Quinze municípios baianos que escolheram os respectivos prefeitos no último domingo (6) tiveram uma disputa apertada e o resultado decidido por menos de 100 votos de diferença. Esse foi o caso de Santa Terezinha, cidade situada no Centro Norte do estado, onde a eleição foi definida por uma distância de apenas quatro votos entre o representante municipal eleito e o segundo candidato mais bem votado. Além dela, os municípios de Manoel Vitorino, Igrapiúna, Itaju da Colônia, Cotegipe e Mulungu do Morro elegeram os prefeitos com diferença inferior a 50 votos.
Em Santa Terezinha, o prefeito Agnaldo Andrade (PSD) foi reeleito com 3.883 votos (50,03%), enquanto o candidato Ailton da Bicicleta (PT) foi derrotado com 3.879 votos (49,97%). A cidade tem população de 10.441 pessoas, segundo dados do Censo Demográfico 2022 do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
Em Manoel Vitorino, cidade localizada no sudoeste da Bahia, Vinicius Costa (PP) foi eleito com 5.484 votos (49,66%), colocando distância de apenas 26 votos para o candidato Léo da Saúde (PSD), que teve 5.458 votos (49,42%).
Em Igrapiúna, município situado no Baixo Sul do estado, a eleição para prefeito foi definida por 29 votos de diferença entre o representante municipal reeleito Manoel Ribeiro (AVANTE) com 3.678 votos (50,05%), e a candidata Lorena Leite (PSD), que recebeu 3.649 votos (49,65%).
Confira as 15 cidades baianas que tiveram prefeitos eleitos com menos de 100 votos de diferença:
A partir de 1° de janeiro de 2025 qualquer projeto que precise ser aprovado na Câmara de Vereadores de Lamarão, na região sisaleira, vai precisar do voto de uma mulher. O município que reelegeu a prefeita Maria Luzineide Costa Silva de Araújo, a Pró Ninha (PT), terá cinco das nove vagas do Legislativo ocupado por mulheres.
Na cidade, as três votações mais expressivas para a Câmara Municipal foram obtidas também por mulheres, sendo as duas primeiras de vereadoras reconduzidas ao cargo, caso de Mire (MDB) e Nilda Moura (PSD). A terceira colocada foi Gilvania Lima Visita, a Vaninha de Peteca (PT). As outras duas eleitas foram Joce (PSD) e Valdicleide de Melo Freitas, a Val Galega (PSD).
CIDADES COM PREFEITAS
Nas 60 cidades que escolheram prefeitas na Bahia, as gestoras vão contar com mais de 40% das legisladoras nas cidades de Cotegipe, no Oeste; e Itapitanga, no Sul. Nessas cidades, os eleitores elegeram quatro mulheres para as nove vagas do Legislativo.
A Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Teofilândia passará por uma leve renovação em sua composição a partir de janeiro de 2025. Dos 11 vereadores eleitos, apenas dois são novos na política local, resultando em uma renovação de 18,18%.
O destaque das eleições foi Carlinhos de Dãozinho (PL), que se consagrou como o vereador mais votado, garantindo seu sexto mandato consecutivo. A continuidade de sua trajetória política reflete a confiança que a população deposita em seu trabalho.
Os novos integrantes da câmara, Professor Franklin (UNIÃO BRASIL) e Mi do Sindicato (PSB), trazem consigo a expectativa de trazer novas perspectivas e abordagens para os desafios enfrentados pela cidade.
A renovação parcial dos vereadores sugere uma mistura de experiência e novas vozes, que pode ser crucial para o desenvolvimento de Teofilândia nos próximos anos.
Carlinhos de Dãozinho (PL) foi o vereador mais votado da história política de Teofilândia nas eleições municipais deste ano, obtendo 1.227 votos. O político segue como principal nome para a ser o sucessor do prefeito reeleito Higo Moura (PP) nas próximas eleições, de acordo com apurações do T.A, a estratégia de Carlinhos era se tornar o vereador mais votado para se lançar como prefeito em 2028 apoiado pelo atual gestor municipal. O presidente da Câmara Municipal de Vereadores venceu a sua sexta campanha eleitoral como vereador.
LISTA DE VEREADORES ELEITOS EM 2024 Carlinhos de Dãozinho – 1.227 votos Professor Franklin – 826 votos Diego do Gás – 806 votos Fábio de Zé de Dinda – 672 votos Gilmara – 615 votos Reinaldo de Romão – 550 votos Mi do Sindicato – 538 votos Araújo – 508 votos Professora Núria – 420 votos Abel do Alecrim – 344 votos Zé Fininho da Limeira – 307 votos
O atual prefeito de Teofilândia, Higo Moura (PSB) conseguiu a reeleição neste domingo (06) com uma grande vantagem sob o seu principal adversário, Tércio Nunes (PP), seguido de Oseias Barbosa (DC).
Segundo apuração oficial do TSE, o atual prefeito Higo Moura venceu a eleição com 59,29% (8.574) dos votos válidos, Tércio Nunes ficou com 39,17% (5.664 votos) e Oseias Barbosa com 1,54% (223 votos). 635 eleitores votaram nulo (4,16%) e 172 em branco (1,13%). 14.461 eleitores compareceram às urnas em Teofilândia.
Higo Moura é segundo prefeito reeleito da história de Teofilândia. O primeiro foi Carlos Afonso de Oliveira, popularmente conhecido como Carlito.
Por Folha de São Paulo Motocicletas envenenadas aceleram e fazem o motor roncar, emulando o som de fogos de artifício com o escapamento. Montados nas motos, jovens descolam as rodas dianteiras do chão e se equilibram. Os da frente conduzem o veículo e os da garupa empunham as bandeiras dos candidatos.
Mais adiante, mãe e filha operam uma mesa de som improvisada na carroceria de uma camionete e fazem tocar um paredão de caixas de som. O equipamento instalado em um reboque toca jingles em sequência e em volume máximo.
São 20h de uma quarta-feira em Campo Formoso, cidade do norte da Bahia, e as ruas do centro estão apinhadas. Famílias inteiras chegam carregando bandeiras nas mãos e usam roupas em tons monocromáticos. Rente aos paredões, pulam, dançam e balançam as bandeiras.
De um lado, centenas de pessoas vestem azul, cor da campanha do prefeito Elmo Nascimento (União Brasil). Algumas ruas adiante, o laranja toma conta das ruas em uma caminhada de Denise Menezes (PSD), candidata da oposição.
Com dois candidatos na disputa pela prefeitura, Campo Formoso vive uma eleição marcada pela ultrapolarização, representada por uma rivalidade histórica entre grupos políticos locais.
Este cenário se replica em outras pequenas cidades do interior da Bahia. Dos 417 municípios do estado, 214 têm só dois candidatos a prefeito nesta eleição, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios.
As cidades se dividem em rivalidades dignas de futebol e vivem a eleição como uma espécie de campeonato, com torcidas nas ruas, provocações, famílias divididas e apostas entre aliados dos candidatos.
Em geral, são campanhas enraizadas em laços familiares e refletem uma cultura política que ainda traz resquícios do coronelismo, segundo o cientista político Cláudio André de Souza, professor da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).
Fotos: Bruno Santos / Folhapress
“A dinâmica da política municipal é diferente porque envolve uma lógica econômica, de acesso às oportunidades. Ganhar a prefeitura se estabelece com uma centralidade gigantesca do que a pessoa vai ser nos próximos quatro anos.”
Em Campo Formoso, a política se divide há mais de 50 anos entre os Boca Branca e os Boca Preta, grupos que hoje são respectivamente liderados pelo deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) e pelo deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), presidente da Assembleia Legislativa.
Os nomes dos grupos surgiram nos anos 1970, em uma eleição que opôs os candidatos Luís Alberto Prisco Viana e Rômulo Galvão de Carvalho. O primeiro tinha um bigode preto e ganhou a alcunha de Boca Preta. Seu adversário, mais velho, ostentava um bigode grisalho e virou o Boca Branca.
Os grupos eram ancorados em famílias tradicionais como os Gonçalves, os Galvão e os Marques. Com o ocaso dos principais clãs políticos, os Menezes ascenderam ao comando dos Boca Preta nos anos 1980, sendo desafiados a partir da década seguinte pelos Nascimento, que passaram a liderar os Boca Branca.
As duas famílias têm laços de parentesco —a avó de Elmar Nascimento e o pai de Adolfo Menezes eram primos. Seus descendentes, contudo, seguiram rumos políticos opostos e se consolidaram como os principais polos eleitorais na cidade.
O início da campanha eleitoral deu largada à maratona de atos de campanha que inclui caminhadas, carreatas e comícios, praticamente diários e que mobilizam eleitores em clima de festa.
Em 4 de setembro, em um comício no centro, uma multidão vestida de laranja se reuniu para ouvir a candidata da oposição, Denise Menezes, depois de uma caminhada pelas ruas.
O evento foi anunciado como a “Pisadinha 55”, referência ao ritmo derivado do forró que embala a campanha e ao número do partido, o PSD. Apoiadores usavam adesivos com uma boca preta colados ao rosto.
Em frente ao palco, um deles carregava uma “marreta biônica”, com 4m de altura, que remete a um jingle popular na Bahia que compara a força do grupo político a uma marreta, que esmaga os adversários e os deixa “de cabeça tonta”.
A poucos quilômetros dali, apoiadores de Elmo percorreram ruas da periferia num evento chamado “Pula-pula do 44”, número de urna do União Brasil. Empunhando bandeiras azuis, traziam adesivos com bocas brancas colados no rosto.
Com uma bandeira nas mãos, a operadora de caixa Ana Cássia Mendes, 25, retornava da caminhada acompanhada de um amigo e da filha de 4 anos e diz ver a política como paixão. “É como futebol. Tem gente que até briga mesmo, fecha a cara. Tem família que fica sem se falar, tem gente que aposta casa, aposta carro para ver se ganha. O povo é fanático.”
Ela se define como uma “Boca Branca doente” e diz que sequer olha as propostas dos candidatos da oposição. Nas eleições de 2022, abriu uma exceção: votou em Elmar Nascimento para deputado federal, mas também no adversário Adolfo Menezes para estadual, por serem “os dois filhos da terra.”
Com uma dinâmica de ultrapolarização, Campo Formoso costuma protagonizar disputas apertadas. Em 2020, Elmo venceu a então prefeita Rose Menezes (PSD) por 833 votos, diferença inferior a dois pontos percentuais. Na eleição anterior, Rose venceu Elmo com 1.820 votos de frente.
“O que está em jogo não é racional, de quem é o melhor. A pessoa não quer saber quem é o melhor para administrar, ela quer saber o time que ela torce. A paixão está acima da razão para uma parte da população”, disse o prefeito Elmo Nascimento.
Ele afirma que pesquisas apontam para uma boa avaliação da sua gestão, mas os números não se traduzem em um patamar semelhante de intenções de voto. Ou seja, mesmo eleitores que aprovam seu governo votam na oposição, por serem fiéis ao grupo político predileto.
Este cenário de rivalidades históricas se replica em outras cidades baianas. Os grupos Beija-flor e Jacu se enfrentam em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. Jacus e Macacos concorrem em Ipirá, no sertão. Corinas e Rabudos se opõem em Oliveira dos Brejinhos.
Em Conceição do Coité, a disputa eleitoral opõe tradicionalmente os Vermelhos e os Azuis, grupos cuja cor referência em nada tem a ver com batalhas ideológicas. Nas últimas eleições, como em um paradoxo, os Azuis foram representados pelo candidato do PT, que aboliu o vermelho da campanha.
A polarização se repete também em outros estados, mas os grupos tradicionais têm perdido força entre os eleitores mais jovens, que cresceram ancorados nas redes sociais e têm referências políticas que vão além da realidade local.
Em uma decisão inovadora, o juiz eleitoral José de Souza Brandão Neto, da 123ª Zona Eleitoral de Araci, utilizou-se da poesia para proferir uma sentença que assegura a candidatura de um cidadão com baixa escolaridade ao cargo de vereador na cidade de Teofilândia.
A chapa “Juntos Somos Mais Fortes,” composta pelos partidos Republicanos, PSB, Avante, PSD e PL, havia contestada a candidatura de José Azevedo Cordeiro, conhecido como “Zé Migué” do PP, sob a alegação de que o candidato não possuía a escolaridade mínima exigida.
Inicialmente, o magistrado já havia decidido em favor do candidato, considerando a comprovação da escolaridade. No entanto, uma coligação adversária apresentou nova petição fora do prazo, insistindo na hipótese de analfabetismo. Diante da situação, o juiz Brandão Neto recorreu à linguagem poética para reafirmar sua decisão. Em seus versos, ele destacou os desafios do analfabetismo no Brasil, onde mais de 9 milhões de pessoas são afetadas, e reiterou que, conforme a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a simples condição de analfabetismo funcional não torna ninguém inelegível.
Ele também destacou que o comprovante de escolaridade apresentado pelo candidato atestava sua capacidade de participar do pleito.
O magistrado pontuou a importância de garantir o exercício democrático, especialmente para aqueles que vivem em regiões com menor acesso à educação formal, como o interior da Bahia. Segundo ele, impedir a candidatura com base na baixa escolaridade seria limitar o direito de representação das áreas mais carentes. A decisão poética do juiz foi embasada em parecer favorável do Ministério Público Eleitoral (MPE) e rejeitou a impugnação, assegurando a candidatura do cidadão ao pleito.
Você sabe a diferença entre voto em branco e voto nulo? A dúvida sempre surge a cada dois anos, perto da realização das eleições. Além disso, eleitoras e eleitores indecisos questionam também a possibilidade de cancelar o pleito se mais de 50% do eleitorado anular o voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responde agora a todas as perguntas sobre o tema. Confira abaixo.
O que é voto em branco e voto nulo?
No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios a partir de 18 anos de idade e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas. Escolher os representantes que vão compor o Legislativo e o Executivo municipal, estadual e federal em nome do povo faz parte do exercício da cidadania de cada eleitora ou eleitor. Porém, quando o eleitor não encontra um candidato ou candidata que o represente, é possível votar em branco ou anular o voto.
A opção de voto em branco está disponível na urna eletrônica. A tecla “branco” é uma das alternativas do sistema eleitoral, afirmando a liberdade de voto de cidadãs e cidadãos. Já o voto nulo ocorre quando é digitada, na urna, uma sequência de números aleatórios que não correspondem ao número de nenhum candidato ou partido.
É possível anular uma eleição com votos em branco e nulos?
Não. É importante lembrar que tanto o voto em branco quanto o voto nulo são inválidos nas eleições brasileiras; ou seja, eles não têm nenhum efeito no pleito. A diferença é apenas como cada eleitor deseja invalidar o próprio voto.
Por isso, mesmo que mais da metade dos votos sejam nulos ou brancos, não é possível cancelar uma eleição, já que a Justiça Eleitoral não considera esses votos, mas somente os votos dados a candidatas e candidatos – os chamados votos válidos. O impacto, independentemente de ser o voto em branco ou nulo, é a diminuição da quantidade de votos válidos que um candidato precisa para ser eleito.
Votos em branco ou nulos vão para algum partido?
Não. Votos em branco e votos nulos não são contabilizados e não interferem no resultado das eleições.
Antes, o voto em branco indicava que o eleitor estava satisfeito com qualquer candidato de determinado partido ou coligação que vencesse a disputa eleitoral. Já o voto nulo era considerado como um protesto contra as opções de candidatas e candidatos no pleito. A regra mudou em 1997.
Atualmente, votos em branco e nulos servem apenas como registro da insatisfação do eleitorado com os candidatos na disputa
O que é voto de legenda?
Quando o eleitor digita na urna eletrônica apenas os dois números que identificam um partido político de sua escolha, ele dá um voto de legenda. Nesse caso, não há manifestação por um candidato específico. A ideia é escolher qualquer candidata ou candidato de determinada legenda.
Esse voto é possível nas eleições proporcionais: para vereador e deputado federal, estadual ou distrital (no caso do Distrito Federal). Assim, o eleitor pode ajudar o partido de sua preferência a conquistar mais vagas no Legislativo, independentemente da candidata ou do candidato daquela legenda que venha a ocupá-las.
A noite da segunda-feira, 02, ficou marcada por evento histórico promovido pelo portal de notícias Teofilândia Acontece. O debate eleitoral denominado de ‘Cara a Cara’ teve a presença dos candidatos a prefeito da cidade de Teofilândia, registrando um alcance de quase 3 mil espectadores simultâneos, tornando-se a maior ‘live’ já realizada no município através do YouTube.
O evento contou com a presença dos três candidatos que estão concorrendo à Prefeitura de Teofilândia, o atual prefeito e candidato Higo Moura (PSB), Oseias Barbosa (DC) e Tércio Nunes (PP). Ambos apresentaram propostas, falaram sobre temas e debateram sobre o futuro da cidade.
O debate, transmitido ao vivo pela internet, não apenas quebrou recordes de audiência, mas também se destacou como um exemplo notável de como a tecnologia pode democratizar o acesso à informação e engajar a população em processos políticos. Centenas de espectadores acompanharam o evento ao mesmo tempo, a cidade viveu um momento de intensa mobilização cívica.
Foto – Da esquerda para a direita: Tércio Nunes, Higo Moura e Oseias Barbosa. A transmissão ao vivo ofereceu uma plataforma transparente e acessível para a discussão de temas relevantes, promovendo um ambiente de maior clareza e interação entre candidatos e eleitores.
Além disso, o recorde de espectadores simultâneos é um indicativo da vitalidade da democracia local e do desejo da comunidade de participar ativamente das decisões que moldarão o futuro do município. Esse nível de engajamento é fundamental para assegurar que as escolhas políticas reflitam verdadeiramente os interesses e as necessidades da população.
O ‘Cara a Cara’ certamente deixará um legado duradouro na história política local, encorajando um maior envolvimento dos cidadãos e promovendo uma democracia mais participativa e informada.
A gravação completa está disponível no canal do T.A, para assistir clique aqui.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma possível fraude envolvendo o MDB no município de Araci, na região sisaleira da Bahia. A investigação, a cargo do delegado André Rocha Gonçalvez, foi instaurada para apurar uma alegação de fraude na filiação partidária de José Marcos Silva dos Santos, mais conhecido como Pai Bigode, que é candidato a vereador no município pelo PP.
Pai Bigode, que é uma liderança comunitária e religiosa em Araci, era integrante do MDB, mas, durante o prazo de filiações partidárias, optou por ingressar no PP, a convite do presidente da legenda na Bahia, deputado federal Mário Negromonte Júnior. Entretanto, ele acusa a cúpula emedebista no município de filiá-lo novamente à sigla, com o objetivo de criar um obstáculo legal para a candidatura a vereador.
Com a mudança, Pai Bigode também deixou de apoiar o candidato do MDB à Prefeitura de Araci, o empresário Zelito Maia, e passou a integrar a base da prefeita Keinha Jesus (PDT), que é postulante à reeleição. A articulação foi feita pelo ex-prefeito Silva Neto (PDT). A expectativa é que Pai Bigode seja ouvido até a próxima semana pelo delegado da Polícia Federal.
As informações são do portal de notícias Clériston Silva.