Dois anos após início da pandemia, Bahia segue com redução no número de transplantes
Cerca de dois anos depois do início da pandemia de Covid-19, a Bahia segue apresentando números reduzidos de transplantes de órgãos. Quase todos os procedimentos passaram por quedas de 2019 para 2021, e a fila de espera para quem precisa receber órgãos aumentou consideravelmente.
Um levantamento feito pelo Bahia Notícias, a partir de dados disponibilizados pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), mostra que, atualmente, 1.244 pessoas estão esperando por um rim no estado. Esse número era de 913 em 2019. Na fila da córnea, há 943 indivíduos, ante 554 em 2019, enquanto 26 pessoas esperam por um fígado, contra 9 antes da pandemia.
“As doações sofreram impacto muito forte com a pandemia, pois o número de doadores com contra indicação cresceu. O número de negativa familiar [quando a doação após o óbito não é autorizada pela família] também se elevou nestes últimos anos. Esses motivos se juntam principalmente ao distanciamento ocasionado pela necessidade do isolamento social, que gera uma restrição de visitas, dificultando a formação de vínculos entre as famílias e os profissionais que atuam no processo”, afirmou América Carolina Brandão de Melo, coordenadora da Central de Transplantes da Bahia.
O procedimento mais afetado pela pandemia foi o transplante de córnea. O número de cirurgias caiu de 743, em 2019, para 281, em 2020. Em 2021, houve uma ligeira recuperação, com 485 registros.
“Por determinação do Ministério da Saúde, nos 7 primeiros meses da pandemia foram suspensas as doações de córneas. Isso gerou uma demanda reprimida, elevando muito o tempo de espera na lista, que hoje está em média de 13 meses. Mesmo depois da retomada, as doações continuam diminutas, pois temos mais restrições para validação dos doadores”, destaca a coordenadora.
Os transplantes de rim seguiram caminho similar. Em 2019, foram 287 procedimentos realizados a partir de doadores-cadáveres – que doam após a morte -, contra 231 em 2020 e 248 em 2021. Já entre doadores vivos, foram 19 transplantes em 2019, nove em 2020 e 16 em 2021.
A espera por um rim costuma ser longa. Em 2020, o Bahia Notícias divulgou o caso de Maria Damiano, que estava há sete anos aguardando pelo órgão (lembre aqui). Há cerca de um ano, ela faleceu. Segundo a família, a mulher sofreu um derrame cerebral após sentir fortes dores nos rins.
Aqueles que possuem problemas no funcionamento do rim precisam se submeter à hemodiálise, que é um tratamento para remover os líquidos e substâncias tóxicas do corpo, realizando assim a função do órgão. O procedimento diminui a imunidade do organismo.
ESPERANÇA DE MELHORA
Apesar da queda durante a pandemia, a Bahia foi um dos poucos estados que manteve o programa de doações de órgãos ativo. “[O estado] Não interrompeu nenhum programa de transplante desde o início da pandemia. Nossa taxa de negativa familiar voltou a reduzir, porém ainda é considerada elevada (em torno de 60%)”, afirmou América.
OUTROS ÓRGÃOS
O transplante de pele teve um aumento de 50% em comparação aos anos de 2019 e 2020, porém ainda é o órgão menos doado da lista. De acordo com América, a demanda por transplante de pele com enxerto cadáver é baixa no estado, “mas todas solicitações que chegam são atendidas”.
Os transplantes de medula, tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, caíram quase pela metade nos últimos três anos. Em 2019, a Bahia realizou 80 transplantes, em 2020 o número de pessoas que foram contempladas com a cirurgia desceu para 38, já em 2021, apenas 42 transplantes foram feitos.
Quanto ao número de doações de múltiplos órgãos, o ano de 2021 também apresentou o índice mais baixo dos últimos três anos. Em 2019 foram 158 doadores, enquanto em 2020 apenas 129 passaram pelo procedimento, seguido de 2021, onde 123 receberam mais de um órgão.
Abono do PIS e Pasep tem novo lote liberado; veja calendário
A Caixa e o Banco do Brasil liberam nesta quinta (24) novo lote do abono salarial. É a vez de funcionários de empresas privadas nascidos em junho e servidores com número de inscrição com final 5 sacarem o benefício.
O pagamento do abono de até um salário mínimo (R$ 1.212) começou em 8 de fevereiro para os inscritos no PIS (Programa de Integração Social) e no dia 15 para os inscritos no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). Os primeiros recebem pela Caixa e os servidores públicos têm o valor depositado no Banco do Brasil.
VEJA AS DATAS:
O calendário de pagamento do PIS varia conforme o mês de nascimento do beneficiário
Nascidos em – Recebem a partir de – Recebem até
Janeiro – 08/02/2022 – 29/12/2022
Fevereiro – 10/02/2022 – 29/12/2022
Março – 15/02/2022 – 29/12/2022
Abril – 17/02/2022 – 29/12/2022
Maio – 22/02/2022 – 29/12/2022
Junho – 24/02/2022 – 29/12/2022
Julho – 15/03/2022 – 29/12/2022
Agosto – 17/03/2022 – 29/12/2022
Setembro – 22/03/2022 – 29/12/2022
Outubro – 24/03/2022 – 29/12/2022
Novembro – 29/03/2022 – 29/12/2022
Dezembro – 31/03/2022 – 29/12/2022
O calendário de pagamento do Pasep varia de acordo com o número final de inscrição do trabalhador:
Final da inscrição – Recebem a partir de – Recebem até
0 – 15/02/2022 – 29/12/2022
1 – 15/02/2022 – 29/12/2022
2 – 17/02/2022 – 29/12/2022
3 – 17/02/2022 – 29/12/2022
4 – 22/02/2022 – 29/12/2022
5 – 24/02/2022 – 29/12/2022
6 – 15/03/2022 – 29/12/2022
7 – 17/03/2022 – 29/12/2022
8 – 22/03/2022 – 29/12/2022
9 – 24/03/2022 – 29/12/2022
Pode receber quem trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2020. Também é preciso estar cadastrado no programa PIS ou no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) há pelo menos cinco anos —ou seja, o primeiro emprego com carteira assinada deve ter ocorrido em 2015 ou antes.
Além disso, é necessário ter recebido até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado, que correspondem a R$ 2.090, considerando-se o salário mínimo de R$ 1.045 vigente em 2020, e ter seus dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Rais ou no eSocial do ano-base considerado para apuração, que é 2020.
O valor pago depende do número de meses em que o beneficiário trabalhou em 2020
Meses trabalhados no ano-base
Valor do abono
1 – R$ 101,00
2 – R$ 202,00
3 – R$ 303,00
4 – R$ 404,00
5 – R$ 505,00
6 – R$ 606,00
7 – R$ 707,00
8 – R$ 808,00
9 – R$ 909,00
10 – R$ 1.010,00
11 – R$ 1.111,00
12 – R$ 1.212,00
Erros nos cadastros enviados por empregadores levaram a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) a fazer uma nova análise dos dados de 1,9 milhão de trabalhadores, que podem ter sido excluídos do pagamento neste ano por falha nas informações prestadas pelas empresas. A consulta para saber se foi incluído no novo lote de pagamentos sai a partir de 16 de março, no aplicativo “Carteira de Trabalho Digital” e pela plataforma de serviços do trabalho no portal Gov.br.
SAQUE DO ABONO SALARIAL
Trabalhadores que possuem conta-corrente ou poupança na Caixa e tiveram o valor depositado podem sacá-lo com o cartão magnético e documento de identificação nas agências da Caixa, casas lotéricas, terminais eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui.
Quem recebeu pela Poupança Social Digital pode movimentar o valor no aplicativo Caixa Tem. Para fazer saques, é necessário selecionar no aplicativo Caixa Tem a opção “Saque sem cartão”, gerar o código para retirada do dinheiro e utilizá-lo em terminais de autoatendimento da Caixa, unidades lotéricas e postos de correspondentes Caixa Aqui.
Caso o trabalhador não tenha conta na Caixa e o banco não tenha conseguido abrir a poupança digital em seu nome, o saque pode ser realizado presencialmente na agência com apresentação do número do PIS e um documento oficial com foto, como RG ou carteira de motorista.
Também é possível sacar usando o Cartão do Cidadão com a senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e postos Caixa Aqui, de acordo com o calendário de pagamento.
SAQUE E CONSULTA DO PASEP
O dinheiro é destinado a quem é inscrito no Pasep como servidor público federal, estadual ou municipal ou empregado de empresas públicas e sociedades de economia mista. A consulta para saber se tem direito pode ser feita no site do Banco do Brasil, em consulte seu Pasep, na central de atendimento telefônico do banco, nos números 4004-0001 ou 0800-7290001, ou pelo Alô Trabalhador, no telefone 158.
O servidor deverá informar o número de inscrição no Pasep ou o CPF e a data de nascimento. O benefício é depositado em conta-corrente e poupança do titular, no Banco do Brasil. Correntistas de outras instituições podem transferir os valores via TED. O saque também pode ser feito nas agências do BB, com apresentação de documento oficial de identificação.
Último adeus: Corpo de Paulinha Abelha é velado em Sergipe com presença dos fãs
Os fãs da cantora Paulinha Abelha terão a chance de se despedir da cantora em dois momentos entre esta quinta-feira (24) e a sexta-feira (25) em Sergipe.
Em anúncio feito por Silvania Aquino, ex-companheira de banda da artista na Calcinha Preta, foi informado que a cantora terá dois velórios, um em Aracaju e outro em Simão Dias, interior de Sergipe.
“O velório será liberado para visitação dos fãs a partir das 7h de amanhã, quinta-feira (24), no Ginásio Constância Vieira (Aracaju/Sergipe) e das 9h às 14h, sexta-feira (25), no Ginásio de Esportes José Maria (Simão Dias/Sergipe). O sepultamento contará apenas com a presença dos familiares”, escreveu.
A artista teve a morte confirmada pelo Hospital Primavera às 19h26 em um quadro de comprometimento multissistêmico. Paulinha deu entrada em uma outra unidade do estado com problemas renais, no entanto, o diagnóstico final da cantora ainda não foi divulgado.
Câmara aprova legalização de cassinos, bingos e jogo do bicho
A Câmara aprovou na madrugada desta quinta-feira, 24, o projeto de lei que legaliza cassinos, jogo do bicho e bingos no País. Foram 246 votos favoráveis, 202 contrários e 3 abstenções. A bancada evangélica, contrária aos jogos de azar, não conseguiu adiar a análise da matéria, que contou com o apoio do presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL). A votação dos destaques ficou para esta quinta-feira, 24, e, logo depois, o texto seguirá para análise do Senado.
O projeto rachou a base aliada do presidente Jair Bolsonaro. Logo que o plenário iniciou a análise do projeto, o deputado Sóstenes Cavalcante (União Brasil-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, apresentou requerimento para retirada do texto da pauta, foi mas o pedido foi rejeitado.
“A legalização dos jogos de azar é um desastre para as famílias dos brasileiros. Ora, qual dos colegas não conhece uma família que destruiu todo o seu patrimônio, tudo o que tinha, porque desenvolveu a compulsão por essa desgraça chamada jogo de azar?”, perguntou Sóstenes.
Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) defendeu a aprovação do projeto. “Eu não consigo entender, eu sou religioso também, sou praticante, mas não entendo o que tem a ver esse assunto com religião”, afirmou Cherini, numa referência à oposição da bancada evangélica.
A discussão invadiu o plenário. A liderança do governo e o PL, partido de Bolsonaro, liberaram o voto de suas bancadas. Principal legenda do Centrão, o Progressistas orientou pela aprovação do texto; Republicanos, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, pediu que os deputados rejeitassem o projeto.
“Trata-se de um forte mecanismo de lavagem de dinheiro”, criticou o deputado Henrique Fontana (PT-RS) durante a votação. “O governo libera a sua base, até porque há partidos com entendimentos diferentes, e o presidente manterá sua prerrogativa de veto”, disse o deputado Evair de Melo (Progressistas-ES), também vice-líder do governo na Câmara.
Em entrevista à rádio Viva FM, do Espírito Santo, em 17 de janeiro, o presidente afirmou que os jogos de azar não são bem-vindos no Brasil. Disse, porém, que os parlamentares podem derrubar o seu veto. Em 2018, quando era candidato, Bolsonaro classificou como “mentira” que iria regularizar cassinos no Brasil. “Dá para acreditar numa mentira dessa? Nós sabemos que o cassino aqui no Brasil, se tivesse, serviria como uma grande lavanderia. Serviria para lavar dinheiro, e também para destruir as famílias. Muita gente iria se entregar ao jogo e o caos se faria presente junto ao seio das famílias aqui no Brasil”, observou o então deputado, naquela ocasião.
O relator do projeto, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), estabeleceu a criação de uma Cide-Jogos, com alíquota fixa de 17% sobre a operação das apostas. Além disso, a incidência de Imposto de Renda (IR) é de 20% sobre prêmios de R$ 10 mil ou mais.
“A instituição de uma Cide permitirá, desde logo, a vinculação da arrecadação tributária decorrente da exploração de jogos e apostas, assegurando mais recursos para a implantação e desenvolvimento de políticas públicas sociais, inclusive para Estados e Municípios, representando um reforço ao nosso federalismo fiscal”, justificou Carreras em seu relatório.
Os recursos gerados pela cobrança da contribuição serão distribuídos para União, Estados, Distrito Federal (DF) e Municípios e a ideia é que financiem políticas sociais, incluindo reconstrução de áreas de risco e prevenção de desastres naturais. A incidência do IR, por sua vez, será sobre o ganho líquido, ou seja, o valor do prêmio deduzido do valor pago para fazer a aposta. O relator determinou que o imposto será retido na fonte pela entidade operadora.
Carreras também estabeleceu que os jogos de azar serão regulados e supervisionados pela União, por meio de um “órgão regulador e supervisor federal”, definido por lei. Para operar, os estabelecimentos precisarão de licença. Será criada, ainda, uma lista de registros proibidos, espécie de banco de dados com jogadores impedidos de apostar.
Em 2016, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) recomendou ao Congresso que, na eventual apreciação de proposições legislativas para autorizar a exploração de jogos de azar, fossem considerados “os padrões internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro, inclusive a necessidade de estrito controle administrativo por órgão especializado”.
Para Roberto Livianu, procurador do Ministério Público do Estado de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, o Brasil “não está pronto” para legalizar jogos de azar. “É claro como a luz do sol que isto trará muito mais problemas que soluções – gente caindo no vício, famílias arruinadas, jogo sendo usado para lavagem de dinheiro e por aí vai. O turismo pode ser alavancado de outras formas”, destacou Livianu.
Na véspera da aprovação do projeto na Câmara, Sóstenes Cavalcante havia cobrado mais empenho de Bolsonaro para barrar o projeto. “O presidente (Bolsonaro) já é contra, já anunciou que veta, mas ele tem que fazer também um trabalho junto à liderança do governo”, afirmou Sóstenes, que tem feito um esforço para aproximar ainda mais a bancada evangélica do Palácio do Planalto.
Lira, por sua vez, fez uma defesa enfática da matéria. “São jogos que já existem no Brasil, acontecem como contravenção ou de maneira não oficial todos os dias, jogos online que patrocinam Seleção Brasileira, que patrocinam jogadores de futebol, que patrocinam meios de comunicação”, afirmou o presidente da Câmara.
Revisão do PIS 2022 poderá incluir até 1,9 milhão de trabalhadores
O governo poderá incluir até 1,9 milhão de trabalhadores no pagamento do abono do PIS/Pasep 2022. Segundo a Dataprev, empresa de tecnologia responsável pelo processamento de dados do abono, a revisão nos cadastros está sendo feita porque foram identificadas inconsistências em informações enviadas pelas empresas na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).
A consulta para saber se o trabalhador foi incluído no novo lote do PIS está prevista para ser liberada a partir do dia 16 de março, no aplicativo “Carteira de Trabalho Digital” e pela plataforma de serviços do trabalho no portal Gov.br. O benefício, de até R$ 1.212, já está sendo pago para trabalhadores que não tiveram falhas em seu cadastro. Veja abaixo o calendário.
Ao fazer o cruzamento de dados dos cadastros dos trabalhadores, a Dataprev identificou divergências entre as informações declaradas no primeiro vínculo da Rais e as demais bases oficiais de registros trabalhistas. Agora, com a revisão dos cadastros, a empresa informou que amplia o cruzamento de dados para confirmar a data correta de vínculo do trabalhador.
Pode receber o abono salarial 2022 quem trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2020. Também é preciso estar cadastrado no programa PIS ou no Cnis há pelo menos cinco anos –ou seja, o primeiro emprego com carteira assinada deve ter ocorrido em 2015 ou antes, dentre outras exigências.
Essa é a primeira vez que os registros do eSocial são utilizados para a concessão do abono salarial. Segundo a Dataprev, de 55 milhões de CPFs que tiveram algum registro na Rais ou no eSocial em 2020, foi concluído o processamento de 96,5%, com os seguintes resultados: 22,7 milhões elegíveis a receber o abono salarial; 30,4 milhões inelegíveis; e 1,9 milhão com necessidade de processamento adicional (3,5% de cadastros).
Carlinhos de Dãozinho é reeleito presidente da Câmara Municipal de Vereadores
Ontem, terça-feira, 22 de fevereiro, aconteceu a sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Teofilândia e, de forma antecipada, a votação para a mesa diretora.
O vereador João Carlos Oliveira dos Anjos, mais conhecido como Carlinhos de Dãozinho (Republicanos), foi reeleito para presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Teofilândia. Esse será o seu 6º mandato no órgão administrativo do poder municipal, gestão 2023/2024.
Como é escolhido o presidente da Câmara de Vereadores?
Na sessão de posse dos parlamentares, são formadas chapas com candidatos à Presidência. Por votação secreta, os demais membros da Casa elegem o Presidente. O mesmo processo é aplicado para a eleição dos demais membros da Mesa Diretora, composta por 1º e 2º vices-presidentes; além de 1º, 2º, 3º e 4º secretários.
Foto: Kellen Oliveira Batista
Bahia teve menor área de seca do país em janeiro, aponta monitor
A Bahia registrou a menor área com seca do país em janeiro passado. O estado também foi o que mais reduziu a área com seca no próprio território desde 2014. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo Monitor de Secas e são referentes ao primeiro mês de 2022. Conforme o levantamento, antes dos 17% de janeiro, a Bahia havia reduzido a área com seca para 27% em dezembro passado, mês em que registrou o maior volume de chuvas no mundo (ver aqui).
Na amostragem, o Monitor também apontou recuo da área com seca moderada, que caiu de 6%, em dezembro, para 2%, em janeiro. O Monitor divide o tipo de seca em cinco grupos: fraca, moderada, grave, extrema e excepcional. Nenhum território baiano figura nos três últimos gêneros de seca.
NORDESTE
Na mesma pesquisa, o Nordeste foi a região do país que mais reduziu a área com seca. A região registrou área de 34%, ante 43% anotado um mês antes. O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e apresenta os dados de acordo com pesquisas de órgãos estaduais.
No caso da Bahia, o estudo colheu informações do Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos].
Bahia registra maior quantidade de mortes violentas pelo terceiro ano seguido
A Bahia foi o estado brasileiro que registrou a maior quantidade de mortes violentas em 2021, conforme mostra o índice nacional de homicídios, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21).
Em números absolutos, o estado contabilizou 5.099 mortes violentas (homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) em 2021. Destas, 4.931 foram enquadradas como homicídio doloso, 122 como latrocínio e 46 como lesão corporal seguida de morte.
O mês mais violento de 2021, conforme o Monitor da Violência, foi abril, com 532 crimes, seguido do mês de março, que contabilizou 510 mortes violentas.
O estado que teve a segunda maior quantidade de mortes violentas em 2021 foi o Rio de Janeiro, com 3.394 casos. Em seguida vieram Pernambuco (3.370) e Ceará (3.300).
Em 2020, a Bahia também registrou maior quantidade de mortes violentas. Em comparação com os dados divulgados no último balanço, o estado teve queda de 3,4%, com 177 mortes violentas a menos. Ainda em 2020, o estado somou 5.276 casos, sendo 5.107 homicídios dolosos, 104 latrocínios e 65 lesões corporais seguidas de morte.
O Nordeste com 18.430 mortes em 2021, teve uma queda de 9,18% em comparação com 2020, quando registrou 20.293. No ano passado, a Bahia foi responsável por 27,66% dos casos na região. *Com informações do site G1/Bahia
Atletas teofilandenses conquistam 13 medalhas na Copa Bahia Open de Judô
No último sábado, 19, aconteceu em Simões Filho a Copa Bahia Open de Judô, o evento contou com a presença de vários atletas baianos. Teofilândia esteve presente através do Judô Clube Kodokan, que tem como diretor e fundador o sensei Luiz Araújo.
Os teofilandenses conquistaram 13 medalhas no total, sendo 7 de ouro, 4 pratas e 2 bronzes.
“Fico muito feliz em representar a minha cidade. Todos os atletas de Teofilândia estão de parabéns, buscamos sempre fazer o nosso melhor e se doar o máximo para aplicar as técnicas passadas pelo nosso sensei. A evolução é constante, jamais pensar em desistir”, disse o atleta teofilandense Fyllipe Ribeiro.

Estado da Bahia é condenado a indenizar mãe em R$ 100 mil por morte de filho em presídio
O Estado da Bahia e a Reviver Administração Prisional deverão indenizar uma mãe em R$ 100 mil pela morte do filho no Conjunto Penal de Juazeiro. De acordo com os autos, o jovem foi espancado até a morte no presídio. Ele foi detido por responder a um processo criminal por furto, com pena prevista entre 1 a 4 anos de prisão.
A Justiça também reconheceu o direito da mãe em receber pensão pela morte do filho. A causa da morte foi hemorragia interna por espancamento. A genitora foi informada da morte através da visita de uma assistente social e uma psicóloga, que narraram a existência de uma discussão na cela de seu filho e que “ele ficou machucado”, tendo sido levado ainda com vida para a enfermaria do Conjunto Penal, mas não resistiu e veio a falecer.
A mulher contou que tinha laços estreitos com o filho e que este, embora preso por prática de crime de furto, era trabalhador rural, além de realizar “bicos”, pois só tivera um único emprego com carteira assinada. A autoria do assassinato não foi identificada, e por isso, ela considera que o Estado tem o dever de indenizar, pois o filho estava sob sua custódia, devendo garantir a integridade física e moral do jovem. Ela pediu indenização de R$ 500 mil.
Em sua defesa, o Estado da Bahia afirmou que não têm culpa sobre a morte e que a mãe não apresentou provas dos fatos que levaram à morte do filho como “se foi assassinado” ou “quem foi o autor do homicídio”.
Para o juiz Vanderley Andrade de Lacerda, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Juazeiro, o argumento não é válido, pois a responsabilidade civil da “Administração Pública é objetiva”, e por isso, os réus devem indenizar a genitora. O juiz de piso, entretanto, considerou que a mãe não deveria receber pensão vitalícia, pois não era dependente economicamente do filho. “Eis que não há evidência nenhuma de que o falecido contribuía com as despesas, nem morava com a genitora, pelo que nenhum prejuízo econômico, material disso adveio”, assinala o magistrado.
Na decisão, ao condenar o pagamento da indenização, o juiz diz que, “sem respeito à dignidade humana não haverá Estado de Direito, desaparecendo a participação popular nos negócios políticos do Estado, quebrando-se o respeito ao princípio da soberania popular. A base maior vem estampada no postulado da dignidade da pessoa humana – impregnado no ordenamento estatal brasileiro, do mais absoluto grau de centralidade e supremacia – a obstaculizar, de forma linear, a possibilidade de que o homem seja convertido em objeto de processos estatais”.
Os réus recorreram da decisão, que foi relatada pelo desembargador Mário Albiani Júnior, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Segundo a Reviver, houve equívoco na sentença ao lhe condenar, sob o argumento da “teoria do risco administrativo”. Diz que o Conjunto Penal de Juazeiro pertence ao Estado da Bahia, e que só desempenha atividades-meio, como “hotelaria e serviço social, como alimentação, roupa, assistência, médica e dentária”, mantendo o Estado a direção geral do sistema, “nos quesitos de punição do preso, de cumprimento de pena, de custódia, e de relacionamento deste com o judiciário”, bem como a responsabilidade pela integridade física e moral dos detentos.
A Reviver aponta que “a admissão de presos, o local (cela) onde ficarão, o regime de visitas, de banho de sol, comunicação com advogados, comparecimento a audiências, tratamento médico, enfim, todo e qualquer procedimento a ser realizado, compete e emana do Estado da Bahia, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, através do Diretor Geral do Presídio que é servidor público do Estado da Bahia”.
Na apelação, o Estado da Bahia afirmou que a morte foi causada por atos praticados por outros detentos e que não poderiam ser evitados pelos agentes penitenciários, já que ocorreram dentro da cela. Também afirmou que o valor da indenização, de R$ 100 mil, é “desarrazoada e passível de causar enriquecimento indevido à parte autora”.
A mãe do detento, por sua vez, salientou que era preciso reconhecer seu direito ao recebimento da pensão vitalícia, pois é possível “a presunção de dependência econômica quando tratar-se de família de baixa renda”, de acordo com precedentes judiciais. Asseverou ainda que o valor da indenização é “insuficiente para compensar o prejuízo imaterial sofrido”. O relator negou os argumentos dos réus e manteve a indenização no valor de R$ 100 mil e acatou o pedido da mãe para determinar o pagamento de pensão vitalícia no valor de um terço do salário mínimo até a data que o filho completaria 65 anos de idade. “Tem razão a parte autora quando aponta a possibilidade de presunção de dependência econômica a justificar a fixação de pensão mensal, eis que a jurisprudência do STJ [Superior Tribunal de Justiça] sedimentou o entendimento de que, em se tratando de família de baixa renda (fato incontroverso na hipótese), a dependência é presumida, independentemente da comprovação de exercício de atividade remunerada pelo de cujus”, escreveu o desembargador no acórdão.







