolsonaro (PL), Lula estaria acima com 47,3% contra 23,1% do filho do ex-presidente. Caiado seria o 3º lugar com 10,2% e Ratinho Jr. teria 7,2%. Em cenário sem um nome direto ligado a Bolsonaro, Lula lidera com 48,5%, seguido por Caiado (16,9%) e Ratinho Jr. (12,6%).

Segundo turno – Em cenários hipotéticos de segundo turno, Lula tem vantagem contra todos os adversários. Contra Bolsonaro, Lula venceria por 49% contra 47%. Os mesmos valores são observados na simulação de Lula contra Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.

Em dois cenários, contra o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado há projeções idênticas: Lula teria 49% dos votos, contra 41% dos governadores em cada um dos casos. No caso de Ratinho Jr. (PSD) a diferença é de 49% para Lula e 40% para o governador do Paraná. Em cenário contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Lula venceria por 47% contra 28%.

Para chegar ao resultado, a AtlasIntel ouviu 5.510 pessoas entre os dias 22 e 27 de novembro de 2025, por meio de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é 1 p.p. para mais ou para menos, com margem de confiança de 95%.

Justiça condena Nikolas Ferreira a pagar R$ 40 mil por chamar mulher trans de homem

A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a pagar R$ 40 mil por danos morais em episódio de 2022 no qual o parlamentar chamou de “homem” uma mulher trans. 

À época, Nikolas, então vereador de Belo Horizonte, republicou e comentou nas redes sociais um vídeo em que a mulher contou ter sofrido transfobia em um estabelecimento de beleza em São Paulo, que disse só atender mulheres cisgênero. 

No processo, a defesa do hoje deputado federal cita liberdade de expressão e imunidade prevista na Constituição a vereadores por “suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do município”. 

O juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível, considerou não ser aplicável a imunidade parlamentar, uma vez que o tema não fazia referência à “discussão de temas relativos ao município onde o parlamentar exercia o mandato na época dos fatos”. 

Apontou, ainda, que a “ideologia de gênero” mencionada por Nikolas no processo é termo “utilizado por determinados grupos religiosos, que insistem em negar a pessoas o direito de se atribuir a um gênero diverso daquele que lhes foi atribuído quando nasceram”. 

“Em uma sociedade em que vigora a liberdade e a democracia, não parece razoável negar esse direito [de autoidentificação de gênero]”, afirmou o magistrado.

“Afinal, trata-se de fato que não atinge a esfera jurídica de mais ninguém, a não ser da própria pessoa envolvida: as demais pessoas continuarão a poder exercer suas opções sexuais, as igrejas continuarão a poder realizar seus cultos, pais e mães perdurarão no exercício de transmitir seus valores morais à prole. Nada, absolutamente nada mudará, a não ser para a própria pessoa que se atribui o gênero diverso ao nascimento.” 

Bezerra também afirmou que o “debate de ideias entre grupos políticos não pode ser utilizado para discriminar” e citou a ADO (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão) 26, na qual a transfobia foi equiparada ao crime de injúria racial. 

Apontando não haver dúvida de que a autora do processo “sofreu dor apta à caracterização dos dados extrapatrimoniais, de notável repercussão”, o juiz determinou a Nikolas o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 40 mil. 

O parlamentar também foi condenado a pagar as despesas processuais, fixadas em 10% do valor da indenização. A decisão é do dia 19 de novembro. Ainda cabe recurso. 

Nikolas Ferreira foi vereador de Belo Horizonte de 2020 a 2022 e depois se elegeu deputado federal. O parlamentar acumula denúncias de transfobia, como condenação pela Justiça de Minas Gerais contra Duda Salabert (PDT-MG) em razão de episódio ocorrido em 2020, quando o político disse que chamaria Duda pelo pronome “ele” durante entrevista.

Outros casos emblemáticos foram episódio em que Nikolas apareceu na tribuna da Câmara dos Deputados usando peruca, no dia Dia Internacional da Mulher de 2023, e postagem na internet feita pelo deputado em 2022 de vídeo de uma aluna trans em um banheiro feminino de uma escola.

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