Após início de aulas presenciais, Bahia coleta 2.228 amostras e tem 18 testes positivos

Amostras de 2.228 alunos, professores e servidores das escolas estaduais já foram encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen/BA). A testagem para a Covid-19 da comunidade escolar começou na Bahia há 10 dias. Nesse período, 1.980 tiveram resultado “não detectável” para SARS CoV-2, 18 amostras foram positivas, 6 foram classificadas com resultado laboratorial inconclusivo e 224 seguem em análise.

As amostras encaminhadas ao Lacen por meio do projeto foram enviadas por 12 municípios: América Dourada, Apuarema, Caravelas, Itanhém, Itapebi, Lajedão, Mairi, Medeiros Neto, Mirangaba, Salvador, Várzea da Rocha e Vereda. As 18 amostras com resultado reagente para SARS-CoV-2 são dos municípios de Itanhém, Itapebi, Medeiros Neto, Mirangaba, Salvador e Várzea da Roça.

Na Bahia, a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde do Estado da Bahia (Suvisa), em articulação com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), elaborou projeto “Vigilância ativa Covid-19 na rede pública de educação do estado da Bahia – Partiu! #TestagemNasEscolas”, entendida como garantia adicional de que as escolas estaduais e municipais podem reabrir e permanecer abertas com segurança para toda a comunidade escolar.

Até esta semana, 358 municípios manifestaram interesse em participar do projeto. Destes, 157 municípios estavam devidamente cadastrados para acesso ao sistema de informação Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL/Lacen), aptos para início do inquérito epidemiológico. A proposta da Sesab, em parceria com os municípios, fará a testagem de até 180 mil funcionários e estudantes com idade superior a 13 anos da rede pública municipal e estadual, desde que estejam assintomáticos e participando das atividades presenciais. O projeto de testagem da comunidade escolar tem a duração de três meses.

A secretária interina da Saúde, Tereza Paim, sinaliza que a estimativa é de que a amostragem aleatória entre os indivíduos assintomáticos cubra até 20% da comunidade escolar. Tereza pontua ainda que os casos sintomáticos serão submetidos ao teste rápido de antígeno. “Mais rápido e com precisão similar ao teste molecular do tipo RT-PCR, que é o padrão ouro na detecção do coronavírus, ele tem como vantagem a detecção da doença em sua fase aguda, além da velocidade para obtenção do resultado, estimada em 20 minutos. A contraprova será obrigatória e utilizará o RT-PCR”, explica Paim.

No caso de resultados positivos para a Covid-19, os protocolos sanitários preveem isolamento e monitoramento dos estudantes ou funcionários, bem como o rastreamento e quarentena das pessoas que tiveram contato direto com os positivados.

O prazo para adesão ao projeto piloto é até o próximo dia 31 de outubro. Os resultados laboratoriais devem ser monitorados pelas secretarias municipais de saúde, de forma a garantir medidas de vigilância, prevenção e controle COVID-19 no ambiente escolar, em tempo oportuno.

Tucano: Obras do Complexo Eólico aquece economia com modernização da geração de energia

Destaque no Atlas Eólico da Bahia, o município de Tucano, no Nordeste baiano, sai na frente e entra na rota da geração de energia renovável na região e no país. As obras do Complexo Eólico Tucano seguem para a fase de conclusão, com a geração de cerca de 900 empregos diretos. O equipamento está sendo instalado há quase sete meses no momento em que o Brasil enfrenta uma das mais sérias crises hídricas e de energia elétrica da sua história e que a necessidade do desenvolvimento de energia sustentável se faz urgente.

A obra é uma iniciativa da AES Brasil, que investiu, em 2020, R$ 129,8 milhões. O diretor de Engenharia e Construção da empresa, Rodrigo D’Elia, destaca que o empreendimento está com obras em fase avançada com 35% das estruturas físicas construídas. “A conclusão das obras do Complexo Eólico Tucano está prevista para o segundo semestre de 2022. A ação contempla a fase da joint venture, com controle compartilhado com a Unipar, e a fase 2, com o acordo de venda de energia com a Anglo American, que, juntas, totalizam 322,4 MW de capacidade instalada. Esse volume é capaz de atender 1,6 milhão de pessoas”.

Ainda de acordo com o diretor da AES, o Complexo Eólico Tucano potencializa a geração de energia na Bahia e no Brasil, com 322 MW de potência instalada, por meio de 52 aerogeradores com potência de 6,2 MW cada e rotor de 170 metros de diâmetro, configurando-se como a maior máquina “on shore” do Brasil. Além disso, a obra é responsável pela contratação de cerca de 300 profissionais locais para as diferentes etapas de construção.

Empregos – O prefeito de Tucano, Ricardo Maia Filho (PSD), fala sobre a importância da instalação do complexo eólico no desenvolvimento da cidade. “Tucano tem recebido de braços abertos essa iniciativa da AES Brasil. Sabemos da sua grandeza e relevância e estamos acompanhando de perto cada avanço da obra, que já tem impactado positivamente a nossa cidade e região”.



De acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), a fonte eólica gerou mais de 78,8 mil empregos na Bahia em toda cadeia produtiva e mais de 57,8 mil postos de trabalho diretos na fase de construção dos parques eólicos no Estado que já estão em operação. A previsão é que sejam criados mais 69 mil empregos diretos e indiretos para os parques que estão em construção e os que a construção ainda não foi iniciada.

Próximas etapas – Para o funcionamento do Complexo Eólico Tucano, conforme a AES Brasil, faltam a finalização de algumas etapas: construção das vias de acesso, plataformas e fundações dos aerogeradores, rede de média tensão, subestação, linha de transmissão, bay de conexão e instalação de 52 turbinas.

A operação do Complexo Eólico Tucano, acrescenta Rodrigo D’Elia, intensifica a expectativa de estabelecer a liderança da Bahia na geração de energia eólica. O Estado já ocupa o segundo lugar no ranking dos cinco principais estados em geração de energia eólica, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, entretanto produzindo um maior volume de energia do que o terceiro e o quarto maiores estados produtores juntos, respectivamente, Ceará e Rio Grande do Sul, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, inseridos na edição de setembro do Informe Executivo de Energia Eólica e Solar.

Parcerias – Além da utilização de cerca de mil empregados diretos no auge da construção, a execução do empreendimento da AES Brasil terá impactos de destaques na economia e educação de Tucano. Um exemplo é a parceria entre a Secretaria de Educação de Tucano com a Companhia AES Brasil para implementar o projeto de incentivo ao conhecimento com a implantação de sala de leitura em uma escola local.

Em uma parceria com o Senai Bahia e a Prefeitura de Tucano, já foram ofertados cursos gratuitos de formação de mão de obra especializada, com aproveitamento de alunos para o canteiro de obras do complexo. Segundo a AES, ainda há previsão de novas vagas em cursos gratuitos com o objetivo de incentivar a participação feminina na área.

Cipe Nordeste realiza instrução básica de adaptação em centro de treinamento em Teofilândia

A instrução foi iniciada no dia 21 deste mês no centro de treinamento da Cipe em Teofilândia. A ação oferece a policiais voluntários de diversas regiões do Estado a oportunidade de serem preparados tecnicamente para, em algum dos momentos de suas carreiras, estarem habilitados a compor efetivo em uma das 11 Companhias Independentes de Policiamento Tático existentes na Bahia. A atividade conta no momento com 23 voluntários.

O turno passou pela primeira instrução ministrada por prepostos das CIPE’s LN e NE, tendo como assunto Atendimento Pré-Hospitalar Tático, MARC 1.

No vermelho: Mais da metade das cidades baianas tem situação fiscal crítica

A Bahia é o 19º estado brasileiro em desempenho de gestão fiscal. Metade dos municípios baianos (50,9%) têm situação fiscal crítica, o que representa um percentual consideravelmente superior à média brasileira de 25,9%. Do restante, 35,2% encontram-se em situação fiscal difícil e apenas 13,9% (53 municípios dos 381 analisados) têm desempenho bom ou excelente. O grande contraponto é Salvador, que ficou com a melhor nota entre as capitais e vem oscilando entre 1º e 2º lugar desde 2017. Camaçari, no ranking estadual, passa a capital e lidera com a maior nota. Os dados são do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), referentes ao ano de 2020 divulgados nesta quinta-feira (21).  

A pontuação do IFGF varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo de 1, melhor a gestão fiscal do município. Com nota entre 0,0 e 0,4, a pontuação é considerada crítica. De 0,4 a 0,6, difícil. Já de 0,6 a 0,8, a classificação é de boa gestão. Por último, entre 0,8 e 1,0, o município apresenta excelente gestão fiscal. A metodologia do IFGF é composta por quatro indicadores: autonomia (capacidade de financiar a estrutura administrativa), gastos com pessoal (grau de rigidez do orçamento), liquidez (cumprimento de obrigações financeiras) e investimentos (capacidade de gerar bem estar e competitividade).

O índice geral da Bahia foi de 0,4076, colocando o estado em situação ‘difícil’. O indicador que puxa o resultado baiano para baixo é autonomia (0,1239), o menor entre os demais e 68,3% abaixo da média nacional (0,3909). Segundo o levantamento, isso reflete a incapacidade da maioria dos municípios baianos de sustentar seu custo de existência (estrutura administrativa e Câmara de Vereadores), revelando intensa dependência de transferências distributivas. Nesse indicador, 350 municípios estão em situação crítica ou difícil (91,9%).

No índice de gastos com pessoal (0,2892, sendo a média nacional 0,5436), 123 municípios destinam mais de 60% da receita, ou seja, ultrapassam o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Isso revela que os municípios apresentam alto comprometimento do orçamento com rígida despesa de pessoal, sendo 69,8% em situação crítica.

Já o índice de liquidez revela que, em geral, os municípios terminaram o ano de 2020 com boa liquidez e conseguiram cumprir suas obrigações financeiras. A nota nesse indicador foi 0,6028, muito próximo da média nacional de 0,6345. Cerca de 42% apresentaram bons resultados. Ainda assim, 219 prefeituras não tiveram planejamento financeiro eficiente (57,5%) e 25 terminaram com mais gastos a pagar do que recursos em caixa.

Nos investimentos, na média, a Bahia também apresenta alívio, obtendo o melhor desempenho entre os quatro indicadores (0,6194, também colado com a média nacional de 0,6134). Mas vale ressaltar que ainda há fortes desigualdades entre as cidades baianas, visto que 30,4% destinaram alto percentual da receita para investimento enquanto 27,6% apresentaram nível crítico de investimento.

No ranking baiano, as cinco melhores cidades em gestão fiscal foram: Camaçari (0,9765), Salvador (0,9401), Barreiras (0,8849), Alcobaça (0,8306) e Feira de Santana (0,8218). Já na base da tabela, como as cinco piores, aparecem Itapé (0,0776), Lamarão (0,0698), Antônio Cardoso (0,0645), Adustina (0,0547) e, em último, Ubaitaba (0,0300).

Todos os cinco piores municípios baianos são de pequeno porte e estão entre os 100 piores do país. As cidades apresentam extrema dependência de transferências distributivas para conseguirem manter a estrutura administrativa da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Além disso, estão em nível crítico de investimento e entraram no “cheque especial”, levando para a gestão seguinte mais contas a pagar do que recursos em caixa.

Segundo o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, é comum que os municípios menores tenham uma nota mais baixa no indicador de autonomia porque não há uma estrutura econômica forte, o que acarreta em um comprometimento da arrecadação. Mas isso não impede que o município equilibre o gasto com pessoal e faça um bom planejamento financeiro para gerar mais caixa e fazer investimentos. “É normal vermos cidades muito bem colocadas no ranking mesmo com baixo índice do indicador de autonomia. Isso porque souberam administrar suas limitações, de acordo com as possibilidades que têm”, explica Goulart.

Dificuldades – A União dos Municípios da Bahia (UPB), em nota, afirma que a maior dificuldade atual de gestão fiscal dos municípios baianos é a dívida previdenciária. “É um gargalo que hoje compromete uma grande parte da receita municipal. Tal problemática fica mais evidente frente aos municípios de pequeno e médio porte que vivem sob a receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Cumpre destacar que, pela não possibilidade de conseguirem deixar o município com o CAUC [serviço que fiscaliza cumprimento de requisitos fiscais] regularizado, no quesito previdência, também ficam impossibilitados de buscar recursos quando há a necessidade de certidões negativas. Com isso, a gestão fiscal de excelência é um grande desafio para os gestores baianos”, pontua.   

O órgão ainda destaca que os repasses do Governo Federal não proporcionam total conforto aos municípios, podendo ser insuficientes para alguns deles. “As competências transferidas da União aos municípios não condizem com a participação desses no bolo tributário, dificultando consideravelmente a capacidade de investimento próprio. Contudo, a busca por recursos é uma constante e, frente a isso, a UPB, através da sua Coordenação de Captação de Recursos, vem orientando os municípios na busca de investimentos, convênios, financiamento para ações dos governos locais”, acrescenta a nota.

Brasil tem 20 milhões de pessoas com segunda dose da vacina Covid-19 atrasada

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 20 milhões de brasileiros estão com o esquema vacinal contra a Covid-19 incompleto por não terem voltado aos postos de imunização para tomar a segunda dose da vacina.

A pasta federal aponta que se essas pessoas tivessem tomado as duas doses, o Brasil teria mais de 80% da público-alvo completamente vacinado contra a Covid-19.

O Ministério da Saúde reforça a importância de tomar as duas doses dentro do intervalo recomendado para cada imunizante. Só assim as vacinas irão atingir a efetividade necessária contra a Covid-19.

O boletim epidemiológico divulgado todos os dias pela pasta revela que a média móvel de óbitos registra uma queda de 87% se comparado com o pico da pandemia.

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou aos estados e o Distrito Federal mais de 320 milhões de doses de vacina Covid-19. O Brasil chegou a quase 95% do público-alvo, adultos a partir de 18 anos, vacinados com a primeira dose. Além disso, 69,9% completaram o esquema vacinal com as duas doses ou dose única do imunizante no braço.

 Mais de 4,6 milhões receberam o reforço na imunização, a terceira dose da vacina.

Passaporte da vacina é apoiado pela maioria dos deputados baianos; veja lista

O passaporte da vacinação é um dos temas atuais em meio à melhora nos índices da pandemia e avanço da imunização no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem se colocado contra à obrigatoriedade do passaporte mas o Senado já aprovou o projeto de lei que cria o documento para identificar os vacinados. Na Câmara dos Deputados, a adesão também é alta.

Segundo levantamento do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, dos 513 parlamentares, 249 responderem até o fechamento da matéria. Do número, 161 (64,6%) se mostraram favoráveis ao passaporte e 50 se disseram contrários. Outros 29 declararam que ainda não se decidiram sobre o tema.

Entre os 39 deputados baianos, 14 responderam: 13 se mostraram favoráveis ao passaporte e apenas Tito, do Avante, se posicionou de forma contrária. Outros 21 parlamentares não responderam e três afirmaram que ainda não sabem: Alex Santana (PDT), José Rocha (PL) e Raimundo Costa (PL). João Carlos Bacelar (PL) se recusou a responder.

Veja a lista dos deputados que apoiam o passaporte:

Afonso Florence (PT)
Alice Portugal (PCdoB)
Félix Mendonça Júnior (PDT)
Jorge Solla (PT)
Joseildo Ramos (PT)
Leur Lomanto Júnior (DEM)
Lídice da Mata (PSB)
Marcelo Nilo (PSB)
Otto Alencar Filho (PSD)
Sérgio Brito (PSD)
Valmir Assunção (PT)
Waldenor Pereira (PT)
Zé Neto (PT)

Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia

Em 19 de abril de 2021 o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil óbitos diários. Nesta terça-feira (19), exatos 7 meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa contra a doença surtiu efeito. Segundo a pasta, a queda no número de óbitos foi de quase 90% – tendência que se acumula desde junho. A informação é da Agência Brasil.

O boletim divulgado na noite desta segunda (18) mostra que a média móvel de mortes está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva também no número de novos casos da doença, que está em 12,3 mil ao dia.

O painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Essa população corresponde a 68% do público-alvo da campanha do Programa Nacional de Imunização (PNI). A ferramenta informa, ainda, que 3,6 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos (aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecção estão comprometidos) e profissionais de saúde.

Aumento dos combustíveis fez 62% da população reduzir uso de veículos, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Paraná Pesquisas revelou que 62,5% dos brasileiros diminuíram a utilização do veículo particular devido ao aumento dos combustíveis em todo o país. Outros 37,5% afirmam que não reduziram o uso dos veículos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18).

No Nordeste, 60% da população afirma que reduziu a utilização dos veículos.

Para a realização da pesquisa foi utilizada uma amostra de 2300 habitantes em 26 estados e Distrito Federal, em 208 municípios brasileiros. O trabalho de levantamento dos dados foi feito através de entrevistas pessoais telefônicas, não robotizadas, com habitantes com 16 anos ou mais em 26 estados e Distrito Federal durante os dias 12 a 15 de outubro de 2021.

A amostra apresenta confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais.

Mais de 600 crianças ficaram órfãs na Bahia por causa da Covid-19

A Covid-19 deixou 646 crianças de até seis anos órfãs de um dos pais na Bahia entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que representa os Cartórios de Registro Civil do Brasil e administra o Portal da Transparência. Os estudo mostra que cinco pais faleceram antes do nascimento de seus filhos, enquanto três crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da Covid-19.

Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 685 Cartórios de Registro Civil do estado desde 2015, ano em que as unidades passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em toda região baiana.

“Os dados mostram o quanto o vírus impactou diretamente nas famílias baianas. Poder ter essa parceria com a Receita Federal é de grande ajuda, pois conseguimos fazer um paralelo e chegar a números cada vez mais precisos”, ressaltou o presidente da Arpen-BA, Daniel Sampaio.

Já no Brasil, no mesmo período, ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade ficaram órfãs de um dos pais vítimas da Covid-19. Segundo os dados levantados pela Arpen-Brasil, 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano. Já 18,2% tinham um ano de idade, 18,2% dois anos de idade, 14,5% três anos, 11,4% quatro anos, 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram óbitos de pais com filhos nesta faixa etária.

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