Inscrição do ENEM será gratuita a quem não conseguir isenção, diz MEC

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Alexandre Lopes, disse nesta sexta-feira (17) que o órgão, responsável pela realização do Enem (Ensino Nacional do Ensino Médio), vai garantir a isenção na taxa de inscrição a todos os alunos que tenham o direito, mesmo que tenham perdido o prazo para fazer a solicitação do benefício, que se encerrava nesta sexta (17).

“O aluno não vai precisar pedir. Não terá que fazer nada, nós do Inep vamos garantir que ele tenha esse direito “, disse em entrevista à EBC.

O instituto afirmou em ofício que, durante o período de inscrição para o exame, garantirá a isenção da taxa a estudantes de baixa renda, que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas ou em instituições particulares na condição de bolsistas.

Em decisão também desta sexta, a 12ª Vara Cível Federal de São Paulo havia determinado que o prazo para o pedido de isenções nas inscrições do Enem fosse prorrogado por 15 dias.

A medida foi tomada tendo em vista que os estudantes que precisão pedir a isenção da taxa fazem parte de grupos sociais de baixa renda, a maioria sem acesso à internet em casa e que, devido à pandemia do novo coronavírus e, segundo as recomendações sanitárias, não poderia deixar seus locais de residência para fazerem os pedidos em locais públicos, como escolas e bibliotecas.

“Faz-se de extrema relevância que esse prazo seja estendido, sob pena de inviabilizar o acesso dos mais pobres ao Enem e às principais portas de acesso ao ensino superior”, diz trecho da decisão.

Além de pedir a prorrogação por 15 dias, o juiz que avaliou o pedido pediu a adequação do calendário e do cronograma do Enem à realidade do atual ano letivo.

Governo nomeia ex-prefeito condenado à prisão para o Conselho Estadual de Educação

O ex-prefeito de Amargosa, Valmir Almeida Sampaio (PT), foi nomeado na última sexta-feira (10) pelo governo do estado, para integrar o Conselho Estadual de Educação (CEE-BA). O petista havia sido condenado por fraude à licitação (veja aqui), em compras com verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).


Valmir, que tomou posse como conselheiro titular nesta segunda (13), foi condenado em setembro de 2019 a quatro anos e sete meses de prisão, além do pagamento de multa no valor de aproximadamente R$ 15,7 mil. A Justiça ainda decidiu que o ex-prefeito ficaria inabilitado para a ocupação de cargo ou função pública, eletivo ou nomeado, pelo prazo de cinco anos.

O Bahia Notícias entrou contato com a defesa do ex-prefeito Valmir Sampaio, que afirmou discordar da decisão e que apresentou recurso para reverter a condenação. “Concluímos, portanto, que não há qualquer impedimento para o exercício de cargo público”, disse.

Antes dessa condenação, Valmir já se encontrava inelegível, após ter as contas rejeitadas pela Câmara Municipal em 2014. Segundo o advogado especialista em direito público José Bento, o ex-prefeito de Amargosa responde a mais de 25 processos, entre criminais e de improbidade administrativa, nas Justiças Comum e Federal. Na avaliação dele, o ex-prefeito não poderia assumir uma vaga no CEE-BA.

“Em que pese não haver o trânsito em julgado, o ex-prefeito responde a outras ações também por atos lesivos ao erário, mais de 20 processos perante à Justiça Comum e 8 na Justiça Federal, razão pela qual a sua nomeação no âmbito do Conselho Estadual de Educação revela-se uma afronta aos princípios que regem a Administração Pública e, sobretudo, vai na contramão do que prevê a Lei de Improbidade Administrativa”, afirmou José Bento, também procurador municipal. 

“Desse modo, o ex-alcaide não possui legitimidade para ocupar cargo público, notadamente aquele que tem o viés de fiscalização da coisa pública”, completou o advogado, que avalia que o Ministério Público deverá agir em breve para suspender a posse de Valmir.

Fonte: Bahia Notícias

Senado aprova distribuição de merenda às famílias com filhos na rede pública de ensino

O Senado federal aprovou, nesta segunda-feira (30), o projeto de lei que determina a distribuição dos alimentos da merenda escolar às famílias dos estudantes que tiveram suspensas as aulas na rede pública de educação básica devido à pandemia do coronavírus. O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 25 e, em seguida, tramitou no Senado em regime de urgência. O texto segue agora para sanção presidencial.

O dinheiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) continuará a ser repassado pela União a estados e municípios para a compra de merenda escolar. No entanto, como as escolas públicas estão fechadas por causa da pandemia, os alimentos deverão ser distribuídos imediatamente aos pais ou aos responsáveis pelos estudantes matriculados nessas escolas.

A distribuição dos alimentos da merenda escolar poderá ser feita todas as vezes em que as aulas da rede pública forem suspensas em razão de situação de emergência ou de calamidade pública. Segundo o Censo Escolar 2019, o Brasil possui quase 39 milhões de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de educação básica. Na rede privada, estima-se que haja pouco mais de nove milhões de estudantes.

Prefeitura suspende as aulas nas escolas da rede pública de Teofilândia por 20 dias

Como medida de precaução ao coronavírus (COVID-19), a Prefeitura de Teofilândia suspendeu as aulas da rede pública de ensino por vinte dias, a partir do dia 20 de março, sexta-feira.

A reposição das aulas será feita mediante o calendário escolar apresentado posteriormente pela Secretaria Municipal de Educação. Outras medidas poderão ser adotadas às redes de ensino, sempre levando em conta os boletins da Secretaria Municipal de Saúde ou quaisquer outros fatores que justifiquem a sua necessidade.

Dafoe diz que entendeu cenário político do Brasil após assistir ‘Democracia em Vertigem’

Mais uma vez no Brasil, o ator americano Willem Dafoe disse que conseguiu entender o cenário político do Brasil após assistir ao documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. O longa-metragem foi lançado pela Netflix em janeiro deste ano. “Aquele filme tornou as coisas muito claras para mim”, declarou o astro de filmes como “Anticristo” e “Homem-Aranha”, segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

O documentário em questão narra o processo desde a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) até a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL), com o país dividido entre grupos de esquerda e de direita. Mas Dafoe ressalta que está atento a outras questões acerca do Brasil, a exemplo do aumento das queimadas na Amazônia. “Sei o que está acontecendo. As florestas e como elas têm sido exploradas são assuntos de muita discussão nos Estados Unidos. Então, eu realmente vejo, me preocupo, e torço por um futuro melhor”, ressaltou o ator. De acordo com a publicação, ele esteve em São Paulo, nessa terça-feira (29), para lançar o filme “O Farol”, em que vive o protagonista. Com direção e Robert Eggers, o filme é um terror psicológico situado no século XX.

MPF-BA contesta qualidade de escolas militarizadas e cita direitos violados


Em documento divulgado ontem, o Ministério Público Federal (MPF) na Bahia questionou a qualidade do ensino de escolas militarizadas no estado e apontou uma série de violações de direitos de crianças e adolescentes nesses locais – que proíbem, por exemplo, a escolha do próprio corte de cabelo ou a participação em manifestações políticas.

O modelo é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que quer um colégio militar em cada estado até 2020 e autorizou, semana passada, que policiais militares e bombeiros da ativa trabalhem nessas instituições em cargos de gestão.

Assinado pelo procurador regional dos direitos do cidadão Gabriel Pimenta Alves, o documento pede que o Comando da Polícia Militar do Estado da Bahia não firme mais acordos para introduzir o modelo militar em escolas municipais do estado.

Ano passado, a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar e a União dos Municípios da Bahia firmaram um acordo de cooperação técnica para “aplicar a metodologia dos Colégios da Polícia Militar (CPT’s) em escolas municipais do estado.

O tratado permite, por exemplo, que a PM baiana indique policiais da reserva ou reformados para ocupar posições como diretor militar, diretor de disciplinas e tutor, com salários de R$ 2.000 a R$ 3.000. O termo, no entanto, conforme exposto pelo MPF, viola a Constituição em seu artigo 206, que afirma que os profissionais da educação da rede pública só podem ingressar na carreira por meio de concurso público. O MPF também pede que as instituições de ensino municipais que já adotam o modelo parem de “violar ou restringir (…) a liberdade de expressão, intimidade e e vida privada dos alunos.

Qualidade em xeque

Poupadas dos cortes que afetam a educação e elogiadas pelo presidente Bolsonaro, as escolas militares são conhecidas pelas restrições impostas aos estudantes – veja mais no fim do texto.

Mas, para o Ministério Público Federal, não há garantia de que esse modelo se reflita em ensino de qualidade.

“Segundo dados do Inep sobre as notas do Enem de 2015, último ano em que as médias das escolas foram divulgadas, das 20 escolas públicas mais bem avaliadas na Bahia, 17 foram unidades do Instituto Federal da Bahia ou do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IF Baiano, instituições públicas de ensino não militarizadas”.

O documento também diz que “não se tem conhecimento de estudo aprofundado que embasasse a conclusão que a melhor avaliação dos alunos dos Colégios da Polícia Militar, em comparação com a média dos colégios públicos, decorre da citada ‘metodologia e filosofia’ dos colégios militares”.

MPF aponta ‘violações de direitos

O MPF elenca no documento exemplos de violação de direitos que as escolas municipais baianas que aderiram ao sistema militar estariam cometendo contra crianças e adolescentes.

No regimento de uma das escolas, em Santa Cruz de Cabrália, os meninos são obrigados a cortar o cabelo assim: “máquina 2 para as laterais e máquina 3 ou correspondente em tesouro para parte superior da da cabeça, não sendo permitido o uso de topete ou franja (…) Na nuca, o cabelo não poderá ser acabado em linha reta ou de forma arredondada. As costeletas deverão ter o comprimento até a altura corresponde à metade do pavilhão auricular”.

O procurador menciona tratados internacionais assinados pelo Brasil, além de entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que estariam sendo violados com as práticas militares nas escolas da Bahia.

O documento cita ainda regras impostas a professores destas escolas, como.

Não se colocar em situações cômicas; Ter sempre o uniforme/e ou a roupa limpas e bem passadas; Usar trajes adequados para cada ocasião; Para as professoras: não usar roupas decotadas, saia curta, roupas transparentes, camisetas de times, chinelos ou rasteirinhas, piercings ou tatuagens de qualquer tipo à amostra, acessórios extravagantes (brincos, pulseiras, etc), maquiagem em excesso. Usar os cabelos, presos em coques com o uso de redinha ou “rabo-de-cavalo”. Apresentar-se sempre barbeado, com o cabelo cortado e penteado.

Recomendações

Após analisar os regulamentos, o procurador escreveu que “a imposição, pelo Estado, de padrão estético uniforme aos alunos e alunas, quanto ao tipo de corte de cabelo, roupas, maquiagem e outros adereços possui impacto negativo desproporcional em indivíduos de grupos minoritários, marginalizados ou alvo de preconceito, que se veem impedidos de manifestar as características de suas personalidades e culturas diferenciadas, especialmente quanto às identidades étnico-raciais, religiosas e de gênero, em grave violação aos princípios dignidade humana e da igualdade”.

O MPF pede ainda que as escolas “se abstenham, imediatamente” de fiscalizar e proibir comportamentos “neutros” dos alunos, “que não afetam direitos de terceiros ou interesses públicos”.

Pimenta elenca algumas atividades, tais quais “usar óculos esportivos, namorar”, como exemplos e diz que este tipo de proibição se baseia “unicamente em moralismo”.

O documento estabelece 15 dias para que as autoridades informem as medidas que serão adotadas para cumprir as recomendações estabelecidas pelo Ministério Público Federal.

Apesar de não ter efeito vinculante, ou seja, não obrigar que os entes públicos executem as mudanças, as recomendações são expedidas para “orientar sobre a necessidade de observar as normas e visam a adoção de medidas práticas para sanar questões pelo órgão competente”, conforme o próprio MPF. O UOL tentou contato com o governo da Bahia, mas não houve resposta até a publicação da reportagem.

Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/07/30/mpf-contesta-qualidade-de-escolas-militarizadas-e-cita-violacao-de-direitos.htm

Inscrições para o Sisu 2019.2 estão abertas a partir de hoje

O Sisu é o sistema informatizado do MEC pelo qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

Agência Brasil – Instituições públicas de educação superior podem aderir a partir de hoje (2) à edição do segundo semestre de 2019 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo para formalizar da adesão, que deve ser feita exclusivamente pela página eletrônica do Sisu Gestão se encerra às 23h59 do dia 10 de maio.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação pelo qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Podem concorrer às vagas para o segundo semestre deste ano estudantes que fizeram o Enem 2018 e obtiveram nota acima de zero na prova de redação.

Os candidatos devem se inscrever no processo seletivo em até duas opções de vaga, especificando, em ordem de preferência, as opções em instituição de educação superior participante, com local de oferta, curso e turno, e a modalidade de concorrência.

Serão considerados selecionados os classificados dentro do número de vagas ofertadas em cada curso, por modalidade de concorrência.

Fies abre prazo para renegociação de dívidas

Começa hoje o refinanciamento do Fies

Mais de 500 mil estudantes estão com parcelas atrasadas há mais de três meses.

Assista: https://globoplay.globo.com/v/7576683/

Começa nesta segunda-feira (29) o prazo para a renegociação das dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o programa de crédito para o ensino superior do governo federal.

Estudantes que fizeram o contrato do Fies até o 2º semestre de 2017 terão até o dia 29 de julho deste ano para entrar com pedido de renegociação da dívida. Mais de 500 mil estudantes estão com parcelas atrasadas há mais de três meses.

De acordo com reportagem do Jornal Nacional, seis em cada dez pessoas que usaram o Fies para estudar têm parcelas em atraso. São 517 mil contratos com prestações vencidas: mais R$ 2 bilhões de um total de R$ 11,2 bilhões que os universitários pegaram emprestado e ainda não pagaram.

Essa é a maior dívida acumulada nos 20 anos do programa de financiamento estudantil. As renegociações até então eram feitas caso a caso, agora, as regras valem para todos que fecharam contratos até 2017, estão em fase de amortização e têm prestações atrasadas há pelo menos 90 dias.

As parcelas vencidas e as não vencidas serão somadas e será feito um novo cronograma de pagamentos. Mais quatro anos para quitar o que devem. A taxa de juros continua a mesma. Só que tem que dar uma entrada: 10% do valor total da dívida ou R$ 1 mil, o que for maior, e a prestação será de no mínimo R$ 200.

O governo aposta na renegociação, mas o representante das universidades particulares diz que nem o refinanciamento deve resolver o problema.

“Da forma como está posto, ele não atende à necessidade desta camada de brasileiros que estão desempregados no momento e não estão em condições de arcar com seus compromissos”, diz Sólon Caldas, diretor-executivo da ABMES.

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