Maioria da bancada baiana votou a favor da urgência da mineração em terras indígenas

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), por 279 a favor, 180 contrários e três abstenções, um requerimento de urgência para o Projeto de Lei (PL) 191/2020, que autoriza a mineração em terras indígenas. A maioria da bancada baiana votou a favor do requerimento. Foram 22 votos a favor da urgência e 17 contra. A proposta será analisada por um grupo de trabalho e só será incluída na pauta em abril.

O texto foi bastante criticado pelo oposição, ambientalistas e especialistas em direitos humanos por permitir a degradação de áreas preservadas, seja por desrespeitar as áreas reservadas às terras indígenas.

Já os parlamentares que compõem a base do governo Jair Bolsonaro, indicam que o projeto interessa à segurança energética do país, que precisa de fertilizantes cuja importação está comprometida após a Guerra da Rússia – por mais que a maior parte das reservas de insumos não venha de terras indígenas.

Confira como votou cada deputado federal da Bahia:

  • Abílio Santana (PL-BA) – sim
  • Adolfo Viana (PSDB-BA) – sim
  • Afonso Florence (PT-BA) – não
  • Alex Santana (PDT-BA) -sim
  • Alice Portugal (PCdoB-BA) – não
  • Antonio Brito (PSD-BA) -sim
  • Arthur O. Maia (União-BA) -sim
  • Bacelar (Podemos-BA) -não
  • Cacá Leão (PP-BA) -sim
  • Charles Fernandes (PSD-BA) -não
  • Claudio Cajado (PP-BA) -sim
  • Daniel Almeida (PCdoB-BA) -não
  • Elmar Nascimento (União-BA) -sim
  • Félix Mendonça Jr (PDT-BA) -não
  • Igor Kannário (União-BA) -sim
  • João C. Bacelar (PL-BA) -sim
  • Jorge Solla (PT-BA) -não
  • José Nunes (PSD-BA) -sim
  • José Rocha (PL-BA) -sim
  • Joseildo Ramos (PT-BA) -não
  • Leur Lomanto Jr. (União-BA) -sim
  • Lídice da Mata (PSB-BA) -não
  • Marcelo Nilo (PSB-BA) -não
  • Márcio Marinho (Republican-BA) -sim
  • Márionegromonte Jr (PP-BA) -sim
  • Otto Alencar (PSD-BA) -não
  • Pastor Isidório (Avante-BA) -não
  • Paulo Azi (União-BA) -sim
  • Paulo Magalhães (PSD-BA) -sim
  • Professora Dayane (União-BA) -sim
  • Raimundo Costa (PL-BA) -não
  • Ronaldo Carletto (PP-BA) -sim
  • Sérgio Brito (PSD-BA) -sim
  • Tia Eron (Republican-BA) -sim
  • Tito (Avante-BA) -sim
  • Uldurico Junior (PROS-BA) -não
  • Valmir Assunção (PT-BA) -não
  • Waldenor Pereira (PT-BA) – não
  • Zé Neto (PT-BA) – não

Conceição do Coité: Homem é flagrado em borracharia com droga, munição e dinheiro

Uma equipe do Setor de Investigação (SI) da Delegacia Territorial (DT) de Conceição do Coité prendeu, na terça-feira (8), um homem com uma porção de cocaína, uma munição calibre 765 e a quantia de R$ 142, proveniente da venda de drogas.

O flagrante ocorreu em uma borracharia, no povoado de Santa Rosa, após denúncia encaminhada à unidade policial. Em seguida, a equipe conduziu o suspeito à sua residência, onde apreendeu mais nove porções de cocaína e 12 de maconha, já embaladas para a venda.

O homem foi autuado por tráfico de drogas e está à disposição do Poder Judiciário, aguardando pela audiência de custódia. O material apreendido seguiu para a perícia, no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Preço do diesel aumenta 23,4% na Bahia

O preço do óleo diesel teve um aumento de 23,4% na Bahia, de acordo com a Acelen, empresa que opera a Refinaria Mataripe, na Bahia. Em Salvador, o litro do combustível é encontrado em uma média por R$ 7,29, cerca de R$ 0,50 mais barato que a gasolina.

O aumento representa impacto significativo, principalmente, no orçamento de caminhoneiros e outros transportadores. Além disso, gera alta no índice de inflação por causa da perda do valor de compra e aumento no preço da energia elétrica.

O economista Cézar Almeida destaca que a alta no valor tem um efeito cascata, porque também cresce os preços de bens de consumo, como comida e roupas, além do repasse no valor do frete.“O diesel tem um grande impacto na nossa economia porque, no Brasil, a maior parte do nosso transporte é feito de forma rodoviária, e os caminhões são abastecidos com óleo diesel. Isso gera um impacto direto no preço do frete, que gera um impacto direto nos preços da cadeia de produção como um todo, diretamente no consumidor, nos alimentos, nos eletrônicos, compras pela internet e por aí vai”, avaliou.

“Também tem o que a gente chama de efeito em cascata, porque a própria indústria, para comprar insumos, vai comprar de empresas, e a maior parte será transportado de forma rodoviária, então, o preço dos custos é pressionado, o que gera um aumento do preço final para o consumidor”, complementou.Os preços do combustível na Bahia passaram a subir suscetivamente desde que a Refinaria Landulpho Alves foi privatizada e o grupo árabe Mubadala Capital assumiu a gestão, rebatizando a refinaria para Mataripe.

Só neste ano, a Acelen reajustou os valores de combustíveis na Bahia cinco vezes.Em janeiro, foram três aumentos nos dias 1º, 15 e 22. Já em fevereiro, um novo aumento começou a ser praticado no dia 5. Novamente no dia 5, mas no mês de março, a operadora aumentou o valor dos combustíveis no estado baiano.

MP aciona Adab para reforçar fiscalização do abate de jumentos na Bahia

O Ministério Público do Estado (MP-BA) acionou a Justiça para garantir uma maior fiscalização do abate de jumentos. A ação foi movida nesta terça-feira (8) pelo promotor Julimar Barreto Ferreira contra a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab).  A demanda também foi endereçada contra a empresa Nordeste Pecuária, situada em Amargosa, no Recôncavo baiano.

Neste caso, o MP-BA cobra que a companhia suspenda o abate de jumentos até que a Adab regule a exigência do exame de Mormo e de anemia infecciosa equina. O promotor ainda pediu que a Adab crie um protocolo para garantir a efetiva criação de uma cadeia produtiva destes animais no estado. O objetivo é evitar a extinção da espécie, fazendo com que o crescimento do rebanho seja superior ou no mínimo igual ao destinado para o abate.  

O promotor informou que o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/BA) apontou que no frigorífico de Amargosa foram abatidos 28.199 jumentos de janeiro a novembro de 2021. “Uma quantidade alarmante se comparada à quantidade total de animais vivos no Estado da Bahia que é de aproximadamente 400 mil”, disse o promotor de Justiça.

O produto do abate vai quase todo para o mercado chinês e é destinado à fabricação de um produto típico da indústria cosmética e farmacêutica chinesa chamado de ‘ejiao’, substância feita com o colágeno presente no couro dos jumentos. 

Dados de violência contra mulher são subnotificados, alerta titular da SPM

Os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados em 2021 apontaram o registro de 113 crimes de feminicídio na Bahia. À época, o número significava um crescimento de 11,8% em comparação ao registrado no ano anterior na Bahia. 

Apesar dos dados serem alarmantes, a secretária estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), Julieta Palmeira, reitera as subnotificações ocasionadas pela pandemia da Covid-19 e alerta para a necessidade da adoção de mais políticas públicas em defesa das mulheres. “Entre 2020 e 2021 os registros policiais diminuíram, mas temos que considerar a subnotificação gerada pela pandemia. Muitas não conseguiam chegar à delegacia, por exemplo. Os números já são alarmantes, mas são subnotificados”, disse. 

Para a secretária, cada morte representa uma falha efetiva na proteção das mulheres, não só a nível estadual, como também federal e municipal. “A Bahia não é exceção dentro desse quadro. É uma falha na proteção mais efetiva dessas mulheres, por isso a necessidade de mais políticas públicas”, pontuou. 

Ela destacou iniciativas do governo do estado como o WhatsApp ‘Respeita as Mina’, que possibilita contato direto da mulher agredida com agentes treinados pela pasta e em parceria com a SSP possibilitando apoio imediato em caso de agressão. Para Palmeira, além das políticas e legislações já conhecidas, como a lei Maria da Penha e a lei do feminicídio, por exemplo, é preciso investir em educação.  

“Além de enrijecer a legislação, precisamos buscar a raiz do problema que está, dentre outras coisas, na desigualdade social e na cultura da dominação que chamamos de patriarcal dentro da sociedade. São relações de desigualdade de gênero entre o feminino e o masculino e tudo que acontece entre um e outro porque não é uma relação binária somente. Tem toda uma diversidade nesse processo. Não podemos ver o mundo somente de forma binária, então a violência está presente. O que fazer? Abordar o que gera essa cultura, que é uma sociedade sentada em relações de desigualdade social, étnica, e do racismo estrutural e etc.”, ponderou. 

Corrobora com a secretária a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) Keila Simpson no que diz respeito à necessidade de assegurar acesso às políticas públicas para além de uma realidade binária. “As [políticas] que existem não conseguem fazer jus a essa população. Sempre uma dificuldade. Por exemplo, a Maria da Penha, quando uma trans sofre um processo de violência e vai acionar essa legislação para denunciar a agressão, quase nunca ela é respeitada ou considerada. Mesmo as leis que já existem precisam se tornar efetivas para essa população que ainda tem grande dificuldade de acesso”, ponderou. 

Ainda de acordo com Simpson, é preciso investir na educação da população para que mulheres trans e travestis sejam respeitadas como indivíduos. “O próprio atuar no dia oito de março enquanto travesti ou mulher transexual ainda é um desafio, porque tem muita gente que não compreende essas pessoas dentro deste gênero feminino que a gente reivindica. Nada supera a educação. É preciso educar a sociedade para que reconheça o direito do outro sem interferir no seu direito”, defendeu. 

Mundo atinge marca de 6 milhões de mortes por Covid-19

O mundo atingiu nesta segunda-feira (7) a marca de 6 milhões de mortes confirmadas pela Covid-19, doença que continua a fazer vítimas mais de dois anos após o primeiro caso ser registrado em Wuhan, na China. A contagem é da Universidade Johns Hopkins. O marco anterior, de 5 milhões, foi alcançado em 1º de novembro de 2021.
 

Já o número de casos de coronavírus registrados desde o início da pandemia ultrapassa 446 milhões. Devido à subnotificação de infecções e óbitos, o número real de vítimas da doença pode ser ainda maior. Uma análise feita por uma equipe da revista The Economist no final do ano passado estima que a cifra mais próxima da realidade esteja entre 14,1 milhões e 23,8 milhões.
 

O Brasil é o segundo país com mais mortes por coronavírus –são mais de 652 mil óbitos, segundo a Johns Hopkins. Neste domingo (6), o país registrou 219 mortes por Covid e 15.810 casos. Além disso, 80,55% da população recebeu ao menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus, e 72,5% completou o primeiro ciclo vacinal. Os que receberam a dose de reforço somam 30,76%.
 

Os Estados Unidos continuam na liderança do ranking dos países com o maior número de mortes. Ao todo, o país registrou mais de 958 mil óbitos.
 

Depois do Brasil, na terceira posição, ocupam a lista das dez nações com mais mortes causadas pela Covid-19, em números absolutos: Índia (515,1 mil), Rússia (349,2 mil), México (319,9 mil), Peru (210,9 mil), Reino Unido (162,1 mil), Itália (155,9 mil), Indonésia (150,2 mil) e França (139 mil).
 

O avanço da vacinação contra a Covid freou a mortandade pela doença no mundo nos últimos meses, mas a variante ômicron, aliada à distribuição desigual de imunizantes e à atuação de movimentos antivacina têm prejudicado os esforços para combater a pandemia em diversos países.
 

Segundo a plataforma Our World in Data, mais de 10,8 bilhões de doses foram aplicadas em todo o mundo. 63,27% da população mundial já recebeu ao menos uma injeção, enquanto os que completaram o primeiro ciclo vacinal são 56,05% e os que receberam a dose de reforço são pouco mais de 18%.

Foragido da Justiça morre em confronto com a PM após ameaçar familiares em Teofilândia

Um homem morreu após um confronto com policiais militares na zona rural de Teofilândia, na região do Sisal. A troca de tiros ocorreu por volta das 6h desta sexta-feira (4), no povoado Gato, a cerca de 10 quilômetros da sede do município.

Segundo informações colhidas pelo PCS – Portal Cleriston Silva, uma equipe do 16º Batalhão de Serrinha foi acionada para averiguar denúncias sobre a presença de um indivíduo que ameaçava matar familiares.

Na chegada dos agentes ao ponto indicado, o suspeito reagiu à intervenção e houve um tiroteio. Após os disparos, o homem identificado como Henrique Matos da Silva, de 21 anos, foi encontrado baleado e levado ao Hospital Municipal Waldemar Ferreira de Araújo, mas não resistiu aos ferimentos.

O PCS apurou ainda que o homem era suspeito de três tentativas de homicídio e tinha um mandado de prisão em aberto. * Com a colaboração do repórter Reny Maia

Suspeito de tráfico de drogas morre após troca de tiros com a CIPE/Nordeste em Araci

Um homem suspeito de traficar drogas na localidade conhecida como Barragem do Maracujá, em Araci, morreu após trocar tiros com a Polícia Militar nesta quarta-feira (2).

Denúncias feitas ao canal Disque Denúncia sobre o tráfico de entorpecentes levaram policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Nordeste) ao local.

Durante um patrulhamento, os agentes avistaram o homem armado. Em uma tentativa de abordagem, ele atirou contra a PM e houve confronto. Ao final da troca de tiros, o suspeito foi encontrado caído no chão com uma pistola calibre 6.35 e um revólver calibre 38.

No local, também foram apreendidas duas espingardas de fabricação artesanal, um carregador, oito munições, 40 trouxinhas de cocaína, uma porção maior da mesma droga, quatro celulares e dinheiro.

O baleado chegou a ser levado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada na delegacia de Araci.

Polícia Federal abre inquérito contra Bolsonaro por associação de vacina à AIDS

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar as declarações falsas do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre uma relação entre a vacina contra a Covid-19 e infecções pelo HIV (relembre aqui).

Segundo a coluna de Fausto Macedo no Estadão, em ofício endereçado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a PF determinou a abertura da apuração e solicitou o o compartilhamento de uma apuração feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso.

Outro ponto do pedido, protocolado pela delegada Lorena Lima Nascimento, da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, a polícia pede também o acesso aos autos da investigação em que a PF atribuiu a Bolsonaro violação de sigilo funcional após o compartilhamento de inquérito sigiloso sobre ataque hacker aos sistemas internos do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições 2018. A Procuradoria-Geral da República defende o arquivamento da apuração. 

Em dezembro, Moraes proferiu duas decisões sobre o caso, a primeira determinando a abertura da investigação sobre as falas de Jair Bolsonaro. Depois, determinou o trancamento de uma notícia de fato que tramitava na PGR sobre o caso, para a regularização do procedimento, com o devido “controle judicial” pela corte.

Assembleia-Geral da ONU aprova resolução contra a Rússia; Brasil vota a favor

A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução condenando a invasão da Ucrânia pela Rússia, por 141 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções.

A resolução foi proposta conjuntamente por 95 dos 193 países do colegiado. O Brasil não se juntou ao grupo dos proponentes, mas votou a favor da proposta.

O documento condena a invasão da Ucrânia pela Rússia, reafirma que nenhuma aquisição de território por ameaça ou uso da força deve ser reconhecida como legal e expressa grave preocupação com os relatos de ataques a civis.

A resolução também reafirma a independência da Ucrânia e sua integridade territorial, deplora nos termos mais fortes a agressão da Rússia contra o país vizinho e demanda que Moscou retire suas forças da Ucrânia imediatamente. E deplora o envolvimento de Belarus no conflito.

A Assembleia-Geral, no entanto, não pode aplicar medidas, como sanções ou envio de missões de paz. Só o Conselho de Segurança tem autoridade para tal. Essa instância das Nações Unidas é formada por 15 países, cinco dos quais com assentos permanentes e com poder de veto e outros dez em vagas rotativas —o Brasil atualmente ocupa uma posição temporária. Como a Rússia é membro fixo do órgão, pode barrar medidas contra si mesma.

Assim, a resolução tem como principal função deixar claro como os demais países veem as ações da Rússia e mostrar seu isolamento internacional, bem maior do que em casos anteriores.

Em 2014, a Assembleia-Geral também aprovou uma resolução condenando a anexação da Crimeia, até então parte da Ucrânia, pela Rússia. Naquele ano, 100 países apoiaram a medida, 11 foram contra e 58 se abstiveram.

A resolução atual foi aprovada em uma reunião emergencial da Assembleia-Geral, a 11ª convocada desde a criação da ONU, em 1945. O encontro começou na segunda (28) e teve discursos de mais de 120 representantes.

Em um último apelo antes da votação, Sergei Kislitsia, representante da Ucrânia na ONU, voltou a comparar as ações da Rússia com as da Alemanha nazista. “Eles [soldados russos] vieram resolver o que chamam de ‘problema ucraniano’. Há mais de 80 anos, outro ditador tentou resolver de forma final o ‘problema’ de outro povo. Ele falou quando o mundo respondeu de forma unida”, disse Kislitsia.
 
Ao pedir voto contra a resolução, o representante russo disse que a maioria dos países sofrem pressão de potências do Ocidente para se posicionar contra a Rússia, e voltou a acusar o governo ucraniano de usar civis como escudo e de perseguir a própria população.
 
“Votar contra a resolução é votar por uma Ucrânia livre do radicalismo e do neonazismo”, disse o embaixador russo Vasili Nebenzia.
 
Em discurso na segunda (28), o representante do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, condenou a invasão e criticou o envio de mais armas para a Ucrânia. “Nos últimos anos, temos visto uma deterioração progressiva da situação de segurança e do balanço de poder na Europa Oriental. O enfraquecimento dos Acordos de Minsk por todas as partes e o descrédito das preocupações com a segurança vocalizadas pela Rússia prepararam o terreno para a crise que estamos vendo. Deixe-me ser claro, no entanto: esta situação não justifica o uso da força contra o território de um Estado membro.”
 
“Convocamos os atores envolvidos para reavaliarem suas decisões em relação ao suprimento de armas, ao uso de ataques digitais e à aplicação de sanções seletivas, incluindo na importante área de segurança alimentar. Precisamos de soluções construtivas, não de ações que vão prolongar hostilidades e espalhar o conflito, com efeitos na economia e na segurança mundial”, afirmou.
 
Na ocasião, Costa Filho pediu que os órgãos das Nações Unidas trabalhem conjuntamente em busca de soluções, pois a crise pode ter impacto muito mais amplo se não for contida. “Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode colocar toda a humanidade em risco. Mas ainda temos tempo para parar isso.”

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