Homem suspeito de torturar e matar adolescente no Maranhão é preso em Serrinha após seis anos de fuga

Seis anos após cometer crimes que chocaram o Maranhão, Melkzael Holanda Pierote, acusado de torturar e matar a adolescente Glauciane da Silva Nascimento, de 16 anos, foi preso na quarta-feira (19) no município de Serrinha, no território do sisal da Bahia. O suspeito vivia sob identidade falsa, utilizando documentos de outra pessoa para se esconder, e trabalhava como vendedor na cidade.

A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre as Polícias Civis da Bahia e do Maranhão, com informações cruciais sendo repassadas durante um curso de investigação de homicídios promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) em João Pessoa. O evento reuniu delegados e investigadores de todos os estados do país, facilitando a troca de dados que levou à localização do fugitivo.

Após a captura, Melkzael foi levado para a Delegacia Territorial de Serrinha, onde aguarda decisão judicial sobre sua transferência para o Maranhão. A Polícia Civil não confirmou detalhes sobre o deslocamento do acusado.

O crime que chocou o Maranhão

O caso remonta a maio de 2018, quando Glauciane da Silva Nascimento foi brutalmente torturada e assassinada em decorrência de uma disputa relacionada ao tráfico de drogas na região. Além da adolescente, outras duas pessoas foram vítimas de tortura e tentativa de homicídio: Jacob Araújo, companheiro de Glauciane, e Pedro Henrique de Oliveira Cardoso, amigo do casal.

Segundo as investigações, dois cúmplices invadiram a casa da vítima para facilitar a entrada de Melkzael e de outro suspeito, identificado como o mandante dos crimes. A brutalidade do caso gerou comoção e revolta na comunidade local, pressionando as autoridades a intensificarem as buscas pelos envolvidos.

Justiça em andamento

Em 2023, dois comparsas de Melkzael foram condenados a penas que somam mais de 149 anos de prisão. Eles responderam por crimes como homicídio qualificado, tortura, tentativa de homicídio, roubo e associação criminosa armada. A prisão de Melkzael representa um avanço significativo no caso, que agora aguarda o julgamento do último suspeito diretamente envolvido no crime.

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