Discurso de Bolsonaro em 7 de Setembro tem insulto à pesquisa e provocação a adversários

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso na manhã desta quarta-feira (7) desdenhando de pesquisa eleitoral. Em cima do trio do pastor Silas Malafaia e ao lado do empresário Luciano Hang, o mandatário disse que a aferição de voto poderia ser comparada ao que via, não à pesquisa eleitoral. O ato ocorreu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), e foi acompanhado pelo Bahia Notícias.

Bolsonaro chamou o levantamento do Datafolha (ver o último aqui) de mentiroso. “Aqui está a verdade, a vontade de um povo livre e trabalhador. Esse é um evento que une o povo brasileiro nos quatro cantos no país”, discursou. O ex-capitão do Exército também disse confiar em uma reviravolta nas intenções de voto apontadas pelos institutos de pesquisa.

“A vontade do povo se fará presente no próximo dia 2 de outubro. Vamos convencer aqueles que pensam diferente, vamos convencer do que é melhor a se fazer. Pode ter certeza, com a graça de Deus, que me deu uma segunda vida, que me deu a missão de comandar o nosso país, venceremos uma segunda vez”, declarou. Ainda no discurso, o presidente voltou a falar do conceito dele de “liberdade”. “O nosso objetivo é a liberdade eterna. Tenha certeza, que nem oxigênio, nossa liberdade é essencial à vida”, declarou.



No palanque, o presidente ainda declarou que dá conselhos amorosos a amigos. “Pros [sic] que tão cansados de serem infelizes, procurem uma mulher, uma princesa, para serem mais felizes ainda”, disse. Em determinado momento, apoiadores xingaram o principal adversário do presidente nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “ladrão”, e chamaram o presidente de “imbrochável”.

Mesmo convidados, os presidente s do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e da Câmara Federal, Arthur Lira, não estiveram no ato com o presidente.

Bahia registra 470 casos de Covid 19 e 1 óbito nas últimas 24 horas

A Bahia registrou nesta terça-feira (6), 470 casos de Covid-19, 540 recuperados e 1 óbito, nas últimas 24 horas. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), foram contabilizados  2.010.887 casos descartados e 359.400 em investigação.

Dos 1.688.442 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.657.255 já são considerados recuperados, 521 encontram-se ativos e 30.666 tiveram óbito confirmado.

De acordo com os dados notificados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde, na Bahia, 68.391 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

VACINAÇÃO

Até o momento a Bahia contabiliza 11.646.012 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.812.332 com a segunda dose ou dose única, 7.207.841 com a dose de reforço e 2.031.292 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.035.874 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 659.100 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 e 4 anos, 40.240 tomaram a primeira dose e 3.294 já tomaram a segunda dose.

Helicóptero que transportava candidatos João Bacelar e Marcinho Oliveira cai na Bahia

O deputado federal Jonga Bacelar (PL) sofreu um acidente de helicóptero na manhã desta terça-feira (6), no Distrito de Pedra Vermelha, no município de Monte Santo, interior da Bahia. Não há registro de pessoas gravemente feridas.

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a aeronave caiu na região de Cansanção. Além de Jonga, o candidato a deputado estadual e ex-vice-prefeito de Santaluz Marcinho Oliveira (União) também estava no helicóptero no momento do acidente.

A aeronave pertence ao empresário Marcos Maravilha, que cedeu para a campanha de Marcinho Oliveira. O BN conseguiu contato com o candidato a deputado estadual do União Brasil e confirmou que eles tiveram apenas ferimentos leves.

Em nota divulgada nas redes sociais logo após o acidente, a equipe de Marcinho Oliveira confirmou que o helicóptero era ocupado por ele, Jonga Bacelar e o piloto.

Líderes de caminhoneiros apostam em baixa adesão a protestos bolsonaristas

Apesar do auxílio caminhoneiro oferecido pelo governo Bolsonaro aos motoristas desde o mês passado, líderes da categoria não apostam em adesão dos motoristas às manifestações bolsonaristas previstas para o feriado de 7 de Setembro.
 
Wallace Landim, o Chorão, um dos principais líderes da greve de 2018 e hoje candidato a deputado federal pelo PSD, afirma que os apoiadores do presidente representam apenas uma parcela dos profissionais do ramo.
 
Plínio Dias, presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), também diz que não tem visto os caminhoneiros autônomos mostrarem apoio às manifestações marcadas para quarta (7).
 
Especialistas no setor de transportes que acompanham os gestos da categoria nos últimos anos ressalvam que não é tão fácil estimar um cenário porque podem brotar reações inesperadas, como aconteceu há um ano.
 
Após os atos de raiz golpista realizados em apoio a Bolsonaro no feriado de 2021, caminhoneiros alinhados politicamente ao presidente iniciaram uma série de tentativas de interditar estradas com pautas de ataque ao STF.
 
Na época, também não havia apoio formal das entidades dos caminhoneiros, mas os bloqueios se espalharam por vários estados no dia seguinte.

Governo gasta R$ 700 milhões com aluguéis enquanto mantém prédios vazios na Esplanada

Apesar de a Esplanada dos Ministérios ter sido construída para abrigar o funcionalismo público em Brasília, ao longo dos últimos anos as amplas salas deixaram de ser usadas. Uma boa parte dos servidores passou a trabalhar em prédios modernos e luxuosos com aluguéis que custam por ano aos cofres públicos R$ 700 milhões, informa reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”. O grupo de locadores inclui políticos e famílias que fazem bons negócios com o poder desde a construção da capital.

Segundo a publicação, 40 mil funcionários trabalham nos prédios da Esplanada projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Outros 25 mil estão nos imóveis alugados em áreas vizinhas. No entanto, um estudo do Ministério da Economia feito há quase dois anos e que ficou engavetado na pasta mostra que todos poderiam trabalhar nos prédios públicos originais da construção da capital. A pasta não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Governo deve incluir mais 804 mil famílias no Auxílio Brasil às vésperas da eleição

O governo Jair Bolsonaro (PL) prepara a inclusão de mais 803,8 mil famílias no Auxílio Brasil a um mês das eleições. Com isso, o número de domicílios beneficiados deve subir para mais de 21 milhões em setembro.
 

Ampliar o alcance do programa social é uma das apostas do chefe do Executivo para melhorar seu desempenho eleitoral em um contexto de inflação elevada e aumento da pobreza e da fome. Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

O presidente conseguiu aprovar no Congresso uma elevação do benefício mínimo para R$ 600 até o fim do ano, além de ter obtido espaço para levar o número de famílias contempladas a um patamar recorde.
 

Mesmo assim, o Auxílio Brasil temporário de R$ 600 é visto como abaixo do necessário pela maior parte da população. Segundo pesquisa Datafolha, 56% dos eleitores afirmam que o valor é insuficiente.
 

A nova rodada de inclusão de famílias não foi explicitada pelo governo quando houve a negociação do espaço adicional no Orçamento com o Congresso Nacional por meio da PEC (proposta de emenda à Constituição) “das bondades”. A proposta atropelou a legislação orçamentária e eleitoral para autorizar um furo no teto de gastos e uma ampliação de despesas sociais em meio à corrida presidencial.
 

Na época, as projeções iniciais indicavam que o número de atendidos chegaria a 19,8 milhões. Depois, a Caixa informou que a primeira leva de inclusões resultou em um público de 20,2 milhões de famílias contempladas pelo programa —um acréscimo de 2 milhões.
 

O próprio governo, porém, calcula que a quantidade de beneficiários chegará a 21,6 milhões até o fim do ano. Isso significa, na prática, que a PEC abriu caminho para a inclusão de 3,5 milhões de famílias até dezembro.
 

A previsão foi feita pelo próprio Ministério da Cidadania e incluída, sem alarde, na exposição de motivos da MP (Medida Provisória) que abriu o crédito extraordinário de R$ 26 bilhões para bancar a ampliação do programa no segundo semestre do ano.
 

“Deste total, 2.049.513 famílias seriam inseridas no programa imediatamente no mês de agosto e as outras 1.450.000 famílias terão acesso no decorrer dos meses subsequentes”, diz o texto.
 

Manobra faz concessão superar fila do Auxílio Brasil A estratégia permite ao governo manter a fila do Auxílio Brasil zerada durante a campanha eleitoral, uma vez que o número supera até mesmo a fila de espera reconhecida pelo Ministério da Cidadania —ela chegou a um pico de 1,6 milhão de famílias no mês de julho.
 

A PEC autorizava a inclusão das “famílias elegíveis na data de promulgação desta Emenda Constitucional”, mas a pasta está adotando uma visão mais ampla do critério.
 

O texto foi promulgado em 14 de julho, mas famílias habilitadas depois dessa data estão sendo incluídas porque, no entendimento da Cidadania, elas já eram elegíveis antes e sua habilitação ainda dependia da regularização do cadastro.
 

O aval dado pelo Congresso foi comemorado pela campanha eleitoral de Bolsonaro, pois o programa social faz parte da estratégia de tentar reduzir a vantagem de Lula na preferência de eleitores que recebem a transferência de renda.
 

A PEC permitiu elevar a verba do programa em 2022 para R$ 114,5 bilhões —um recorde histórico. Desse total, já foram gastos R$ 63,2 bilhões. Portanto, restam R$ 51,3 bilhões para serem usados de setembro a dezembro.
 

Com esse valor, o Ministério da Cidadania consegue atender a uma quantidade maior de famílias. Por isso, a pasta aprovou a documentação das 803,8 mil famílias extras, que devem entrar no programa a partir de setembro, segundo técnicos da pasta.
 

Procurado, o Ministério não respondeu sobre a previsão de inclusão de novos beneficiários no Auxílio Brasil em setembro.
 

Programa foi criado para substituir Bolsa Família O programa foi criado em novembro de 2021, após Bolsonaro extinguir o Bolsa Família —associado às gestões petistas— na tentativa de deixar uma marca própria na área social.
 

Desde então, aliados políticos tentam ampliar o número de beneficiários para alavancar Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.
 

A cobertura do programa era de aproximadamente 14,5 milhões em novembro do ano passado, quando o valor médio recebido por família era de R$ 224.
 

Pouco depois, o número de famílias subiu para 18 milhões de famílias, e o valor médio subiu para R$ 409,50 por mês.
 

Em agosto, após a aprovação da PEC, Bolsonaro conseguiu elevar o benefício para R$ 607,88 por mês em média, contemplando 20,2 milhões de domicílios.
 

Apesar de uma melhora no desempenho do presidente, na esteira dos esforços do governo, Lula mantém a dianteira na preferência da população de baixa renda.
 

O petista tem 56% das intenções de votos no primeiro turno entre pessoas que recebem o Auxílio Brasil ou moram com alguém que é beneficiário do programa, segundo pesquisa Datafolha. Bolsonaro tem 28% entre esses eleitores. No fim de maio, o presidente tinha 20%, contra 59% de Lula.
 

Apesar de a pesquisa Datafolha divulgada em 18 de agosto não ter captado ganhos expressivos de Bolsonaro nessa fatia do eleitorado, uma ala de aliados de Lula avalia que o atual presidente ainda pode lucrar com o efeito da concessão do benefício.
 

A campanha petista busca neutralizar o crescimento do chefe do Executivo nesse segmento, ressaltando o que é apontado como caráter eleitoreiro do aumento do Auxílio Brasil, promovido por Bolsonaro apenas até o fim do ano.
 

Nesse sentido, aliados de Lula têm batido na tecla de que a proposta de Orçamento para 2023 foi enviada prevendo apenas o pagamento média de R$ 405, apesar das promessas do presidente de manter o piso de R$ 600.
 

Em outra frente, o QG de Bolsonaro admite que a aprovação do novo pacote chegou tarde. Aliados do presidente avaliam que a iniciativa será decisiva para que ele cresça nas intenções de voto, mas reconhece a dificuldade de obter os dividendos eleitorais antes do primeiro turno.
 

Pesquisas feitas à época do pagamento do auxílio emergencial, por exemplo, mostraram que Bolsonaro só atingiu o ápice da popularidade no quarto mês de pagamento do benefício, que na primeira rodada podia chegar a R$ 1.800 por família.
 

Caso esse cenário se repita, a tendência é que os pagamentos turbinados do Auxílio Brasil só tenham efeito pleno entre o primeiro e o segundo turno das eleições, segundo a campanha do presidente.

Mulher é investigada por injúria racial após chamar funcionária de loja de ‘neguinha escrava’, em Tucano

Uma mulher é investigada pelo crime de injúria racial, cometido contra a funcionária de uma loja de departamento, na cidade de Tucano. Imagens gravadas mostram a cliente chamando a trabalhadora de “neguinha escrava”.

De acordo com a Polícia Civil, o caso aconteceu no dia 26 de agosto, mas as imagens só viralizaram nas redes sociais na quinta-feira (1º). A mulher já foi identificada e câmeras de segurança do estabelecimento foram recolhidas, para ajudar na investigação.

A polícia não deu detalhes sobre as circunstâncias do crime, mas é possível ver que a mulher estava no caixa de pagamento, quando começou a discussão com a funcionária da loja. As imagens gravadas não mostram como as ofensas racistas começaram.

A cliente chama a funcionária de bandida. A trabalhadora retrucou e respondeu que bandida era a mulher. A cliente então passou a humilhar a funcionária, colocou o dedo no rosto dela e passou a ofendê-la. “Se enxergue, se coloque no seu lugar, garota, antes de olhar para mim”, disse a cliente.

A funcionária então chamou a cliente de louca, e ela respondeu com ofensas racistas. Além disso, a mulher afirmou que vai processar a jovem. Toda a discussão é acompanhada por outros funcionários da loja, que não intervieram na situação.

“Eu te processo antes de você me processar de ‘neguinha’. Você me chamou de louca e eu te chamei de ‘neguinha escrava’”, confessa a cliente. A trabalhadora então respondeu que a atitude dela era de “uma pessoa desequilibrada”. A mulher então proferiu mais ofensas racistas.

“Se coloque no seu lugar. Vá fazer seu serviço, louca, neguinha, me processe”.

‘Turismo político’? Candidaturas de pessoas de fora da Bahia cresce 24,5%

Conhecida por ser um dos maiores destinos para turistas do Brasil, a Bahia não vem atraindo apenas os viajantes ao redor do país, mas, também, os políticos que nasceram em outros estados. Para as eleições de 2022, foram registradas as candidaturas de 147 pessoas com naturalidade de fora da Bahia. Em comparação com 2018, houve um acréscimo de 24,57% “turistas políticos” no processo eleitoral deste ano. Os dados foram coletados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e organizados pelo Bahia Notícias.

Apesar do estado se localizar do Nordeste, a região Sudeste representa a maior parte das candidaturas de “fora”. De lá vem 64 postulantes (43,53%) na Bahia, sendo: 22 de Minas Gerais; 21 de São Paulo; 15 do Rio de Janeiro; e 6 são do Espírito Santo. Entre os representantes do Sudeste, se destacam a presença do candidato a governador Giovani Damico (PCB), que é paulista. Em comparação com 2018, o número de candidaturas da região cresceu 28% (50).

A segunda maior região com o maior número de candidaturas é o Nordeste, com 59 nomes, claro, sem contar com a participação dos baianos. Pernambuco é a unidade federativa com a maior quantidade de candidatos na Bahia, com 25. Em seguida, aparecem empatados com 10 postulantes, os estados da Paraíba e de Sergipe. Entre os nomes de fora da Bahia, o também candidato a governador João Roma (PL), que é pernambucano, aparece entre os destaques. Na comparação com as últimas eleições gerais, a quantidade de candidatos nordestinos caiu 20,40% (49).

A região Sul aparece com 11 candidaturas, um crescimento de 175% (4) em comparação com 2018. O Centro-Oeste e o Norte aparecem empatados com 5 postulantes cada um, sendo o primeiro com o recuo de 28,57% (7) e o segundo com uma alta de 25% (4). Como a “Bahia é o mundo”, ainda tem espaço para três representantes que nasceram fora do Brasil, mas são naturalizados, com os países variando entre Canadá, Espanha e Peru.

Trazendo para o lado partidário, as siglas com a maior quantidade de candidatos de fora da Bahia são o Republicanos e o PL, ambos com 15 candidaturas. Em terceiro lugar, aparece o PSOL com 9 representantes que nasceram fora do estado, em 2018 o partido liderou a estatística com 10 candidaturas.

COMPARAÇÃO PROPORCIONAL 

Em 2018, quando houveram 118 candidatos de fora da Bahia, os postulantes nascidos fora do estado representavam 9,86% dos registros de candidaturas totais. Neste ano, houve uma queda de 1,21 ponto percentual em relação às últimas eleições gerais, registrando 8,65% das candidaturas totais na Bahia.

Vale lembrar que o estado registrou o maior número de registros na história das eleições gerais, alcançando 1.699 requerimentos de candidatura (veja mais aqui). Em 2018, a Bahia reportou 1.196 pedidos de registro, de acordo com o TSE.

Cinco dos 39 deputados federais baianos já foram multados por infrações ambientais; veja

Ao menos 5 dos 39 parlamentares baianos na Câmara dos Deputados já foram multados ou têm ligações com empresas punidas por infrações ambientais. Estão neste grupo os políticos José Rocha (União), Arthur Maia (União), Raimundo Costa (Podemos), Charles Fernandes (PSD) e Marcelo Nilo (Republicanos).

As informações obtidas através do Ruralômetro, desenvolvida pela plataforma Repórter Brasil, consideram os dados oficiais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

No ranking de multas, José Rocha e Nilo aparecem, cada um com R$ 5 mil, como os dois mais multados pelos órgãos de fiscalização. Rocha foi punido e tem uma área embargada em Coribe, no território da Bacia do Rio Corrente, pelo desmate de vegetação sem autorização. Já Nilo foi autuado pelo Ibama por matar, caçar ou cometer atos similares contra a fauna silvestre sem autorização.

Na segunda colocação está Maia. Ele é dos proprietários da Lapa Distribuidora de Combustíveis e Derivados do Petróleo, que foi autuada pelo Ibama por infração relacionada ao ordenamento urbano e patrimônio cultural, com multa de R$ 1.800.

Logo em seguida está Raimundo Costa, que, por pescar em período ou local proibido ou sem a licença adequada, recebeu uma multa de R$ 1 mil. Ele é originalmente pescador e milita na defesa da profissão.

Charles Fernandes, por sua vez, é dono de uma área embargada pelo Ibama em Palmas de Monte Alto, no Sertão Produtivo, por destruição de vegetação. Segundo o instituto, o embargo visava permitir que ela se regenere.

Entre outros dados, o Ruralômetro também mensura o índice de atuação dos deputados nas temáticas agrárias, ambientais, em prol ou contra os povos tradicionais, além de detalhar doações de campanha vindas de infratores e possíveis derrespeitos às leis trabalhistas.

Suspeito morre durante troca de tiros com polícias em Teofilândia

Um homem, identificado como Erivaldo da Conceição Souza, de 23 anos, natural de Sátiro Dias, morreu por volta das 05h40 desta terça-feira, 30, durante troca de tiros entre policiais e criminosos, em Teofilândia, na microrregião de Serrinha.

Uma guarnição da CIPE/Nordeste (Companhia Independente de Policiamento Especializado) fazia rondas no povoado Tigre, quando se deparou com suspeitos armados, que começaram a atirar contra a viatura, de acordo com as informações colhidas pelo PCS.

Ainda segundo o apurado, os policiais também atiraram. Após a troca de tiros, o suspeito foi encontrado baleado, com um revólver. Ele foi socorrido para o Hospital Waldemar Ferreira de Araújo, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros criminosos fugiram.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil. *Com informações do repórter Reny Maia

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