Bahia é 2º estado com mais mortes em operações policiais, feminicídios e chacinas

A Bahia é o segundo estado que mais registrou mortes em operações policiais, feminicídios (homicídios de mulheres cometidos em razão do gênero), violência contra a mulher e chacinas. É o que revela a pesquisa “Racismo, Motor da Violência”, da Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), divulgada nesta terça-feira, 14, e realizada entre junho de 2019 e maio deste ano. O projeto é feito por pesquisadores dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, e analisa como o racismo é visto em relação aos trabalhos de segurança pública. Os dados foram reunidos por meio do acompanhamento diário de jornais, sites, portais noticiosos, perfis de redes sociais e grupos de WhatsApp pelos pesquisadores da Rede, com base em uma única metodologia de classificação. Entre muitas outras descobertas, o relatório demonstra a ausência de registros sobre racismo e injúria racial (50 ocorrências), em contraste com a abundância de notícias sobre ações policiais (mais de 7 mil casos). O documento também aponta como a predominância de negros e negras entre as vítimas de violência está ausente do debate público. Pretos e pardos são a maioria dos mortos pela polícia, mas em 7.062 notícias sobre ações policiais analisadas houve apenas uma menção à palavra negro e equivalentes. A publicação traz dados sobre ações de policiamento, violência contra a mulher, violência letal e sistema penitenciário e socioeducativo. De acordo com os dados da pesquisa, entre os cinco estados analisados pela Rede, a Bahia, com 260 mortes em operações policiais, ocupa o segundo lugar no ranking, atrás apenas do Rio de Janeiro, que registrou 483 no período.

Operações policiais

O balanço de um ano de casos confirmou a letalidade das polícias no Brasil: as operações e patrulhamentos monitorados pelos cinco Observatórios durante um ano resultaram em 984 mortos e 712 feridos. Ou seja, uma em cada sete operações monitoradas registrou ao menos uma morte. O Rio de Janeiro é o estado que teve mais ações policiais: foram 2.772, no período, seguido por São Paulo (2.210), Bahia (1.105), Ceará (707) e Pernambuco (358). O Rio também registrou o maior número de vítimas nestas ações monitoradas: ao todo, foram 981 pessoas. O total inclui 483 mortos (inclusive 19 crianças) e 479 feridos. São Paulo teve 362 vítimas (249 fatais) e a Bahia, 332 (260 fatais).

Feminicídios e Violência Contra a Mulher

Ao todo, foram computados 1.408 casos desta natureza nos cinco estados monitorados. Juntos, feminicídios (454) e tentativas de feminicídio (516) correspondem a 68,8% deste total. São Paulo foi o estado com mais casos de feminicídios (175), seguido de Pernambuco (90) e Bahia (75). Em um ano de monitoramento, nos cinco estados, foram registradas 101 chacinas, eventos em que três ou mais pessoas são mortas na mesma ocasião. As três cidades com mais registros deste tipo de violência são: Rio de Janeiro (23), Salvador (17) e Fortaleza (7). “Para nós, a política adotada pelas polícias, de um modo geral, é a de confronto, de repressão. Então, isso tem provocado mortes nas comunidades e entre os próprios profsisionais de segurança pública. A maioria das vítimas é negra, de bairros de maioria negra. A gente comprrende que a conduta da punição e do castigo está diretamente ligada ao processo de escrsvização do Brasil, que desumanizou pessoas”, afirma o coordenador da Iniciativa Negra por Uma Nova Política Sobre Drogas, Dudu Ribeiro, que coordena o estudo na Bahia. Segundo ele, a metodologia da pesquisa “visa não substituir os dados oficiais, mas qualificar as análises”.FacebookWhatsApp

Mais de 8 mil juízes receberam mais de R$ 100 mil mensais ao menos uma vez desde 2017

O Judiciário brasileiro pagou remuneração mensal acima de R$ 100 mil a 8.226 juízes ao menos uma vez entre setembro de 2017 e abril deste ano. O teto constitucional do setor público é de R$ 39,3 mil por mês.

No mesmo período, foram feitos ao todo 13.595 pagamentos além dos R$ 100 mil. Isso porque houve casos de magistrados que receberam o montante em mais de uma ocasião. Vencimentos acima de R$ 200 mil foram pagos 565 vezes a 507 juízes.

Os números são resultado de levantamento feito nas folhas de pagamento do Judiciário. Foram recolhidos dados dos 27 Tribunais de Justiça estaduais, 5 Tribunais Regionais Federais, 24 cortes trabalhistas, 3 tribunais militares estaduais e dos tribunais superiores. Com juízes cedidos da advocacia e de outros tribunais, a Justiça Eleitoral não foi incluída nos cálculos.

Desde 2017, os tribunais são obrigados a encaminhar as folhas para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que disponibiliza os dados ao público. O STF (Supremo Tribunal Federal) é a única corte que não é submetida ao conselho.

O levantamento abrange juízes na ativa e aposentados, uma vez que as tabelas não diferenciam os servidores.

As planilhas mostram ainda que mais da metade dos salários pagos aos 26.177 juízes em serviço e aposentados nos últimos dois anos e oito meses superaram o teto constitucional.

Das remunerações mensais do período, 374 mil delas foram superiores ao máximo previsto na Constituição –o equivalente a 55,7% do total.

Os dados também indicam que 95,79% magistrados já receberam ao menos um salário acima do máximo permitido.

“Os juízes devem ser remunerados de acordo com a legislação e com suas atribuições, considerando todas as especificidades e limitações que o cargo impõe”, afirma Renata Gil, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Os supersalários têm uma explicação. Apesar de a Constituição prever um salário máximo, a concessão de auxílios, verbas indenizatórias e vantagens eventuais, como 13º salário e acúmulo de funções, elevam a remuneração de juízes.

Em alguns casos, os benefícios são criados pelo próprio tribunal ou por Assembleias Legislativas. Os supersalários estão mais concentrados na Justiça Estadual, porque, muitas vezes, auxílios são criados por negociações políticas entre os três Poderes locais.

Questionada sobre alta remuneração, Gil, que preside uma entidade que representa 16 mil magistrados em atividade, defende a importância da categoria para a democracia.

“Valorizar a magistratura é fundamental para que ela possa cumprir suas funções com independência e autonomia e atuar fortalecida em defesa do Estado de Direito nos momentos críticos, com transparência e eficiência”, afirma.

Aos juízes, a depender do tribunal, são garantidos benefícios como diárias, auxílio-escolar, auxílio-saúde, auxílio-moradia, auxílio-livro e benefício para quem atua em local diverso da comarca original, entre outros.

Existem, ainda, casos de magistrados que recebem remuneração muito acima do teto mesmo sem ter acesso aos chamados penduricalhos.

Isso porque, não é raro, quando ocupam um cargo de direção, como presidência de tribunal, de vara ou de comarca, os magistrados não tirarem férias por dois anos.

Após o período, ao deixar a função, recebem o valor em dinheiro. Isso explicaria, segundo Eduardo André Brandão, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais), o pagamento de remuneração superior ao teto.

“Na Justiça Federal, todas as verbas são remuneratórias e estão limitadas ao teto do STF”, afirma.

Os salários no Judiciário seguem um escalonamento. O salário de um ministro de tribunais superiores (STJ, TST e STM) é proporcional a 95% do que ganham ministros do Supremo, enquanto o vencimento de desembargadores dos TJs é o equivalente a 90,25%.

O vencimento de um juiz federal equivale a 80% do teto e, quando o magistrado é titular de uma vara, a remuneração chega a 85%. Desembargador federal recebe 90% do teto.

De acordo com Brandão, após a extinção do auxílio-moradia, os cerca de 2.000 juízes federais em atividade não recebem mais nenhum tipo de verba indenizatória ou o chamado penduricalho, do qual não incide a cobrança de imposto.

O benefício de R$ 4,3 mil para bancar custos com moradia foi estendido a toda magistratura em setembro de 2014 por decisão do ministro Luiz Fux, do STF. O magistrado alegou que integrantes do Ministério Público recebiam a verba e, pelo princípio da isonomia entre as carreiras, juízes também deveriam receber.

Mais de quatro anos depois, em novembro de 2018, porém, Fux revogou a própria decisão. O ministro só retirou o benefício da categoria após extensa negociação para o então presidente Michel Temer, sancionar reajuste de 16,3% dos salários do STF, que são usados como parâmetro para o teto constitucional.

Assim, apesar da perda dos R$ 4,3 mil, o salário máximo do serviço público, que muitos magistrados atingem, saltou de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil.

“Quando o máximo é extrapolado, diz respeito ao recebimento de 13º, férias, mas isso está na lei e vale para qualquer brasileiro, não é um penduricalho”, diz Brandão.

Ex-prefeito Adriano Araújo afirma ser pré-candidato

O ex-prefeito Adriano Araújo (PT) afirmou ser pré-candidato a prefeito de Teofilândia novamente. O anúncio foi feito através de uma live no perfil de Adriano no Facebook, na noite do último domingo, 12 de julho. Sobre o vice, Adriano disse estar “dialogando com outras forças, com outros nomes da política do município, pra mais à frente, a gente ter uma definição. Enquanto isso não se define, nós vamos falando aqui das nossas propostas como pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores”, informou.


Alexi Portela anuncia apoio a ‘MP do Futebol’ e diz que clubes do Nordeste estão unidos

A Medida Provisória 984, conhecida como “a MP do Futebol”, editada pelo presidente Jair Bolsonaro, causou rebuliço no Brasil.  Com isso, os clubes mandantes passaram a ter a prerrogativa de negociarem seus direitos de transmissão. Ex-presidente do Vitória e atual diretor da Liga do Nordeste, Alexi Portela se diz a favor da MP e garantiu que as agremiações nordestinas estão unidas. 

“Apoio a MP e já fizemos uma reunião na Liga. Amanhã iremos divulgar uma nota apoiando a MP”, disse Alexi, em entrevista ao programa Isso é Bahia, da A Tarde FM e Bahia Notícias.

No entanto, Alexi destacou a importância dos direitos de transmissão serem negociadas em bloco. 

“Negociar sozinho, como o Flamengo, é ruim. No Nordeste vamos negociar em conjunto. Não com as entidades e sim com os clubes. Fico muito feliz com essa posição dos clubes nordestinos em negociarem em conjunto”, acrescentou.

Túneis de desinfecção são implantados em hospitais de Serrinha, Jacobina e Amargosa

O Governo da Bahia instalou mais três túneis de desinfecção em casas de saúde do interior do estado. O Hospital Regional Vicentina Goulart, em Jacobina e os hospitais municipais de Serrinha e Amargosa receberam os equipamentos desenvolvidos pelo Senai Cimatec. Além disso, 12 bolhas de contenção foram enviadas para as unidades, que atendem pacientes com diagnóstico de coronavírus.

“Estes túneis de desinfecção ampliam a segurança dos profissionais de Saúde que estão atuando na ponta, prestando atendimento para os pacientes com sintomas da Covid-19. Foram desenvolvidos para uso no momento em que eles vão se desparamentar dos seus Equipamentos de Proteção Individual”, disse o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Os túneis de desinfecção foram desenvolvidos sob a supervisão do infectologista Roberto Badaró, pesquisador chefe do Instituto de Tecnologia da Saúde do Senai Cimatec. Os materiais possuem formato de um corredor de 2,5 metros, pelo qual o profissional de saúde passa ao final do expediente, antes da retirada do Equipamento de Proteção Individual (EPI), para desinfecção. 

Cada equipamento possui estrutura de alumínio, com tubulação de PVC, uma bomba de alta pressão e bicos aspersores que fazem o processo de nebulização de uma solução de hipoclorito.

Ao todo, 36 unidades de saúde da Bahia que atendem pacientes diagnosticados com Covid-19 contam com túneis de desinfecção em pleno funcionamento

Araci registra 7ª morte por Covid-19

Na última sexta-feira (10), a Prefeitura de Araci confirmou mais uma morte por Covid-19. A paciente faleceu na madrugada da segunda-feira (06)
e era moradora do Bairro São João.

“A Prefeitura de Araci, através de todos os seus colaboradores, externa os mais profundos sentimentos aos familiares que perderam este ente querido. É lamentável”, diz um trecho da nota da PMA. Durante o trabalho diário de acompanhamento e com a coleta de exames e testagens rápidas feitas em 76 pessoas, foram identificados mais 19 casos positivos de Covid-19.

Em Araci, já são 367 casos confirmados, com 177 casos ativos e 183 pessoas curadas.

*Foto ilustrativa

Lala Motos abre estabelecimento próprio em frente à BR-116

Já tem alguns meses que Lauro Aquino, popularmente conhecido por Lala Motos, abriu o seu próprio estabelecimento. Lala sempre trabalhou com a venda de peças e acessórios para motos e criou uma clientela fiel durante os últimos anos.

“Sempre tive vontade de ter meu comércio e, graças a Deus, consegui montar uma parceria com o mecânico Misal Cerqueira (Tilica). Até agora está dando tudo certo e espero aumentar ainda mais os meus clientes, sempre trabalhando corretamente e sem preços abusivos”, comentou Lala.

Apesar de ser conhecido por Lala Motos, o mircroempresário resolveu nomear o comércio como Central Moto Peças, que fica na Rua José Clemente, em frente à BR-116, próximo ao ponto de Araci, no centro de Teofilândia.

Avanços do caso Queiroz levantam suspeita de relação de Wassef com miliciano, diz coluna

Além de estar implicado no caso do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, o advogado Frederick Wassef pode ser envolvido em outra investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ): o caso do miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como líder do Escritório do Crime no Rio de Janeiro. Ele foi morto em uma operação policial em fevereiro deste ano, na Bahia, após um ano sumido (saiba mais aqui).

A coluna Painel, da Folha de S. Paulo, explica as conexões (saiba mais aqui). O miliciano tinha como advogado Paulo Emilio Catta Preta, que hoje defende Queiroz. A diferença entre um caso e outro é que Adriano tinha um pedido de prisão em aberto, diferente do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Portanto, escondê-lo poderia ser configurado como crime de favorecimento pessoal.

A relação entre os dois também é destacada pelo MP-RJ, a exemplo de quando indica que Adriano iria organizar um plano de fuga para toda a família de Queiroz. O órgão não aponta qual a fonte dessa informação, mas o ex-assessor foi preso semanas atrás em um imóvel de Wassef, que dizia não saber do paradeiro dele (saiba mais aqui). Já a mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, segue foragida.

Caldas do Jorro: Adolescente é morto enquanto conversava com prima em frente de casa

Um adolescente de 17 anos foi morto com cinco tiros na noite desta segunda-feira (29), enquanto conversava com uma prima em frente à casa onde morava, na Rua Arlindo Dantas, no distrito de Caldas do Jorro, no município de Tucano.

Segundo informações do site local Gil Santos Notícias, Railson Silva de Jesus, conhecido como “Cirilo”, foi abordado por dois suspeitos, que estavam em uma moto, por volta das 21h. Um dos homens efetuou os disparos, que atingiram o jovem.

Segundo relatos, ele seria usuário de drogas. Uma equipe da 2ª Companhia da Polícia Militar fez diligências para tentar localizar e prender os criminosos, mas não obteve êxito.

O corpo foi removido do local e encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Euclides da Cunha. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Tempo de trabalho rural infantil poderá ser computado para aposentadoria

O tempo de trabalho rural infantil poderá ser computado para efeitos previdenciários. De acordo com informações da Agência Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a ilegalidade do trabalho infantil, mas entendeu que não somar este tempo de serviço seria punir o trabalhador duas vezes. A decisão se deu em um caso julgado no início do mês, no qual um homem que começou a trabalhar aos 11 anos de idade com a família pediu para que o período até completar os 14 anos fosse computado como tempo de serviço, ao solicitar a aposentadoria na Previdência Social. Em instâncias inferiores, foram levados em consideração apenas o período a partir dos 14 anos, por ser permitido por lei.

No STJ, entretanto, a Primeira Turma entendeu que não existe idade mínima para computar o tempo de serviço, mesmo que o trabalho seja ilegal. “Reafirma-se que o trabalho da criança e do adolescente deve ser reprimido com energia inflexível, não se admitindo exceção que o justifique. No entanto, uma vez prestado o labor o respectivo tempo deve ser computado, sendo esse cômputo o mínimo que se pode fazer para mitigar o prejuízo sofrido pelo infante, mas isso sem exonerar o empregador das punições legais a que se expõe quem emprega ou explora o trabalho de menores”, afirmou o ministro Napoleão Nunes Maia, relator do caso, destacando que o reconhecimento não é uma chancela do Judiciário ao trabalho infantil.

Top