Bahia tem primeira Ouvidoria Geral do Brasil com verificação na conta do WhatsApp

A Ouvidoria Geral do Estado da Bahia é a primeira ouvidoria pública do Brasil a receber o selo de verificação da conta no WhatsApp. A certificação digital foi concedida nesta terça-feira (13), pelo Grupo Meta, empresa de certificação digital, após a OGE atender as exigências de segurança, transparência e sigilo.

A verificação, que é o selo de autenticidade da conta, aconteceu três meses depois da OGE transformar o 0800 284 00 11 em número de WhatsApp. A conta no aplicativo de conversa é mais um canal de atendimento da OGE disponibilizado ao cidadão.

“Essa conquista é resultado da qualidade e da agilidade do atendimento prestado pela OGE. Isso só demonstra que o serviço prestado é, além de eficiente, totalmente seguro”, declarou o ouvidor geral, Jonival Lucas.

Detran realiza leilões online de veículos conservados e sucatas em Conceição do Coité e Senhor do Bonfim

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) realiza dois leilões online de veículos conservados e sucatas, em Conceição do Coité e Senhor do Bonfim. O leilão será realizado na segunda-feira (19).

Para participar do leilão de sucatas aproveitáveis é preciso ser pessoa jurídica credenciada no ramo de desmonte de veículos. Os interessados em realizar lances com no mínimo 24h de antecedência, devem se cadastrar e apresentar habilitação através dos sites da Daniel Garcia leilões, para o primeiro leilão (de sexta) e no Pátio Rocha leilões para o segundo pregão.

O arrematante é responsável pela taxa de licenciamento do exercício da aquisição e pelo valor proporcional do IPVA a partir da data da aquisição. A visitação está aberta até sexta (16). Os lotes poderão ser visitados nos seguintes endereços:

Conceição do Coité – Rodovia BA120, s/n, Santa Rosa;
Senhor do Bonfim – Rodovia Lomanto Júnior, s/n, km 130 200.

Acelen anuncia redução 5,1% na gasolina e 10% no diesel na Bahia

A Acelen informou nesta segunda-feira (12) que desde o sábado (10) os preços do diesel e gasolina tiveram redução na Bahia. O valor do diesel caiu 10% e o da gasolina, 5,1%.

A empresa destaca que os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, levando em conta variações como custo do petróleo, com negociações em dólar.

A Acelen ressalta também que o preço do diesel está 14,9% menor que o da Petros e o da gasolina está 2,5% a menos.

“A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado”, diz a nota.

Cana do sertão: Pesquisadores estudam produção de etanol e biogás a partir do sisal

Com um facão, um trabalhador rural corta, uma a uma, as folhas da agave sisalana – uma das espécies mais conhecidas do sertão nordestino hoje. Leva as folhas, com auxílio de jumentos, até a máquina que fará o desfibramento da fibra – ou seja, a raspagem da folha para retirada da polpa. Depois do desfibramento, o sisal é colocado em varais e exposto ao sol por alguns dias. Só depois é que passa pelas fases seguintes, que incluem pesar e selecionar a fibra de melhor qualidade. De lá, é destinado à indústria de cordas, tapetes e até ao artesanato.

É assim que o sisal é produzido há décadas. Desde a introdução dessa planta no Brasil, em 1903, quando um agrônomo trouxe os primeiros exemplares dos Estados Unidos há quase um século, pouco mudou de lá para cá. Esse processo é considerado tão árduo que é apontado por alguns pesquisadores, inclusive, pela razão pela qual gerações mais jovens não se interessam em continuar com ofício que, muitas vezes, vem de família.

“É um trabalho braçal, duro, no sol quente. No geral, o processo continua o mesmo. O desfibramento é muito pesado. Por isso, a gente está indo atrás de tecnologia para o sisal. Tem tecnologia para tudo. Para a soja, para o algodão, mas não para o sisal”, diz o presidente da Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb), Jairo Santana, produtor há 20 anos.

Agora, porém, o sisal está no centro de um projeto que promete revolucionar a economia do Nordeste – e, em especial da Bahia, que responde pela maior parte da produção do país. Dos 10 municípios que mais produziram sisal em 2021, nove são do estado, de acordo com o IBGE. No ano passado, o estado produziu 96 mil toneladas de agave. A Paraíba, que ocupa o segundo lugar, produziu apenas 5,3 mil toneladas.

A ideia é implementar uma nova cadeia de produção do sisal a partir do conceito de biorrefinarias. Essa é a proposta do Brazilian Agave Development (Brave), projeto liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com ao menos outras cinco instituições brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Senai Cimatec.

De acordo com o professor Gonçalo Pereira, docente titular do Instituto de Biologia da Unicamp e coordenador do projeto, hoje, apenas 5% da planta é aproveitado. Todo o restante é descartado. “A gente vai reutilizar tudo. As folhas, as fibras, produzir etanol de primeira geração, de segunda geração, produzir biogás”, exemplifica. A Bahia é o maior produtor de sisal do país; dos dez municípios que mais produziram sisal em 2021, nove ficam no estado.

Etanol – A produtividade do sisal é comparada por ele à produtividade da cana de açúcar, que é a principal matéria-prima para produção de etanol no Brasil hoje. “A gente consegue produzir a mesma coisa que a cana de açúcar, só que no sertão”, continua o professor Gonçalo. Só para dar uma ideia, com um hectare da agave tequilana – uma espécie mexicana ‘prima’ do sisal usada para fazer tequila -, é possível produzir sete mil litros de etanol. Ao todo, no Brasil, ele calcula que há 108 milhões de hectares onde é possível plantar e colher agave. Apenas a Bahia tem 28 milhões de hectares.

Hoje, a cana ocupa 4,5 milhões de hectares para gerar 30 bilhões de litros de etanol. Com o sisal, os mesmos 30 bilhões de litros de álcool seriam produzidos em 3,3 milhões de hectares. “Aqui na Bahia, só esse bagaço que a gente joga fora lá na região de Feira de Santana daria para abastecer todos os caminhões com diesel e todo o gás de cozinha da população. E a gente simplesmente joga fora”, explica.

Na prática, o projeto terá duração de cinco anos e será composto de outras três iniciativas: Brave Bio, Brave Mec e Brave Ind. O primeiro deles, o Bio, foi assinado no mês passado, inclusive com a Shell, companhia que financia a pesquisa. Esse primeiro momento deve receber investimentos de R$ 30 milhões. Nessa primeira fase, as ações incluem separar a variedade da agave, entender a variação do solo e a integração com o meio ambiente. “O tamanho do desafio é gigantesco”, admite Gonçalo.

Energia – Baiano, Gonçalo chegou à UFRB por ter sido a instituição onde se formou. Na época, o curso de Agronomia, no município de Cruz das Almas, pertencia à Universidade Federal da Bahia (Ufba). Acabou dando certo porque a UFRB tem o único curso de Engenharia de Energias do estado. Segundo a engenheira Carine Alves, professora do curso de Engenharia de Energias da UFRB, o potencial energético da agave chega a ser difícil de mensurar. Em comparação com a cana, o sisal exige 80% menos de água na produção.

“Esse projeto visa revolucionar a produção de energia pelo agave em substituição à cana de açúcar para diminuir os efeitos da produção de CO2 (gás carbônico). Mas também tem um impacto social muito grande, jamais visto, porque aproveita uma planta nativa de uma região pobre”, diz ela, que coordenará o laboratório do projeto na UFRB.

A universidade já aguarda a chegada dos equipamentos para o laboratório nas próximas semanas. Ao lado de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a professora Carine vai coordenar dois dos 10 subprojetos no Brave Bio. Uma das ações será a identificação das principais características da planta e dos melhores tipos de tecnologia. Ela acredita que, a partir daí, serão pensadas soluções para problemas relacionados ao plantio e ao crescimento da agave sisalana, entre outras questões. Para Carine, essa nova cadeia é economicamente viável.

“(A agave) Não compete com a alimentação; tem um ciclo de vida completo, ou seja, não gera resíduos; contribui de forma muito positiva para geração de emprego e renda e para a redução da utilização dos combustíveis fósseis”, pontua. Segundo a professora, desde o processo de retirada da planta do solo até o final, haveria um ciclo de carbono fechado. Ou seja, trataria-se de uma emissão neutra de carbono, quando há uma compensação de toda a emissão de gases que provocam o efeito estufa.



Também docente do curso de Engenharia de Energias da UFRB, o professor Luciano Hocevar reforça a importância de pesar a vocação do sertão. “É inadequado criar gado bovino no semiárido, mas é muito adequado criar caprino, ovino. Não dá para plantar morango, mas dá para plantar umbu, mangaba, caju. A gente tem que investir no local, em pesquisa, em desenvolvimento do que tem disponível na região”, frisa. Daí é que entra o agave.

De acordo com ele, há muitas frentes que podem ser atendidas a partir da pesquisa. Uma delas é o processo de colheita e conservação da fibra. “É um projeto muito duro, que precisa de muita força física. Por isso, está se restringindo aos mais antigos, correndo o risco de acabar. O que pode ser feito? Investir em equipamentos que facilitem o trabalho da colheita. A gente tem que planejar a entrada, a saída, os novos equipamentos”, acrescenta.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que é uma estratégia também de longo prazo para a transição energética. Empresas de energia, como a Petrobras e a própria Shell, têm interesse em caminhar para essa transição de combustíveis fósseis para um cenário mais sustentável. “Não vai se deixar de usar petróleo, mas vai ficar cada vez mais caro, cada vez mais vulnerável a situações como a própria guerra da Rússia e da Ucrânia. Agora, na COP, foi a primeira vez que os países  ricos se comprometeram a financiar iniciativas para diminuir a produção de gases de efeito estufa para todo mundo”, diz, citando a conferência climática das Nações Unidas que aconteceu em novembro, no Egito.

Na avaliação do professor, essa energia que viria a ser produzida com a agave tem potencial para substituir o petróleo, porque tem quantidade, autossuficiência e constância. “É inteligente usar espécies adaptadas ao clima para produção de energia, de alimentos e de produtos de biorrefinaria. Você só tem energia solar durante o dia, energia eólica quando tem vento. Não dá para alimentar um polo petroquímico, por exemplo, com energia eólica e solar, mas possivelmente, assim, dá”, diz Hocevar.

Industrialização – As próximas fases de Brave Mec e Brave Ind devem, respectivamente, focar em mecanização agrícola e industrialização para produção de etanol e biogás. O Senai Cimatec deve participar diretamente desses dois momentos. Segundo o gerente executivo da instituição, André Oliveira, a expectativa é que a entrada do Senai Cimatec seja formalizada no primeiro trimestre de 2023. “A gente tem uma experiência muito grande em pegar tecnologias que ainda não estejam tão maduras para tornar possível de ir para o mercado, ou, no nosso linguajar, de escalonar”, explica.

Uma das ações que deve ser tocada pelo Cimatec é a de buscar novas técnicas para o plantio e para a colheita, além da industrialização em si, com o desenvolvimento de rotas tecnológicas para novos produtos a partir da agave. Ainda de acordo com André, além de um laboratório no Cimatec, é possível que seja construída uma estrutura nova da instituição na região sinaleira para as experiências de campo. O cronograma, porém, ainda está sendo definido. “Hoje, a produção do sisal está muito focada em plantios menores, inclusive de agricultura familiar. A ideia é que a gente consiga ver formas de otimizar e dar mais produtividade para não ficar tão dependente do mercado internacional”, acrescenta.

Ele pondera, ainda, que a região sinaleira tem tido atenção de instituições nos últimos anos, inclusive do próprio Senai Cimatec. “Temos desenvolvido capacetes usando sisal, plástico com sisal, cadeiras escolares. Também temos uma trajetória de pesquisa sobre isso nos últimos anos. O ponto importante agora é unir esforços para esse tipo de desafio”.

Outro dos objetivos do projeto é atrair investidores para o sertão. As biorrefinarias, segundo o professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, gerariam emprego e renda, ao mesmo tempo que protegeriam o ambiente. A cana, usada como exemplo, também teve mais utilidades desenvolvidas ao longo do tempo. Depois da produção de açúcar em si, percebeu-se que era possível fazer cachaça. Em seguida, veio o Pro-álcool, programa de substituição de derivados de petróleo para o etanol brasileiro, a partir da década de 1970.

“Nesse programa, a gente tem a possibilidade de gerar uma indústria e isso pode mudar o planeta. A gente tem, no mundo, muito mais zonas de semiárido do que de floresta. Podemos até dar uma marcha ré na imigração brasileira, porque o Nordeste vai ser uma terra de oportunidade”. Enquanto isso, o cenário atual da produção de sisal não anda muito favorável. De acordo com o presidente da Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb), Jairo Santana, os principais prejudicados na cadeia são os trabalhadores do campo, especialmente os que trabalham como diaristas para colher a agave. Os preços caíram nos últimos meses, dificultando a exportação.

“Estamos vendendo só para o mercado interno. A gente deixou de comprar mais de 50% no campo, porque não está vendendo. Está dando para sobreviver, mas não no porte que o sisal tem e que merece para gerar a renda para o campo e para o produtor”, explica. Segundo ele, a situação está relacionada à guerra da Rússia e da Ucrânia. A China, que era o principal comprador internacional, reduziu os pedidos em até 90%. “São 46 municípios vivendo de sisal aqui na Bahia, então afetou bastante esse setor. A gente está correndo atrás de outras fontes para ver se abre mais portas. Acho que (os países que deixaram de comprar) devem ter um estoque alto, até porque tem outros que também produzem”, acrescenta.

Essa também é a avaliação do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda. “Os preços são muito baixos e há uma dificuldade dos produtores para vender. São problemas muito urgentes de ser resolvidos”. Para Miranda, o sisal tem potencial até para produção se ração animal ou de produção de estofados e painéis de veículos, além das utilizações já conhecidas e do uso relacionado à energia.

“Isso ainda não foi utilizado porque a gente não tem as condições ideais de trabalho e extração dessa fibra devido a essa inviabilidade dos métodos de produção do sisal. Uma vez que tudo isso seja resolvido, o sisal vai se tornar um grande promotor de desenvolvimento para o Nordeste, como já faz hoje”, completa, citando que a agave é fonte de renda para mais de 200 mil pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a planta. * Matéria publicada originalmente no site Correio24horas

Osni Cardoso é cotado para assumir Secretaria de Desenvolvimento Rural

Com a proposta da reforma administrativa de autoria do Executivo encaminhada à Assembleia Legislativa (Alba), a confirmação da ida do governador Rui Costa (PT) para Brasília e a confirmação de indicações de quais pastas serão criadas pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na administração federal, o campo se abre para que, na Bahia, o governador eleito, Jerônimo Rodrigues (PT), indique os nomes dos gestores que farão parte do seu secretariado a partir de janeiro de 2023.

A expectativa é de que os nomems sejam anunciados até o próximo dia 15. O futuro governador já tinha dito, desde que foi eleito, que o que faltava para que os nomes fossem anunciados seria o tamanho da modificação que seria proposta pela reforma administrativa. Jerônimo também sinalizou a vontade de dar uma “renovada” no comando das pastas e que mexeria no primeiro escalão do governo, como, por exemplo, na Secretaria de Segurança Pública.

Ainda que não tenha citado nominalmente quem deve ocupar qual cargo, nas entrelinhas do que já foi dito pelo petista desde que foi eleito e a atuação da sua equipe de transição, há dicas de quem deve estar na equipe de governo do petista.

Entre os especulados, a nomeação de Adolpho Loyola como Chefe de Gabinete, por exemplo, é dada como certa. Ele coordenou a campanha petista e conquistou uma relação de intimidade e confiança com Jerônimo. Na transição, Loyola está sempre presente ao lado do petista.

Outro também que teve uma atuação muito próxima de Jerônimo na campanha e na transição é o ex-prefeito de Camaçari e ex-deputado federal Luiz Caetano. A experiência de Caetano pode voltar a ser usada para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SERIN), que tem as suas atribuições alteradas pela reforma administrativa encaminhado ao Legislativo baiano.

Além disso, nos últimos dias, tem ganhado força nomes de quadros do próprio PT para assumir pastas estratégicas, como a Educação. A ideia do partido seria seguir com um petista no comando dessa secretaria. Um dos cotados, aponta o site Política Livre, é o deputado federal Afonso Florence (PT). Ademais, outra pasta que a sigla pode ocupar é a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com a indicação do deputado estadual Osni Cardoso (PT).

Outra pasta que já teria um nome quase certo é a Secretaria de Segurança Pública. O nome que ganha força entre declarações de interlocutores do governador eleito é o do comandante da Polícia Militar, Paulo Coutinho.

Já entre os partidos da base, os quais foram representados por dirigentes em reunião com o governador e o vice-governador eleito, Geraldo Junior (MDB), no sábado, 10, a expectativa é de que, um por um, o próximo chefe do Executivo estadual chame, nos próximos dias, para poder falar a respeito das possibilidades de quais cargos serão ocupados por indicações das siglas aliadas.

Dirigentes consultados pela reportagem disseram que nada ainda foi definido e que as legendas seguem no aguardo pelas diretrizes do petista.

Casal de rifeiros famosos nas redes sociais é assassinado a tiros em Barra do Jacuípe

O casal de rifeiros Rodrigo da Silva Santos, de 33 anos, e Hynara Santa Rosa da Silva, 39, foi morto a tiros na tarde deste domingo (11), em Barra do Jacuípe, local turístico da orla de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, onde curtiam o fim de semana. Eles receberam tiros no peito e na cabeça. A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. 

A dupla tinha grande projeção nas redes sociais e acumulavam mais de 190 mil seguidores. Mais que a divulgação dos sorteios, as redes sociais de Digony e Naroka, como se apresentavam, respectivamente, eram utilizadas para mostrar o estilo de vida do casal. 

De acordo com a Polícia Militar, o chamado ocorreu por volta das 18h30. A informação registrada foi a da presença de dois corpos, vítimas de disparo de arma de fogo, na localidade Canto do Rio Jacuípe. Agentes da 59ª CIPM, que atua na região, isolaram o local e acionaram o Departamento de Polícia Técnica, que procedeu com a perícia e remoção dos corpos. 

Horas antes do duplo homicídio, Rodrigo fez uma sequência de stories anunciando suas rifas à beira mar e no comando de uma moto aquática. Já Naroka, apareceu chorando e se disse triste ao lembrar momento da sua adolescência. Ela contou ter conversado com uma amiga da época de colégio. O casal deixa dos filhos. 

Os corpos de Rodrigo e de Hynara foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Salvador, onde aguardam a liberação. A Delegacia de Monte Gordo e o DHPP irão investigar o caso. Os dois trabalhavam com rifas e jogos de aposta.

O enterro do casal acontecerá na tarde desta segunda-feira, no cemitério Bosque da Paz, em Salvador. 

Fonte: Correio 24 Horas

Remédio mais caro do mundo, avaliado em R$ 6 milhões, é incorporado ao SUS para tratar AME

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do remédio Zolgensma ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é considerado um dos mais caros do mundo, que pode chegar a R$ 6 milhões, e é utilizado para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo 1. Ele é utilizado em crianças com até seis meses de idade diagnosticadas com a doença.

O anúncio ocorre cinco dias após a  Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias em Saúde (Conitec) se manifestar favoravelmente à distribuição, pela rede pública, do medicamento.Também conhecido pelo nome científico onasemnogeno abeparvoveque – deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias – prazo estipulado na portaria que o ministério publicou nesta quarta-feira  (7), no Diário Oficial da União.


Segundo o Ministério da Saúde, o período de ajuste é necessário para que o governo possa elaborar um protocolo de orientação sobre o uso do produto, bem como negociar preço de aquisição e prazos de entrega com o laboratório fabricante, a Novartis.

No Twitter, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga destacou que o medicamento deverá ser aplicado exclusivamente em crianças de até seis meses de idade que estejam tratando os efeitos da atrofia muscular espinhal sem o emprego de ventilação invasiva por mais de 16 horas diárias. A prescrição segue o protocolo inicial estabelecido pelo ministério.

Queiroga também anunciou que, conforme estabelece a Lei 14.307, de março deste ano, o medicamento também deverá ser incluído no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar, obrigando os planos de saúde a também cobrirem o tratamento quando prescrito a seus clientes. “Os planos de saúde devem oferecer o tratamento aos seus beneficiários no prazo máximo de até 60 dias, como regulamenta a Lei nº 14.307, de março de 2022, fruto de uma medida provisória editada pelo governo [federal] e sancionada pelo presidente [da República] Jair Bolsonaro”, escreveu Queiroga.

A AME é uma doença rara, degenerativa, transmitida de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores (responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover). Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.

Os principais sinais da doença incluem perda do controle e de forças musculares e incapacidade e/ou dificuldade de movimentos e locomoção; de engolir; de manter a cabeça ereta e de respirar. A incorporação do Zolgensma ao SUS foi objeto de uma consulta pública que recebeu sugestões/contribuições de mais de 1,2 mil pessoas. Além do Zolgensma, outros dois medicamentos que afetam o neurônio motor espinhal já estão incorporados ao SUS: o nusinersena e o risdiplam, ambos de uso contínuo.

Bahia oficializa a contratação do técnico português Renato Paiva

O Bahia oficializou a contratação do técnico português Renato Paiva. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (6). O novo comandante assinou contrato com o Tricolor por dois anos. Vindo do México, ele deve desembarcar em Salvador nesta quarta-feira (7).

“Não vejo a hora de conhecer a famosa Nação Tricolor, a Arena Fonte Nova e toda a intensidade e efervescência que cercam um dos clubes com maior torcida e das mais apaixonadas do Brasil”, disse o novo treinador. “Fechei acordo com o Bahia e também estou ansioso para ver como vai funcionar essa grande parceria com o City Football Group, quando o negócio for concluído no início de 2023. Estamos todos muito entusiasmados”, completou.

Aos 52 anos, Renato Paiva foi treinador da base do Benfica por um longo período da carreira. Ele treinou a equipe B do clube português entre 2018 e 2021. Depois, ele dirigiu o Independiente del Valle, do Equador, entre 2021 e 2022, onde disputou 62 jogos, venceu 31 e conquistou o título do Campeonato Equatoriano. Ainda neste ano, ele chegou comandar o mexicano León, mas por pouco tempo. Foram 12 partidas e três triunfos, entre os meses de julho e outubro.

O elenco do Bahia vai se reapresentar na próxima segunda (12) para iniciar a pré-temporada. A agenda de 2023 conta com as disputas do Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e a Série A do Brasileirão. O primeiro compromisso do ano está marcado para o dia 11 de janeiro, uma quarta, contra a Juazeirense, com mando de campo do Tricolor, pelo estadual.

Cresce número de pagamentos no cartão por aproximação; saiba se proteger

Está crescendo o uso de cartão por aproximação, mas você sabe os cuidados necessários para não cair em golpes e se proteger? No pagamento por aproximação, o cliente libera o gasto ao encostar o chip do cartão no leitor da máquina, sem precisar digitar a senha (dependendo do valor). 

Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os pagamentos por aproximação saltaram de 19,4% em setembro de 2021 para 37,7% em setembro de 2022. A previsão é que chegue à metade das transações ainda neste ano. Há dois anos, representava apenas 3,9%. 

Marcelo Nagy, perito digital e professor de forense computacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que existem precauções básicas que todo consumidor deve ter para se proteger. Confira:
 
1) Limite do valor da transação: Não há uma regra única, mas os bancos costumam estabelecer um limite máximo de até R$ 200 para pagamentos por aproximação sem senha. 

Segundo Nagy, o consumidor deve definir um valor máximo em que são permitidas as transações por aproximação sem senha. Caso o cliente opte por limitar a R$ 50, por exemplo, só serão liberadas compras por aproximação até esse valor. Caso a conta seja mais alta, será exigido senha. Assim, é possível evitar prejuízos altos caso o cartão caia na mão de terceiros. 

Se o banco não permitir alterar o limite máximo para transações por aproximação, o consumidor pode pedir para desabilitar a função. 

2) Observe o valor no visor da máquina. A Abecs recomenda que, antes da compra, o consumidor olhe sempre para o valor da compra no visor da máquina e confira as informações. 

Caso a máquina esteja com o visor quebrado, não compre. Só aproxime o cartão depois de confirmar o valor e não entregue o cartão nas mãos de outra pessoa. 

3) Avalie contratar um seguro. Nagy sugere que os consumidores considerem contratar o serviço antifurto para o cartão. Assim, caso o cartão seja furtado ou roubado, basta fazer um boletim de ocorrência e acionar o seguro. 

O QUE DIZEM OS GRANDES BANCOS

O Bradesco afirma que segue a padronização da indústria de pagamentos que autoriza transações por aproximação de até R$ 200. O cliente pode ativar ou desativar o recurso e até mudar o valor. 

Segundo o Bradesco, outra medida de segurança é que o cartão é entregue bloqueado ao cliente. Para utilizá-lo, é necessário realizar o desbloqueio pelos canais de atendimento. Para liberar o uso do pagamento por aproximação, é preciso que o cartão esteja desbloqueado e com a primeira transação realizada com chip e senha. 

O Santander também afirma que segue a padronização e que prevê um limite de pagamento de até R$ 200. Esta função está habilitada desde o primeiro uso. O usuário pode optar por bloquear esta funcionalidade pelos canais de atendimento ou alterar o valor. 

O Banco do Brasil afirma que seus cartões também têm limites de R$ 200 no pagamento por aproximação. O cliente pode ativar ou desativar no app Ourocard, WhatsApp BB, pela central de relacionamento ou nas agências. Os limites podem ser alterados pelo cliente. 

A Caixa Econômica afirma que compras por aproximação de até R$ 200 não exigem o uso de senha e que o cartão vem bloqueado para uso em transações por aproximação. 

O desbloqueio é realizado após a primeira compra realizada partir da leitura do chip e uso da senha nas maquininhas. Após habilitação, o cliente poderá ativar ou desativar a função pagamento por aproximação por meio do Internet Banking ou em uma agência da Caixa. 

Os limites de compras são definidos após análise de critérios de segurança do banco. Se o valor for maior que R$ 200, ou se forem feitos mais de 20 pagamentos por aproximação no dia, ou o valor somado das compras superar R$ 3.000, será exigida a senha. 

O Banco Itaú informou que o limite para compras presenciais com cartão sem senha é de R$ 200. Para valores acima disso, é solicitada a digitação de senha, sendo que não existe limite específico para este tipo de transação.

Chuvas atingem 51 municípios da Bahia; 16 estão em estado de emergência

A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) divulgou, no final da tarde de domingo (4), os números referentes à população atingida pelas enchentes que ocorrem em algumas regiões do estado. Com base em informações recebidas das prefeituras, foram registrados 495 desabrigados e 8.803 desalojados. O número total de atingidos chega a 65.521 pessoas. Não há registro de desaparecidos ou de óbitos.

Os números correspondem às ocorrências registradas em 51 municípios afetados. Desse total, 16 estão com decreto de Situação de Emergência, são eles: Prado, Baixa Grande, Itabuna, Santa Cruz Cabrália, Cícero Dantas, Ibicuí, Itambé, Nova Viçosa, Vereda, Olindina, Cachoeira, Eunápolis, Cardeal da Silva, Itapé, Ribeira do Pombal e Teodoro Sampaio. 

Na lista dos municípios afetados estão: Baixa Grande, Cachoeira, Cardeal da Silva, Cícero Dantas, Eunápolis, Ibicuí, Itabuna, Itambé, Itapé, Nova Viçosa, Olindina, Prado, Ribeira do Pombal, Santa Cruz Cabrália, Teodoro Sampaio, Vereda, Aiquara, Caravelas, Floresta Azul, Ibotirama, Itamaraju, Marcionílio Souza, Medeiros Neto, Wenceslau Guimarães, Catu, Ibicaraí, Itanhém, Itapicuru, Alcobaça, Aurelino Leal, Belo Campo, Cipó, Dário Meira, Gandú, Guaratinga, Inhambupe, Ipiaú, Itapetinga, Itarantim, Itororó, Jitaúna, Juazeiro, Maragojipe, Pau Brasil, Santo Antônio de Jesus, São Félix, Sátiro Dias, Itajuipe, Ilhéus e Teixeira de Freitas e Jucuruçu.

Leia a matéria completa clicando aqui.

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