Apenas nove municípios baianos não registraram nenhuma morte por Covid-19

Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus à Bahia, registrada no dia 6 de março de 2020, apenas nove municípios baianos não registraram a morte de nenhum de seus moradores em decorrência da Covid-19: Antas, Catolândia, Cipó, Cravolândia, Gavião, Ibiassucê, Irajuba, Novo Horizonte e Tanque Novo.

Entre eles, o município de Antas, localizado no território de identidade do Semiárido Nordeste II, é o que registra o maior número de casos confirmados da doença, com 777. Entre esses, 26 continuam ativos. 

Por outro lado, a cidade de Catolândia, na Bacia do Rio Grande, teve apenas 65 casos confirmados nos últimos 12 meses e apenas um deles se encontra com o vírus ativo no corpo.

Na mesma lógica, encontra-se o município de Cravolândia, no Vale do Jiquiriçá, que não possui nenhum caso ativo neste momento.

Petrobras anuncia nova alta nos preços da gasolina e do diesel, a partir desta terça

A Petrobras anunciou que vai aumentar, novamente, os preços da gasolina e do diesel nas refinarias, a partir desta terça-feira (9). 

Com o reajuste, o preço médio de venda da gasolina passa a ser de R$ 2,84 por litro, alta de R$ 0,23 por litro (alta de 9,2%), enquanto o diesel será vendido a média de R$ 2,86 por litro, aumento de R$ 0,15 por litro (alta de 5,5%).

Esta é sexta alta do ano nos preços da gasolina, e a quinta no valor do litro do diesel, só em 2021. Em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84. Já o do diesel saía a R$ 2,02. Desde o início do ano, a gasolina acumula alta de 54% nas refinarias, enquanto o diesel subiu 41,6%.

O reajuste acontece em meio aos trâmites para a substituição do presidente da petroleira, após intervenção do presidente Jair Bolsonaro. Irritado com os sucessivos aumentos, Bolsonaro ordenou a troca de Roberto Castelo Branco pelo general Joaquim Silva e Luna.

Evangélicos se reúnem para orar em frente ao hospital de Serrinha

Com a intenção de levar um momento de fé e solidariedade aos pacientes que fazem tratamento contra o Covid-19 e aos profissionais que estão na linha de frente de combate à doença, evangélicos da Igreja do Evangelho Quadrangular fizeram uma oração em frente ao Hospital Municipal (HM) de Serrinha, na manhã deste domingo (7).

A ação foi liderada pelo apóstolo Eider Fontoura, todos usando máscaras e mantendo o distanciamento mínimo entre as pessoas. De longe, profissionais e acompanhantes de pacientes do HM observaram e oraram junto com os membros da igreja. “Que Deus entre com providência e ajude a população de Serrinha”, disse o apóstolo Eider.

“Minha esposa está internada aguardando transferência. Essa ação com certeza trouxe uma energia muito positiva para a recuperação dos doentes, e aumenta a vontade de todos nós de vencer essa pandemia”, afirmou o funcionário público Glauber Ribeiro Santana.

Ministério da Saúde prevê ‘tempestade perfeita’ com mais de 3 mil mortes diárias em março

Diante do caos visto no Brasil, a cúpula do Ministério da Saúde acredita que o país vai atravessar seu pior momento da pandemia nas duas próximas semanas. Os servidores no entorno do ministro Eduardo Pazuello estimam que ocorra uma explosão de casos e mortes no período, com os óbitos ultrapassando a marca de 3 mil registros por dia.

Segundo informações do Valor, que apurou as previsões, esse diagnóstico vem do que classificam como “tempestade perfeita”: o aumento da taxa de transmissão, com o vírus alastrado em todo o país, a circulação de novas variantes mais contagiosas e com maior carga viral, a iminência de um colapso no sistema de saúde de vários estados, de forma simultânea, e a falta de vacinas.

Na avaliação do ministério, a região Sul é a mais preocupante. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a ocupação de leitos de UTI por vezes passou de 100% durante essa semana. A equipe de Pazuello teme que São Paulo, na região Sudeste, também enfrente um colapso. Se ocorrer, eles dizem que os números dessa “tragédia anunciada” podem subir exponencialmente.

Enquanto isso, o presidente da República segue em posicionamento contrário às restrições defendidas pelos governadores, que têm imposto medidas como toque de recolher nas cidades.

Números seguem crescendo e Teofilândia registra mais 26 casos confirmados de Covid-19

A Prefeitura Municipal de Teofilândia emitiu mais um boletim epidemiológico ontem, quinta-feira, 4 de março. O município registrou mais 26 casos confirmados do novo coronvavírus – Covid-19, distribuídos entre o Centro (04), Povoado de Canto (09), Povoado da Brasa (01), Núcleo Habitacional (Vila) (01), Povoado de Bola Verde (02), Cidade Nova (02), Povoado de Serrote (01), Bairro Patos (01), Povoado da Malhada Grande (01) e Zé Valério (04). Foram liberados 13 relatórios de alta entre o Centro (06), Bairro da Maricota (01), Povoado de Bola Verde (01), Cidade Nova (01), Bairro Patos (01), Fazenda Fortuna (01) e Povoado da Malhada Grande (01).

Entre os casos suspeitos, foram descartados 21 por RT – PCR e Testes rápidos, entretanto, surgiram 14, totalizando assim, 48 pessoas sob suspeita. Quanto aos monitorados, foram descartados 32 por critérios epidemiológicos. Assim, 168 pessoas estão sendo monitoradas pela vigilância epidemiológica.

Até o momento, já foram confirmados 734 casos e 11 óbitos pela doença no município. 652 pessoas já se encontram recuperadas e 70 casos da COVID-19 se encontram ativos. Entre os suspeitos e monitorados, já foram descartadas até o momento, respectivamente, 2.962 pessoas por RT-PCR ou teste rápido e 1.526 pessoas por critérios epidemiológicos.

“Trazemos o alerta acerca do aumento do número de casos em nosso município e também para o cenário epidemiológico em nossa região, que demanda que os cuidados sejam redobrados para evitar a disseminação do coranavírus.

Reforçamos o alerta de que a taxa de ocupação dos leitos do Centro COVID-19 de Teofilândia se encontra elevada e que a taxa de ocupação dos leitos de UTI do estado também se encontram crescentes. É preciso reforçarmos os cuidados para evitarmos o colapso do sistema de saúde.

Lembramos a todos da importância de realizarmos a prevenção da transmissão do coronavírus com o uso de máscara de proteção, de álcool em gel e da prática do distanciamento social, para que juntos, possamos vencer a pandemia”, informou a PMT.

88% das mortes por Covid-19 acontecem em países com altos índices de obesidade

Um relatório lançado nesta quinta-feira (4), Dia Mundial da Obesidade, mostra que 2,2 milhões das mortes por Covid-19 em todo o mundo, de um total de 2,5 milhões, aconteceram em países com altos índices de obesidade.

O levantamento também revela que a taxa de mortalidade é multiplicada por dez em países em que mais de 50% da população está acima do peso. Nenhum país com baixo índice de sobrepeso (até 40%) tem alto índice de mortalidade -ou seja, maior que 10 a cada 100 mil pessoas.

O Brasil, com 93 mortes por 100 mil pessoas, tem 56,5% da população com sobrepeso e 22,1% com obesidade. EUA, México e Itália, por exemplo, têm índices semelhantes.

“A taxa de obesidade no Brasil não está alta somente agora, mas tende a aumentar. Projetamos que em 2025 mais de 25% dos homens vão ter obesidade, assim como 32% das mulheres. Precisamos agir imediatamente para tentar prevenir que crianças comecem a desenvolver a doença e tratar os adultos que já têm obesidade no momento”, diz Olívia Cavalcanti, diretora científica e de programas da Federação Mundial de Obesidade, entidade que elaborou o relatório.

Para ela, é surpreendente que o Brasil tenha, mesmo com uma pequena parcela da população acima de 65 anos (9,6%), tantas mortes por Covid-19. O índice é próximo da marca do Reino Unido, com 111 mortes por 100 mil habitantes, e que tem quase o dobro de idosos, 18,7%. As taxas de mortalidade foram obtidas a partir de dados da Universidade Johns Hopkins e as de sobrepeso e obesidade são da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Países considerados bem-sucedidos no combate à pandemia e proporcionalmente com poucos casos graves, como Japão (27,2%), Coreia do Sul (30%), Vietnã (18%) e Singapura (32%) teriam se beneficiado do baixo índice de sobrepeso (valor entre parênteses), além de medidas como rastreamento de contatos e distanciamento social.

“A gente já sabia que existia uma associação entre obesidade e risco de doença grave e morte, mas não estava claro que existia essa espécie de ponto de corte, a partir do qual esse risco aumenta tanto”, afirma a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente do departamento de obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

No Brasil, segundo o relatório, apesar de a elevada taxa de mortalidade por Covid-19 ser associada a falhas no controle sanitário e ao atraso da resposta do governo federal, a obesidade também pode estar desempenhando um papel importante.

A dieta do brasileiro, que piorou na pandemia, com a maior participação dos chamados alimentos ultraprocessados e de outros excessivamente calóricos e o baixo índice de atividade física regular, de apenas 15%, agrava esse quadro.

Mesmo que o principal fator de risco para casos graves e mortes por Covid-19 seja a idade avançada, as doenças crônicas também devem ser levadas em consideração nos planos nacionais de saúde, e inclusive nos de imunização, afirma Melo.

No Brasil, apenas os obesos com IMC (índice de massa corpórea, calculado com o peso dividido pelo quadrado da altura, expresso em kg/m²) acima de 40 estão entre aqueles a serem vacinados, junto com os que têm outras doenças crônicas. Melo argumenta que esse valor-limite idealmente deveria ser de 30, como adotado nos estados americanos de Nova York e do Texas.

“Mas isso acarretaria um número muito maior de vacinas, para imunizar cerca de 30 milhões de brasileiros”, pondera Melo. “Numa hora dessas não há uma receita de bolo perfeita. O plano tem que ser aquele que é mais viável.” Ela também alerta que pacientes obesos com Covid-19 em sua maior parte são jovens.

A explicação fisiológica para a ligação entre Covid-19 e obesidade está na inflamação. Por estar permanentemente em um estado inflamatório, o organismo da pessoa obesa tem seu funcionamento alterado. O sistema imunológico passa a despriorizar algumas linhas de defesa como a ativação das células NK, importantes no combate a infecções virais, explica Melo. Isso abre caminho para a doença se agravar.

Para quem já está com obesidade, algumas dicas da endocrinologista: “É importante olhar o que se tem na dispensa e deixar ali apenas alimentos que vão ajudar a manter a saúde. Aqueles que dão mais prazer, deixar para o final de semana ou para um dia de festa. Idealmente é melhor nem tê-los em casa. Também é importante planejar as refeições. Com todo esse estresse, é difícil racionalizar para escolher os alimentos mais saudáveis. E tem que fazer atividade física, mesmo entre quatro paredes. Aí vale usar a tecnologia a seu favor.”

Entre as frentes para se trabalhar no âmbito das políticas públicas, segundo a Federação Mundial de Obesidade, além da ampliação do acesso a tratamentos para a doença, está o investimento em ações para estimular o uso de transporte ativo (como bicicletas), a redução da pobreza, a disseminação de informação de qualidade e o consumo de alimentos saudáveis.

Claro, isso requer de dinheiro, mas vale a pena investir: segundo cálculo do FMI (Fundo Monetário Internacional), a pandemia pode causar uma perda de US$ 22 trilhões (R$ 124 trilhões) na economia global, por conta das mortes e do prejuízo nas atividades até 2025. Mais de um quarto desse total (US$ 6 trilhões) estaria ligado às condições pré-existentes, como sedentarismo e obesidade.

Ou seja, o custo de não fazer nada é alto.

Liderado pela Bahia, Nordeste acerta compra de 25 milhões de doses da Sputnik V

Os nove estados do Nordeste, liderados pela Bahia, acertaram os termos de compra de 25 milhões de doses da vacina russa Sputnik V. Resta apenas assinar o contrato com o Fundo Soberano Russo, que desenvolveu e distribui o produto. As informações são da Folha de S.Paulo.

As doses seriam importadas da Rússia, mas é importante lembrar que a vacina ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governador Rui Costa tem atacado a postura do órgão, o qual acusa de “insensibilidade” diante do agravamento da crise sanitária.

“Fico indignado com a falta de sensibilidade da Anvisa e do Governo Federal. Hoje tenho 300 pessoas aguardando regulação para leitos de UTI. Nos últimos 15 dias abrimos 300 leitos e estes foram ocupados em sua integralidade. Estou com pessoas pedindo desesperadamente um leito de UTI, enquanto isso, temos que lidar com a absoluta insensibilidade de um presidente da República fazendo gracinha e enviando mensagens para sua tropa de choque atacar governadores e prefeitos”, desabafou nessa terça o governador baiano, durante reunião virtual com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e outros governadores. Rui pediu ajuda dos parlamentares para agilizar o trâmite da liberação de compras das vacinas pelos estados.

Nesta quarta, em entrevista a canais de TV locais, o governador voltou a criticar a Anvisa e o governo federal pela postura diante da falta de celeridade na aprovação.

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Em 13° dia de toque de recolher, polícia não registra nenhuma autuação no estado

Entre as 22h desta terça-feira (2) e 5h desta quarta não houve flagrantes de desrespeito ao toque de recolher na Bahia. Este foi o 13° dia de vigência da medida de restrição. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, desde o dia 19 de fevereiro, a polícia conduziu e autuou 139 pessoas por desobediência ao decreto estadual.

Os infratores foram autuados nos artigos 268 (infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa), 330 (desobedecer à ordem legal de funcionário público) e 132 (expor a vida ou a saúde de outrem a perigo). O cumprimento da medida é feito por equipes das polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros, com apoio de agentes municipais, nas cidades do estado.

Nova remessa de vacinas contra a Covid-19 chega à Bahia na madrugada desta quarta

A Bahia recebeu mais 165.600 doses de vacinas contra o coronavírus na madrugada desta quarta-feira (3). O lote se refere a unidades da Coronavac, vacina chinesa produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

É a sexta remessa de vacinas que a Bahia recebe. Com essa carga, o estado chega ao total 1.111.200 doses recebidas, entre Coronavac e a vacina da Universidade de Oxford, desenvolvida pela Fiocruz.

Após o recebimento e a organização das doses por parte da equipe da coordenação de imunização do estado, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar já começou a fazer a distribuição das vacinas para as centrais regionais no interior do estado, de onde serão encaminhadas para os municípios. Essa entrega vai possibilitar a continuidade da primeira fase do plano de vacinação, que inclui idosos e trabalhadores de saúde.

Até as 15h dessa terça-feira (2), 470.783 pessoas receberam a primeira dose da vacina e 124.470, a segunda.

Governo federal estuda retomar programa de redução de salários e jornada

Com a retomada da atividade econômica prejudicada por causa do agravamento da pandemia, o governo federal já fala em reeditar o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que permitiu às empresas suspenderem os contratos de trabalho de seus funcionários ou reduzir, de forma proporcional, as jornadas de trabalho e os salários. 

Segundo o jornal Valor Econômico, ainda não há decisão, no entanto, sobre como viabilizar a complementação salarial que foi paga pelo governo no ano passado. No ano passado, esse programa permitiu preservar 11 milhões de empregos, segundo cálculos do governo.

Gastos com a prorrogação do programa não estão previstos na proposta em análise no Congresso Nacional. Outra possibilidade em discussão no Ministério da Economia é a adoção do lay-off, medida que consiste na suspensão do contrato de trabalho. Nesse caso, o empregado recebe renda paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ainda segundo a publicação, com o retorno dos lockdowns nos estados e a lentidão na aplicação da vacina, o que antes era expectativa de retomada da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, virou ceticismo no Ministério da Economia. No gabinete do ministro da Economia, Paulo Guedes, já se coloca em dúvida o desempenho da economia no segundo trimestre.

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