Com permanências, Jerônimo anuncia secretários do governo estadual; veja os nomes

O governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT) realizou anúncio de parte do secretariado de seu futuro governo nesta segunda-feira (19). Ao todo, foram 11 nomes confirmados pelo petista, entre eles, a permanência de Luiz Caetano na Secretaria de Relações Institucionais (Serin), Manoel Vitório na Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Maurício Bacelar na Secretaria de Turismo (Setur).

Também houve a manutenção de Adélia Pinheiro no secretariado estadual, contudo, ela foi realocada da Secretaria de Saúde (Sesab) para a Secretaria de Educação (SEC).  A secretária foi reitora e professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Jerônimo adiantou que na próxima quarta-feira (21) serão anunciados até cinco nomes. De acordo com o futuro governador, ainda ocorrerão anúncios entre os feriados de Natal e ano novo, completando o secretariado.

“Estamos anunciando 11 nomes, na quarta feira, vamos anunciar mais quatro ou cinco nomes. Estou me separando pela intencionalidade. Não serão confundidos. Vamos anunciar uma indígena, um jovem ou uma jovem, que vai dirigir a política de juventude, uma de mulheres e igualdade. Quatro dirigentes que vão atuar de forma forte. Teremos alguém também na política de combate à fome. Esses quatro estão confirmados”, disse Jerônimo.

Confira os nomes:

Chefe de Gabinete – Adolpho Loyola

Saúde – Roberta Santana

Relações Institucionais – Luiz Caetano

Casa Civil – Afonso Florence

Educação – Adélia Pinheiro

Justiça e Direitos Humanos – Felipe Freitas

Infraestrutura – Sérgio Brito

Fazenda – Manoel Vitório

Agricultura – Tum

Turismo – Maurício Bacelar

Assistência e Desenvolvimento Social – Fabya Reis

Em evento natalino, prefeito Higo faz entrega de novos veículos, kits para o Conselho Tutelar e materiais para unidades escolares

Na noite de sábado do último sábado, 17, aconteceu o Natal Luz em Teofilândia, na Praça José Luiz Ramos, centro cidade. O evento contou com presença do prefeito Higo Moura juntamente com a vice Ivana Meury, de secretários municipais e outras autoridades do município.



Foram entregues diversos benefícios à população teofilandense. Uma nova retroescavadeira; um novo veículo; kits para o Conselho Tutelar; equipamentos e materiais para as 23 unidades escolares do município (freezers, geladeiras, aparelhos de ar condicionados, bebedouros, fornos de micro-ondas, fogões industriais, computadores e ventiladores).



Durante a programação, aconteceu pelo segundo ano consecutivo o Coral Natalino Vozes da Educação e as apresentações do Projeto Ateliê de Música (violão), do Projeto Flauta Doce, do grupo Acordes Pedra, da estudante Elaine do CET e da Banda Bicho Mimado.


Fotos: Prefeitura de Teofilândia/ASCOM

Governo entrega viaturas semiblindadas e lança Operação Verão

Duzentas e sessenta e cinco viaturas, 22 delas semiblindadas, foram entregues na tarde desta quinta-feira (15), pelo Governo do Estado durante o lançamento da Operação Verão 2022/2023. A Secretaria da Segurança Pública promoveu também a entrega de cinco mil coletes balísticos e 351 escudos de proteção balística.

O atual governador Rui Costa, o governador e o vice-governador eleitos, Jerônimo Rodrigues e Geraldo Júnior, respectivamente, o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Coutinho, entre outras autoridades participaram do evento, no bairro da Boca do Rio, em Salvador.

Pouco mais de 19 milhões de reais foram investidos na viaturas para as polícias Militar e Civil. Além dos 22 carros semiblindados, a PM ganhou também 133 novas motocilcetas para ampliar a agilidade no patrulhamento ostensivo. A Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil ganhou três veículos semiblindados.

Ainda na área de equipamentos, a PM recebeu cinco mil novos coletes balísticos e 351 escudos de proteção balística, totalizando um investimento de R$ 10,3 milhões. Unidades territoriais e especializadas serão contempladas com os materiais.

Com o objetivo de reforçar as ações preventivas na Bahia, com foco principal em áreas turísticas, o Governo do Estado deu início à Operação Verão. Cerca de R$ 3 milhões serão pagos a policiais militares e civis, além de bombeiros, ampliando o efetivo nas ruas até o dia 5 de março de 2023.

A PM contará com mais três mil policiais mensalmente reforçando o patrulhamento em todo o estado, utilizando equipes a pé, montada e motorizada (motos, carros e aeronaves). Na maior orla marítima do Brasil e também na Chapada Diamantina, entre outros pontos turísticos, o Corpo de Bombeiros vai atuar com o acréscimo de 2.180 militares por mês.

A Polícia Civil, por sua vez, reforçará os plantões nas Delegacias Territoriais (DTs) da capital, da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e do interior com mais 430 delegados, escrivães e investigadores. Registros e ações de inteligência serão desempenhados diuturnamente pelas equipes.
“O Governo da Bahia é, sem dúvida, o que mais investe no Brasil. Novas viaturas, coletes e escudos, além da Operação Verão vão garantir mais tranquilidade para baianos e turistas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino.

Com 41,36% de atendimento total de esgoto, Bahia lidera quesito no NE; estado tem 3ª menor tarifa da região

A Bahia tem menos da metade do estado com atendimento total de esgoto. Mesmo com 41,36% com cobertura completa do serviço, a Bahia lidera entre os estados do Nordeste. Os dados estão nos Diagnósticos Temáticos sobre a Prestação dos Serviços de Saneamento Básico no país, apresentados na última terça-feira (13), pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

O sistema aponta ainda que a Bahia possui 54,57% de atendimento urbano de esgoto, 51,17% de coleta de esgoto e 83,22% de esgotos tratados. Ainda dentro do Nordeste, a Bahia tem a terceira menor tarifa média. São cobrados, em média, pela Embasa, R$ 3,98 por m³. A Bahia fica atrás de Pernambuco, que cobra R$ 3,84 por m³ e do Rio Grande do Norte, que cobra R$ 3,24 por m³.

O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), administrado pela Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (SNS/MDR) reúne informações de caráter operacional, gerencial, financeiro e de qualidade dos serviços de Água e Esgotos (desde 1995), Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (desde 2002) e Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas (desde 2015).

Indicadores produzidos a partir dessas informações são referência para a formulação de políticas públicas, para o acompanhamento da evolução do setor de saneamento no Brasil e comparação de desempenho da prestação de serviços.

O ciclo de coleta de dados é anual e começa em abril, após o fechamento dos balanços dos prestadores de serviços do setor, com a disponibilização dos formulários eletrônicos a prestadores ou municípios, responsáveis pela operação dos serviços de saneamento.

Bahia tem primeira Ouvidoria Geral do Brasil com verificação na conta do WhatsApp

A Ouvidoria Geral do Estado da Bahia é a primeira ouvidoria pública do Brasil a receber o selo de verificação da conta no WhatsApp. A certificação digital foi concedida nesta terça-feira (13), pelo Grupo Meta, empresa de certificação digital, após a OGE atender as exigências de segurança, transparência e sigilo.

A verificação, que é o selo de autenticidade da conta, aconteceu três meses depois da OGE transformar o 0800 284 00 11 em número de WhatsApp. A conta no aplicativo de conversa é mais um canal de atendimento da OGE disponibilizado ao cidadão.

“Essa conquista é resultado da qualidade e da agilidade do atendimento prestado pela OGE. Isso só demonstra que o serviço prestado é, além de eficiente, totalmente seguro”, declarou o ouvidor geral, Jonival Lucas.

Detran realiza leilões online de veículos conservados e sucatas em Conceição do Coité e Senhor do Bonfim

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) realiza dois leilões online de veículos conservados e sucatas, em Conceição do Coité e Senhor do Bonfim. O leilão será realizado na segunda-feira (19).

Para participar do leilão de sucatas aproveitáveis é preciso ser pessoa jurídica credenciada no ramo de desmonte de veículos. Os interessados em realizar lances com no mínimo 24h de antecedência, devem se cadastrar e apresentar habilitação através dos sites da Daniel Garcia leilões, para o primeiro leilão (de sexta) e no Pátio Rocha leilões para o segundo pregão.

O arrematante é responsável pela taxa de licenciamento do exercício da aquisição e pelo valor proporcional do IPVA a partir da data da aquisição. A visitação está aberta até sexta (16). Os lotes poderão ser visitados nos seguintes endereços:

Conceição do Coité – Rodovia BA120, s/n, Santa Rosa;
Senhor do Bonfim – Rodovia Lomanto Júnior, s/n, km 130 200.

Acelen anuncia redução 5,1% na gasolina e 10% no diesel na Bahia

A Acelen informou nesta segunda-feira (12) que desde o sábado (10) os preços do diesel e gasolina tiveram redução na Bahia. O valor do diesel caiu 10% e o da gasolina, 5,1%.

A empresa destaca que os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, levando em conta variações como custo do petróleo, com negociações em dólar.

A Acelen ressalta também que o preço do diesel está 14,9% menor que o da Petros e o da gasolina está 2,5% a menos.

“A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado”, diz a nota.

Cana do sertão: Pesquisadores estudam produção de etanol e biogás a partir do sisal

Com um facão, um trabalhador rural corta, uma a uma, as folhas da agave sisalana – uma das espécies mais conhecidas do sertão nordestino hoje. Leva as folhas, com auxílio de jumentos, até a máquina que fará o desfibramento da fibra – ou seja, a raspagem da folha para retirada da polpa. Depois do desfibramento, o sisal é colocado em varais e exposto ao sol por alguns dias. Só depois é que passa pelas fases seguintes, que incluem pesar e selecionar a fibra de melhor qualidade. De lá, é destinado à indústria de cordas, tapetes e até ao artesanato.

É assim que o sisal é produzido há décadas. Desde a introdução dessa planta no Brasil, em 1903, quando um agrônomo trouxe os primeiros exemplares dos Estados Unidos há quase um século, pouco mudou de lá para cá. Esse processo é considerado tão árduo que é apontado por alguns pesquisadores, inclusive, pela razão pela qual gerações mais jovens não se interessam em continuar com ofício que, muitas vezes, vem de família.

“É um trabalho braçal, duro, no sol quente. No geral, o processo continua o mesmo. O desfibramento é muito pesado. Por isso, a gente está indo atrás de tecnologia para o sisal. Tem tecnologia para tudo. Para a soja, para o algodão, mas não para o sisal”, diz o presidente da Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb), Jairo Santana, produtor há 20 anos.

Agora, porém, o sisal está no centro de um projeto que promete revolucionar a economia do Nordeste – e, em especial da Bahia, que responde pela maior parte da produção do país. Dos 10 municípios que mais produziram sisal em 2021, nove são do estado, de acordo com o IBGE. No ano passado, o estado produziu 96 mil toneladas de agave. A Paraíba, que ocupa o segundo lugar, produziu apenas 5,3 mil toneladas.

A ideia é implementar uma nova cadeia de produção do sisal a partir do conceito de biorrefinarias. Essa é a proposta do Brazilian Agave Development (Brave), projeto liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com ao menos outras cinco instituições brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Senai Cimatec.

De acordo com o professor Gonçalo Pereira, docente titular do Instituto de Biologia da Unicamp e coordenador do projeto, hoje, apenas 5% da planta é aproveitado. Todo o restante é descartado. “A gente vai reutilizar tudo. As folhas, as fibras, produzir etanol de primeira geração, de segunda geração, produzir biogás”, exemplifica. A Bahia é o maior produtor de sisal do país; dos dez municípios que mais produziram sisal em 2021, nove ficam no estado.

Etanol – A produtividade do sisal é comparada por ele à produtividade da cana de açúcar, que é a principal matéria-prima para produção de etanol no Brasil hoje. “A gente consegue produzir a mesma coisa que a cana de açúcar, só que no sertão”, continua o professor Gonçalo. Só para dar uma ideia, com um hectare da agave tequilana – uma espécie mexicana ‘prima’ do sisal usada para fazer tequila -, é possível produzir sete mil litros de etanol. Ao todo, no Brasil, ele calcula que há 108 milhões de hectares onde é possível plantar e colher agave. Apenas a Bahia tem 28 milhões de hectares.

Hoje, a cana ocupa 4,5 milhões de hectares para gerar 30 bilhões de litros de etanol. Com o sisal, os mesmos 30 bilhões de litros de álcool seriam produzidos em 3,3 milhões de hectares. “Aqui na Bahia, só esse bagaço que a gente joga fora lá na região de Feira de Santana daria para abastecer todos os caminhões com diesel e todo o gás de cozinha da população. E a gente simplesmente joga fora”, explica.

Na prática, o projeto terá duração de cinco anos e será composto de outras três iniciativas: Brave Bio, Brave Mec e Brave Ind. O primeiro deles, o Bio, foi assinado no mês passado, inclusive com a Shell, companhia que financia a pesquisa. Esse primeiro momento deve receber investimentos de R$ 30 milhões. Nessa primeira fase, as ações incluem separar a variedade da agave, entender a variação do solo e a integração com o meio ambiente. “O tamanho do desafio é gigantesco”, admite Gonçalo.

Energia – Baiano, Gonçalo chegou à UFRB por ter sido a instituição onde se formou. Na época, o curso de Agronomia, no município de Cruz das Almas, pertencia à Universidade Federal da Bahia (Ufba). Acabou dando certo porque a UFRB tem o único curso de Engenharia de Energias do estado. Segundo a engenheira Carine Alves, professora do curso de Engenharia de Energias da UFRB, o potencial energético da agave chega a ser difícil de mensurar. Em comparação com a cana, o sisal exige 80% menos de água na produção.

“Esse projeto visa revolucionar a produção de energia pelo agave em substituição à cana de açúcar para diminuir os efeitos da produção de CO2 (gás carbônico). Mas também tem um impacto social muito grande, jamais visto, porque aproveita uma planta nativa de uma região pobre”, diz ela, que coordenará o laboratório do projeto na UFRB.

A universidade já aguarda a chegada dos equipamentos para o laboratório nas próximas semanas. Ao lado de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a professora Carine vai coordenar dois dos 10 subprojetos no Brave Bio. Uma das ações será a identificação das principais características da planta e dos melhores tipos de tecnologia. Ela acredita que, a partir daí, serão pensadas soluções para problemas relacionados ao plantio e ao crescimento da agave sisalana, entre outras questões. Para Carine, essa nova cadeia é economicamente viável.

“(A agave) Não compete com a alimentação; tem um ciclo de vida completo, ou seja, não gera resíduos; contribui de forma muito positiva para geração de emprego e renda e para a redução da utilização dos combustíveis fósseis”, pontua. Segundo a professora, desde o processo de retirada da planta do solo até o final, haveria um ciclo de carbono fechado. Ou seja, trataria-se de uma emissão neutra de carbono, quando há uma compensação de toda a emissão de gases que provocam o efeito estufa.



Também docente do curso de Engenharia de Energias da UFRB, o professor Luciano Hocevar reforça a importância de pesar a vocação do sertão. “É inadequado criar gado bovino no semiárido, mas é muito adequado criar caprino, ovino. Não dá para plantar morango, mas dá para plantar umbu, mangaba, caju. A gente tem que investir no local, em pesquisa, em desenvolvimento do que tem disponível na região”, frisa. Daí é que entra o agave.

De acordo com ele, há muitas frentes que podem ser atendidas a partir da pesquisa. Uma delas é o processo de colheita e conservação da fibra. “É um projeto muito duro, que precisa de muita força física. Por isso, está se restringindo aos mais antigos, correndo o risco de acabar. O que pode ser feito? Investir em equipamentos que facilitem o trabalho da colheita. A gente tem que planejar a entrada, a saída, os novos equipamentos”, acrescenta.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que é uma estratégia também de longo prazo para a transição energética. Empresas de energia, como a Petrobras e a própria Shell, têm interesse em caminhar para essa transição de combustíveis fósseis para um cenário mais sustentável. “Não vai se deixar de usar petróleo, mas vai ficar cada vez mais caro, cada vez mais vulnerável a situações como a própria guerra da Rússia e da Ucrânia. Agora, na COP, foi a primeira vez que os países  ricos se comprometeram a financiar iniciativas para diminuir a produção de gases de efeito estufa para todo mundo”, diz, citando a conferência climática das Nações Unidas que aconteceu em novembro, no Egito.

Na avaliação do professor, essa energia que viria a ser produzida com a agave tem potencial para substituir o petróleo, porque tem quantidade, autossuficiência e constância. “É inteligente usar espécies adaptadas ao clima para produção de energia, de alimentos e de produtos de biorrefinaria. Você só tem energia solar durante o dia, energia eólica quando tem vento. Não dá para alimentar um polo petroquímico, por exemplo, com energia eólica e solar, mas possivelmente, assim, dá”, diz Hocevar.

Industrialização – As próximas fases de Brave Mec e Brave Ind devem, respectivamente, focar em mecanização agrícola e industrialização para produção de etanol e biogás. O Senai Cimatec deve participar diretamente desses dois momentos. Segundo o gerente executivo da instituição, André Oliveira, a expectativa é que a entrada do Senai Cimatec seja formalizada no primeiro trimestre de 2023. “A gente tem uma experiência muito grande em pegar tecnologias que ainda não estejam tão maduras para tornar possível de ir para o mercado, ou, no nosso linguajar, de escalonar”, explica.

Uma das ações que deve ser tocada pelo Cimatec é a de buscar novas técnicas para o plantio e para a colheita, além da industrialização em si, com o desenvolvimento de rotas tecnológicas para novos produtos a partir da agave. Ainda de acordo com André, além de um laboratório no Cimatec, é possível que seja construída uma estrutura nova da instituição na região sinaleira para as experiências de campo. O cronograma, porém, ainda está sendo definido. “Hoje, a produção do sisal está muito focada em plantios menores, inclusive de agricultura familiar. A ideia é que a gente consiga ver formas de otimizar e dar mais produtividade para não ficar tão dependente do mercado internacional”, acrescenta.

Ele pondera, ainda, que a região sinaleira tem tido atenção de instituições nos últimos anos, inclusive do próprio Senai Cimatec. “Temos desenvolvido capacetes usando sisal, plástico com sisal, cadeiras escolares. Também temos uma trajetória de pesquisa sobre isso nos últimos anos. O ponto importante agora é unir esforços para esse tipo de desafio”.

Outro dos objetivos do projeto é atrair investidores para o sertão. As biorrefinarias, segundo o professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, gerariam emprego e renda, ao mesmo tempo que protegeriam o ambiente. A cana, usada como exemplo, também teve mais utilidades desenvolvidas ao longo do tempo. Depois da produção de açúcar em si, percebeu-se que era possível fazer cachaça. Em seguida, veio o Pro-álcool, programa de substituição de derivados de petróleo para o etanol brasileiro, a partir da década de 1970.

“Nesse programa, a gente tem a possibilidade de gerar uma indústria e isso pode mudar o planeta. A gente tem, no mundo, muito mais zonas de semiárido do que de floresta. Podemos até dar uma marcha ré na imigração brasileira, porque o Nordeste vai ser uma terra de oportunidade”. Enquanto isso, o cenário atual da produção de sisal não anda muito favorável. De acordo com o presidente da Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb), Jairo Santana, os principais prejudicados na cadeia são os trabalhadores do campo, especialmente os que trabalham como diaristas para colher a agave. Os preços caíram nos últimos meses, dificultando a exportação.

“Estamos vendendo só para o mercado interno. A gente deixou de comprar mais de 50% no campo, porque não está vendendo. Está dando para sobreviver, mas não no porte que o sisal tem e que merece para gerar a renda para o campo e para o produtor”, explica. Segundo ele, a situação está relacionada à guerra da Rússia e da Ucrânia. A China, que era o principal comprador internacional, reduziu os pedidos em até 90%. “São 46 municípios vivendo de sisal aqui na Bahia, então afetou bastante esse setor. A gente está correndo atrás de outras fontes para ver se abre mais portas. Acho que (os países que deixaram de comprar) devem ter um estoque alto, até porque tem outros que também produzem”, acrescenta.

Essa também é a avaliação do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda. “Os preços são muito baixos e há uma dificuldade dos produtores para vender. São problemas muito urgentes de ser resolvidos”. Para Miranda, o sisal tem potencial até para produção se ração animal ou de produção de estofados e painéis de veículos, além das utilizações já conhecidas e do uso relacionado à energia.

“Isso ainda não foi utilizado porque a gente não tem as condições ideais de trabalho e extração dessa fibra devido a essa inviabilidade dos métodos de produção do sisal. Uma vez que tudo isso seja resolvido, o sisal vai se tornar um grande promotor de desenvolvimento para o Nordeste, como já faz hoje”, completa, citando que a agave é fonte de renda para mais de 200 mil pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a planta. * Matéria publicada originalmente no site Correio24horas

Osni Cardoso é cotado para assumir Secretaria de Desenvolvimento Rural

Com a proposta da reforma administrativa de autoria do Executivo encaminhada à Assembleia Legislativa (Alba), a confirmação da ida do governador Rui Costa (PT) para Brasília e a confirmação de indicações de quais pastas serão criadas pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na administração federal, o campo se abre para que, na Bahia, o governador eleito, Jerônimo Rodrigues (PT), indique os nomes dos gestores que farão parte do seu secretariado a partir de janeiro de 2023.

A expectativa é de que os nomems sejam anunciados até o próximo dia 15. O futuro governador já tinha dito, desde que foi eleito, que o que faltava para que os nomes fossem anunciados seria o tamanho da modificação que seria proposta pela reforma administrativa. Jerônimo também sinalizou a vontade de dar uma “renovada” no comando das pastas e que mexeria no primeiro escalão do governo, como, por exemplo, na Secretaria de Segurança Pública.

Ainda que não tenha citado nominalmente quem deve ocupar qual cargo, nas entrelinhas do que já foi dito pelo petista desde que foi eleito e a atuação da sua equipe de transição, há dicas de quem deve estar na equipe de governo do petista.

Entre os especulados, a nomeação de Adolpho Loyola como Chefe de Gabinete, por exemplo, é dada como certa. Ele coordenou a campanha petista e conquistou uma relação de intimidade e confiança com Jerônimo. Na transição, Loyola está sempre presente ao lado do petista.

Outro também que teve uma atuação muito próxima de Jerônimo na campanha e na transição é o ex-prefeito de Camaçari e ex-deputado federal Luiz Caetano. A experiência de Caetano pode voltar a ser usada para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SERIN), que tem as suas atribuições alteradas pela reforma administrativa encaminhado ao Legislativo baiano.

Além disso, nos últimos dias, tem ganhado força nomes de quadros do próprio PT para assumir pastas estratégicas, como a Educação. A ideia do partido seria seguir com um petista no comando dessa secretaria. Um dos cotados, aponta o site Política Livre, é o deputado federal Afonso Florence (PT). Ademais, outra pasta que a sigla pode ocupar é a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com a indicação do deputado estadual Osni Cardoso (PT).

Outra pasta que já teria um nome quase certo é a Secretaria de Segurança Pública. O nome que ganha força entre declarações de interlocutores do governador eleito é o do comandante da Polícia Militar, Paulo Coutinho.

Já entre os partidos da base, os quais foram representados por dirigentes em reunião com o governador e o vice-governador eleito, Geraldo Junior (MDB), no sábado, 10, a expectativa é de que, um por um, o próximo chefe do Executivo estadual chame, nos próximos dias, para poder falar a respeito das possibilidades de quais cargos serão ocupados por indicações das siglas aliadas.

Dirigentes consultados pela reportagem disseram que nada ainda foi definido e que as legendas seguem no aguardo pelas diretrizes do petista.

Casal de rifeiros famosos nas redes sociais é assassinado a tiros em Barra do Jacuípe

O casal de rifeiros Rodrigo da Silva Santos, de 33 anos, e Hynara Santa Rosa da Silva, 39, foi morto a tiros na tarde deste domingo (11), em Barra do Jacuípe, local turístico da orla de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, onde curtiam o fim de semana. Eles receberam tiros no peito e na cabeça. A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. 

A dupla tinha grande projeção nas redes sociais e acumulavam mais de 190 mil seguidores. Mais que a divulgação dos sorteios, as redes sociais de Digony e Naroka, como se apresentavam, respectivamente, eram utilizadas para mostrar o estilo de vida do casal. 

De acordo com a Polícia Militar, o chamado ocorreu por volta das 18h30. A informação registrada foi a da presença de dois corpos, vítimas de disparo de arma de fogo, na localidade Canto do Rio Jacuípe. Agentes da 59ª CIPM, que atua na região, isolaram o local e acionaram o Departamento de Polícia Técnica, que procedeu com a perícia e remoção dos corpos. 

Horas antes do duplo homicídio, Rodrigo fez uma sequência de stories anunciando suas rifas à beira mar e no comando de uma moto aquática. Já Naroka, apareceu chorando e se disse triste ao lembrar momento da sua adolescência. Ela contou ter conversado com uma amiga da época de colégio. O casal deixa dos filhos. 

Os corpos de Rodrigo e de Hynara foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Salvador, onde aguardam a liberação. A Delegacia de Monte Gordo e o DHPP irão investigar o caso. Os dois trabalhavam com rifas e jogos de aposta.

O enterro do casal acontecerá na tarde desta segunda-feira, no cemitério Bosque da Paz, em Salvador. 

Fonte: Correio 24 Horas

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