Eleitores têm 4 meses para regularizar título e votar em outubro

Os cidadãos que pretendem votar nas eleições municipais de outubro têm menos de 4 meses para tirar o 1º título de eleitor ou regularizar o documento. A partir de 8 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita nos registros eleitorais. O cumprimento do prazo vale para jovens a partir de 16 anos que pretendem votar pela 1ª vez e para o eleitor que está em situação irregular por ter deixado de votar e justificar ausência por 3 eleições consecutivas.

Para regularizar a situação, o eleitor deve entrar no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e acessar as opções disponíveis. Para checar a situação da inscrição eleitoral, basta preencher o número do CPF. Para tirar a 1ª via do título de eleitor, os interessados podem clicar na opção título eleitoral e seguir os passos sugeridos pelo atendimento eletrônico.

No 1º turno, que será realizado em 6 de outubro, os eleitores irão às urnas para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O 2º turno está previsto para 27 do mesmo mês em municípios com mais 200 mil eleitores em que nenhum candidato a prefeito obteve votos suficientes para vencer a disputa na 1ª rodada.

Auditoria do TCU diz que possibilidade de fraude nas eleições de 2022 é próxima de 0%

O Tribunal de Contas da União (TCU) completou a quarta e a quinta etapas da auditoria que conduziu sobre as Eleições Gerais de 2022 e confirmou a segurança do sistema eleitoral mais uma vez, concluindo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está de acordo com “as melhores práticas internacionais” e que a probabilidade de fraude é próxima de 0%.

No processo, o TCU verificou 9 milhões de informações de 4.577 boletins de urna, que correspondem ao mesmo número de seções eleitorais, entregues fisicamente pelo TSE após o primeiro turno das eleições.

A análise também contou com 1.163 boletins de urnas recolhidos no dia das votações, nos dois turnos. O material foi coletado por 54 auditores de controle externo do TCU, em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, e conferidos por 15 auditores na sede do Tribunal, em Brasília, durante os dias das votações.

A comparação foi feita entre os boletins de urna em papel, que são impressos e assinados após o término da votação, e os dados utilizados pelo TSE para totalização dos votos. Em ambas as análises, nenhuma divergência foi encontrada.

A auditoria encontrou 100% de correspondência entre as informações das urnas eletrônicas e os dados que o TSE divulgou como resultado do primeiro turno das eleições gerais de 2022, concluindo que a probabilidade de fraude é de praticamente 0%.

“Considerando que nenhum boletim de urna com divergência foi identificado na amostra auditada, infere-se que a probabilidade de erro ou fraude na totalização de votos capazes de alterar o resultado da eleição para presidente da República no primeiro turno se aproxima de 0%, quando analisada a situação do candidato com mais votos”, afirma o relatório assinado pelo ministro Jhonatan de Jesus.

Para os demais candidatos à Presidência, a probabilidade de que tenha havido erro ou fraude capaz de alterar o resultado em desfavor a algum deles é ainda mais insignificante, conclui no relatório.

Presidente do Senado quer pautar fim da reeleição no Executivo no começo de 2024

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição para cargos do Executivo no país deve ser pautada no início do ano que vem, afirmou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), durante entrevista em Dubai, nos Emirados Árabes, onde acontece a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28). O senador disse ainda que esta é uma promessa de campanha que o fez exercer o cargo de chefe da Casa Legislativa.

Com uma possível mudança, o mandato seria um ano maior do que o atual, chegando a cinco anos. Atualmente, só é possível se reeleger uma vez em cargos dos Executivos Federal, Estadual, Distrital e Municipal, ao contrário dos cargos do Legislativo, em que não há limite para reeleição.

Da primeira eleição presidencial em que um candidato disputou a reeleição, em 1998, até os dias atuais, Jair Bolsonaro (PL) foi o único que não conseguiu um segundo mandato consecutivo, em 2022. Fernando Henrique Cardoso, na época no PSDB, em 1998; Lula (PT), em 2006; e Dilma Rousseff, na época no PT, em 2014, eram chefes do Executivo Federal quando venceram os pleitos.

Na Bahia, o único governador que não conseguiu a reeleição foi Paulo Souto (União Brasil), na época no antigo PFL, que perdeu o pleito para Jaques Wagner (PT), em 2006. Foram reeleitos o próprio Wagner, em 2010, e Rui Costa (PT), em 2018.

Já nas eleições municipais de Serrinha, apenas dois candidatos à reeleição venceram os pleitos em toda a história: Osni Cardoso (PT), em 2012, e o atual gestor Adriano Lima (PP), em 2020.

OAB cita integridade das urnas e diz ao TSE que não identificou irregularidades na eleição

Na véspera da entrega do relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) afirmou não ter constatado “qualquer fato que aponte suspeita” de irregularidades no processo eleitoral, concluído no último dia 30. 

“Evidenciou-se, ao contrário, a postura transparente da Justiça Eleitoral na preservação da lisura e da segurança no processo”, disse um relatório da OAB entregue nesta terça-feira (8) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes. 

Comissões vinculadas a cada seccional da Ordem nos estados e no Distrito Federal, segundo a entidade, monitoraram, junto aos tribunais regionais eleitorais, as diferentes etapas do pleito, nos dois turnos. A totalização dos votos no TSE foi acompanhada pela OAB nacional. 

“Atestamos a confiabilidade e a integridade das urnas eletrônicas”, afirmou a entidade no relatório encaminhado a Moraes. “Este Conselho Federal da OAB reafirma, seguramente, que o Brasil presenciou eleições limpas, transparentes e seguras.” 

Integrantes da corte, porém, temem que o relatório do Ministério da Defesa, cuja entrega ao tribunal é esperada nesta quarta (9), estimule os atos golpistas espalhados pelo país.
 
Isso porque a expectativa é a de que o documento da pasta subordinada a Jair Bolsonaro (PL) não seja assertivo quanto à confiabilidade do sistema eletrônico de votação.
 
Nesta terça, por exemplo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, evitou reconhecer o resultado da disputa que deu a vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 
Em sua primeira entrevista coletiva desde que ocorreu o mensalão, escândalo que o levou à cadeia, o dirigente partidário condicionou o reconhecimento da derrota de Bolsonaro ao relatório que o Ministério da Defesa apresentará sobre as urnas.
 
“Vamos ter que esperar o relatório amanhã [quarta]. Temos diversos questionamentos que fizemos ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], vamos esperar essas respostas”, disse.

Quem não votou no segundo turno tem até 9 de janeiro para justificar

O eleitor que não compareceu às urnas no último domingo (30), no segundo turno das eleições gerais, tem 60 dias para justificar a ausência e assim não ficar em situação irregular junto à Justiça Eleitoral.

Quem não vota e não justifica fica sem poder emitir o certificado de quitação eleitoral e pode ficar impedido de emitir documentos de identidade ou passaporte, entre outras limitações. Isso ocorre porque o voto é obrigatório no Brasil, para quem tem entre 18 e 70 anos, segundo a Agência Brasil. 

Para ficar quite com a Justiça Eleitoral é preciso ter votado em todas as eleições passadas ou justificado as ausências. O eleitor também não pode ter deixado de atender aos chamados para trabalhar como mesário. Caso esteja irregular, é necessário regularizar a situação por meio do pagamento de multas, por exemplo.

Cada turno de votação é contabilizado como uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. No caso do primeiro turno das eleições deste ano, quem não votou tem até 1º de dezembro para justificar a ausência. Existem três formas de justificar a ausência às urnas: pelo aplicativo e-Título; pelo Sistema Justifica, nos portais da Justiça Eleitoral; ou preenchendo um formulário de justificativa eleitoral.

Cada justificativa é válida somente para o turno ao qual a pessoa não tenha comparecido por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, caso tenha deixado de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência em cada um.

Além de preencher dados e dar o motivo para ter faltado à votação, é aconselhável anexar documentos que comprovem a justificativa, que em todo caso deve ser analisada por um juiz eleitoral, que pode aceitá-la ou não.

Queimadas: Idosa de 68 anos vota deitada em cama hospitalar

Uma idosa de 68 anos fez questão de votar, mesmo deitada em uma cama hospitalar, no colégio municipal da cidade de Queimadas, no território do Sisal.

Apesar da limitação física e dos problemas de saúde, Nilzete Alves da Silva, que já foi vereadora da cidade, exerceu o direito do voto na manhã de domingo (30) com o apoio do filho, de mesários e fiscais da Justiça Eleitoral.

“Foi muito bom, porque quando a gente é patriota e cidadão, nós temos que ter o valor e deixar o exemplo para nossa família, nossos filhos. O voto é um direito humano”, disse a ex-vereadora.

O momento foi registrado por pessoas que estavam na escola.

Dobradinha com Lula dá resultado e Jerônimo garante continuidade do PT na Bahia

Eleito com quase 53% dos votos válidos, Jerônimo Rodrigues (PT) terá uma vida mais tranquila no governo da Bahia do que o aliado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. Tendo construído a base do futuro governo na dobradinha com Lula, o novo governador dará continuidade ao projeto iniciado por Jaques Wagner em 2006 e continuado por Rui Costa nos últimos oito anos. Agora, passada a tensão da eleição, os próximos passos serão decisivos para identificar quem realmente é Jerônimo.

O primeiro autodeclarado indígena a comandar um governo estadual no Brasil terá o desafio de imprimir a própria marca nessa história do PT na Bahia. Durante a campanha eleitoral, o então candidato passou muito tempo sob a sombra de Lula e de Rui. Por mais que os aliados tentassem apresentá-lo ao eleitor, Jerônimo foi o “time de Lula” para elegê-lo e o “ajudante de Rui” por mais tempo do que deveria. Diferente de Lula – e do próprio Wagner -, ainda não dá para saber se o atual comandante do Palácio de Ondina terá desprendimento do cargo. Então, Jerônimo terá que ser grato ao padrinho, ao mesmo tempo em que precisará se mostrar independente dele.

Com a onda federal favorável, Jerônimo pode viver momentos similares aos dos dois mandatos de Wagner e aos dois primeiros anos de Rui. A diferença primordial é a condição de instabilidade política e econômica que Lula vai enfrentar a partir de janeiro de 2023. Caso as instituições funcionem como devem funcionar, não teremos surpresas a partir da derrota do presidente Jair Bolsonaro, primeiro a se frustrar na tentativa de reeleição. Até o momento em que essa coluna era escrita, Bolsonaro não havia reconhecido o resultado das urnas, então é um fator a ser considerado até o final deste ano.

Por mais que tenha perdido a disputa pelo governo da Bahia, ACM Neto (União) não sai minúsculo do pleito, como chegaram a pregar os adversários e até o fogo amigo. A diferença de cerca de 6% entre a votação dele e de Jerônimo mostra que uma parcela expressiva da população baiana comprou o discurso de mudança e pode cobrar pelo desempenho do novo governador com mais afinco do que em eleições anteriores, quando os petistas venceram no primeiro turno. A oposição não deve ter robustez, mas a depender da forma com que ACM Neto se apresentar, pode fazer barulho suficiente para pressionar Jerônimo de maneira com que os antecessores não enfrentaram.

Jerônimo sai vitorioso. Lula ainda mais. Além de vencer a disputa presidencial, o futuro comandante da nação pode colocar na própria conta também a eleição do aliado na Bahia. O ex-presidente teve mais de 72% dos votos dos baianos e mostrou que, aqui no estado, não houve tanto espaço para o bolsonarismo – o atual presidente venceu em apenas duas cidades. Agora é esperar a poeira baixar e ver como se comportam os eleitos e os derrotados nas urnas.

Texto: Fernando Duarte – Bahia Notícias

Com mais de 60 milhões de votos, Lula é o presidente mais votado da história

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o presidente da República eleito com mais votos na história do Brasil. Com 100% das urnas apuradas, o petista recebeu mais de 60,3 milhões de votos nas eleições deste domingo (30) e governará o Brasil pela terceira vez a partir de 1º de janeiro de 2023.

Os votos recebidos pelo petista equivalem a 50,9% dos votos válidos para o cargo no segundo turno deste ano. O atual presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 58,2 milhões (49,1%).

Antes das eleições de 2022, a votação máxima de um candidato à Presidência havia sido registrada por Bolsonaro, em 2018. No segundo turno daquele pleito, o atual presidente recebeu 57,7 milhões de votos.

Nas outras duas vezes em que foi eleito (2002 e 2006), Lula recebeu 52 milhões e 58 milhões de votos no segundo turno, respectivamente. Dilma Rousseff (PT) foi eleita em 2010 e 2014 com 55 milhões e 54 milhões de votos, respectivamente, no segundo turno.

Em 2 de outubro, no primeiro turno, Lula recebeu 57 milhões de votos, contra 51 milhões de Bolsonaro. Até então, nenhum presidenciável havia atingido a casa dos 50 milhões de votos ainda no primeiro turno.

Desde a primeira eleição pós-redemocratização, o eleitorado apto apresenta tendência de aumento — em consonância com a população brasileira. Com isso, o número de votos do presidente eleito normalmente cresce.

Confira o histórico de votações em segundo turno:

1989 – 2º turno

Collor – 35.089.998 – 53,03%

Lula – 31.076.364 – 46,97%

2002 – 2º turno

Lula – 52.793.364 – 61,27%

Serra – 33.370.739 – 38,73%

2006 – 2º turno

Lula – 58.295.042 – 60,83%

Alckmin – 37.543.178 – 39,17%

2010 – 2º turno

Dilma – 55.752.529 – 56,05%

Serra – 43.711.388 – 43,95%

2014 – 2º turno

Dilma – 54.501.108 – 51,64%

Aécio – 51.041.155 – 48,36%

2018 – 2º turno

Bolsonaro – 57.797.847 – 55,13%

Haddad – 47.040.906 – 44,87%

2022 – 2º turno

Lula – 60.343.247 – 48,43%

Bolsonaro – 58.205.269 – 43,2%

Félix Mendonça apresenta projeto que pune candidatos que faltem a debates no segundo turno

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) apresentou na Câmara um projeto de lei que altera a legislação eleitoral para determinar a realização de ao menos dois debates oficiais nos locais em que houver disputa de segundo turno, em quaisquer das esferas federativas (União, estados e municípios). A medida visa fortalecer o processo democrático e facilitar a escolha do eleitor.

Pela proposta, as rádios e TVs, que são concessão pública, terão que realizar dois debates onde houver segundo turno, em sistema de pool de emissoras, cada um com uma hora e meia de duração. Esse tempo será extraído da propaganda eleitoral que esses veículos exibem durante as eleições. O projeto prevê ainda punição para o candidato que não comparecer aos debates oficiais.

“Quem fugir dos debates previstos na nova legislação, caso o texto seja aprovado, perderá o tempo equivalente na propaganda eleitoral”, explicou Félix. “O objetivo do projeto é justamente estimular que os concorrentes debatam e confrontem suas ideias para que o eleitor tenha instrumentos para fazer bem a sua escolha nas urnas”, acrescentou.

Félix explicou o motivo da proposta prever a realização dos debates oficiais apenas no segundo turno. “No primeiro turno, tem muito candidato que faz jogo combinado com outro. Já no segundo, isso não pode acontecer porque o confronto é direto. Além disso, quando o pleito não é definido no primeiro, o nível de indecisão da população tende a ser maior, e o debate se torna mais fundamental até para ajudar a reduzir as abstenções”.

O parlamentar afirmou ainda que o projeto não impede que outros meios de comunicação, inclusive de concessão pública, promovam seus debates. “O que queremos é só garantir que os candidatos participem ao menos de dois confrontos definidos pela Justiça Eleitoral, com regras definidas pelas campanhas e as emissoras. Claro, quanto mais debates, melhor”, frisou.

“Na Bahia, por exemplo, é muito triste ver o que está acontecendo, com o candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, se recusando a dar ao eleitor uma oportunidade de comparar as duas propostas nos veículos de comunicação. Acho que essa não deve ser a postura de alguém que almeja ser governador”, complementou.

Bolsonaro oscila de 45% para 44% e vê Lula aumentar vantagem no 2º turno, diz Datafolha

O Datafolha publicou, na tarde desta quinta-feira (27), seu novo levantamento sobre o segundo turno das eleições presidenciais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve o percentual obtido na última semana, segurando a liderança da disputa.

Com 49% das intenções de voto, Lula segue liderando a corrida presidencial, enquanto o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), viu seu percentual oscilar negativamente, de 45% para 44%.

Brancos e nulos somam 5% das intenções de voto, enquanto 2% ainda se dizem indecisos quanto ao voto no próximo domingo (30). 

Desconsiderando brancos, nulos e indecisos, Lula aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% de Bolsonaro.

O Datafolha entrevistou presencialmente 4.580 eleitores em 252 municípios brasileiros, entre os dias 25 e 27 de outubro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-04208/2022.

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