Foto: Reprodução / Magnific
Mais da metade dos brasileiros que utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) afirma tratá-las como uma espécie de “conselheira pessoal”. É o que aponta a terceira edição da Pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, divulgada nesta segunda-feira (31) pelo Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação).
Segundo o levantamento, 54% dos usuários de IA disseram recorrer às ferramentas para compartilhar informações pessoais e buscar orientações. A pesquisa também revela quais tipos de dados e informações são mais frequentemente fornecidos às plataformas de inteligência artificial generativa.
Realizado pelo Cetic.br, centro vinculado ao CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), o estudo ouviu 2.500 usuários de internet com mais de 16 anos, em todas as regiões do país.
Entre as informações mais compartilhadas com ferramentas de IA estão:
- Temas relacionados a trabalho ou estudo: 73%;
Gostos pessoais, como filmes e músicas: 58%;
Sentimentos e emoções: 54%;
Saúde, sintomas e exames: 52%;
Fotos pessoais: 50%.
Já entre as categorias menos citadas aparecem informações financeiras e dados de identificação pessoal:
- Orçamentos e investimentos: 41%;
- Nome, endereço, data de nascimento ou CPF: 37%.
A pesquisa também aponta preocupação com o uso dessas informações. Ao todo, 66% dos usuários afirmam estar preocupados ou muito preocupados com a utilização de dados pessoais pelas empresas responsáveis pelas ferramentas de inteligência artificial.
Outros 22% dizem estar pouco preocupados, enquanto 11% afirmam não ter nenhuma preocupação com o uso dos dados pelas empresas.

