Os shows em que irão ocorrer no dia 23 de abril, sábado, aniversário de Teofilândia, começarão à tarde, na Praça José Luiz Ramos, centro, a partir das 14hh30.
A Prefeitura Municipal de Teofilândia divulgou hoje, 18 de abril, a grade de atrações: Del Led, Lukas Lima, Bicho Mimado e Samba de Quina.
Teofilândia completará 60 anos de emancipação política.
Autor: Redação T.A
Espaço do Clube Mandacaru pode se tornar Colégio Estadual de Teofilândia
Principal ponto de lazer de Teofilândia há mais de 30 anos, o Clube Mandacaru está inativo desde 2020 (saiba mais aqui). De acordo com informações colhidas pelo Teofilândia Acontece, o futuro do espaço já está quase definido.
Em uma parceria com a Prefeitura Municipal de Teofilândia, da empresa Equinox Gold e do Governo do Estado, a pretensão é que o Colégio Estadual Teofilândia, antigo Plínio Carneiro da Silva, ocupe a estrutura. O investimento seria de mais de R$ 20 milhões.
A Prefeitura ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.
Foto: Reunião entre Prefeitura, Equinox Gold e Diretoria do Colégio Estadual de Teofilândia que ocorreu recentemente
Teofilândia: Por conta do aniversário da cidade, feira livre é antecipada para sexta-feira
O aniversário de emancipação de Teofilândia, que completa 60 anos, vai acontecer no sábado, 23 de abril. Desta forma, a feira livre será antecipada para sexta-feira, 22.
A Prefeitura Municipal de Teofilândia divulgou um cronograma em suas redes sociais sobre os eventos que irão ocorrer durante a semana, porém, não há divulgação oficial ainda sobre as bandas que irão se apresentar no sábado, a única confirmada através do artista, é o cantor teofilandense Lukas Lima.
Foto: Railton Vilhena
Queiroga anuncia o fim da emergência sanitária de Covid no Brasil
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na noite deste domingo (17), em cadeia de rádio e TV, que o governo irá publicar nos próximos ato normativo colocando fim na emergência sanitária provocada pela Covid-19.
Em sua fala, o ministro destacou investimentos federais na pandemia e prestou solidariedade às vítimas da doença.
Desde fevereiro o ministro vem tratando publicamente do assunto. Nos bastidores pesam há muito tempo nesse sentido a pressão do Palácio do Planalto, tendo em vista que o presidente Jair Bolsonaro (PL) irá disputar a reeleição, e a expectativa do ministro de ser reconhecido como o gestor que terminou com a crise sanitária no Brasil.
A chamada Espin (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional) dá lastro ao uso emergencial de vacinas, compras sem licitação e outras regras ligadas à pandemia.
Somente no Ministério da Saúde, 170 regras podem ser impactadas com o fim da emergência sanitária.
Entre as mais sensíveis está a autorização de uso emergencial de vacinas e remédios.Pessoas que têm trabalhado no assunto dizem que estudam um meio de não prejudicar o uso da Coronavac, que tem autorização emergencial.
As vacinas da Pfizer, Janssen e AstraZeneca/Oxford já têm o registro definitivo e não sofreriam nenhum impacto com o fim da emergência sanitária.
Desde o seu início, a pandemia de Covid-19 causou oficialmente a morte de mais de 660 mil brasileiros. Bolsonaro sempre foi um crítico das medidas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, alegando supostos malefícios mais graves com a paralisia da economia, e estimulou discursos e práticas negacionistas por vários meses, entre elas o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a doença.
No final de março, a Saúde finalizava um documento que seria entregue ao ministro para que ele tomasse a decisão sobre a possível revisão no estado de emergência. Nele, estavam sendo considerados dados epidemiológicos, da rede de assistência do SUS e as normas que sofreriam impacto com a decisão.
Gestores do SUS afirmam que não são contra o fim da emergência sanitária em decorrência da redução do número de mortes e casos de Covid-19 no país, mas tentam convencer o Ministério da Saúde que seja adotado um prazo de transição de 90 dias. Além disso, propõem um plano de comunicação de risco e um plano de retomada da normalidade.
O Conass (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde) defende disse que esse plano contenha três eixos.
Indicadores de controle (definição de uma taxa de novos casos e internações que possam representar risco para a região), um sistema de vigilância integrado entre casos de Covid-19 e influenza (nesse ponto pedem que a vacina da Covid-19 seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações) e a avaliação da capacidade instalada dos estados para dar assistência aos casos de Covid longa e outras condições que pressionam o serviço de saúde.
Depois de prometer declarar o fim da pandemia da Covid-19, tarefa que cabe apenas à OMS (Organização Mundial da Saúde), Queiroga modulou o discurso e passou a trabalhar nos preparativos para encerrar a Espin, datada de fevereiro de 2020.
“Devemos, a partir do início do mês que vem, com a decisão do ministro da Saúde de colocar fim à pandemia, voltarmos à normalidade no Brasil”, disse Bolsonaro em meados de março.
Queiroga e Bolsonaro chegaram a prometer acabar com a pandemia no Brasil e declarar que a Covid-19 se tornou uma endemia.
O plano era reforçar a versão de que o governo venceu a crise sanitária, além de desestimular o uso de máscaras e outras medidas de proteção contra o vírus.
Como mostrou a Folha, o ministro Queiroga modulou o discurso ao ser alertado por auxiliares que não tem poder de encerrar a pandemia. O ministro conseguiria apenas revogar a Espin. Esse seria o principal caminho para esvaziar as restrições contra a Covid.
A Saúde passou então a mirar o fima de regras que são tidas como desnecessárias neste momento,
Algumas independem da Espin. O governo federal já recomendou dispensar o uso de máscaras em ambientes de trabalho de estados e municípios com número de casos da Covid considerado “baixo” ou “moderado”.
As mudanças foram feitas em portaria conjunta do Ministério do Trabalho e do Ministério da Saúde.
Queiroga, inclusive, vai trabalhar sem máscara no Ministério da Saúde desde março. O ministro deixou de usar a proteção em decorrência do decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB), que flexibilizou o seu uso no Distrito Federal.
Pela regra, a máscara deixou de ser obrigatória em locais abertos e fechados. Outros estados e municípios também já realizaram a flexibilização.
O governo estado de emergência em saúde pública no dia 4 de fevereiro de 2020. Essa medida pode ocorrer em casos de emergências epidemiológicas (como o coronavírus), desastres e desassistência à população.
Desde então, uma série de ações foram tomadas, como a aprovação do uso emergencial de uma vacina pela primeira vez no país, que ocorreu em janeiro de 2021.
Além disso, houve contratações sem licitações e a emissão de créditos extraordinários, que não são computados dentro do teto de gastos.
Em maio de 2021, a Secovid (Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19) foi criada, por meio de um decreto, para coordenar as ações durante a emergência em saúde pública. Na prática, ele perde sua função caso haja o fim da emergência sanitária.
Bahia tem mais beneficiários do Auxílio Brasil do que empregados com carteira assinada
A Bahia é um dos 12 estados brasileiros que tem mais beneficiários do programa Auxílio Brasil do que empregados com carteira assinada. Os dados foram publicados pelo site Poder 360 com base em informações obtidas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged) e do Ministério da Cidadania do mês de fevereiro de 2022.
Segundo a pesquisa, a Bahia em fevereiro tinha 1.821.479 trabalhadores da carteira assinada, enquanto de beneficiários do Auxílio Brasil o número é de 2.211.315. Ainda segundo o levantamento, a Bahia é o segundo estado com maior número de beneficiários perdendo apenas para São Paulo, que tem 2.225.382.
O levantamento considera os 41 milhões de trabalhadores formais que têm a carteira de trabalho assinada. Há, no entanto, um contingente grande de trabalhadores informais e/ou sem carteira assinada. O estudo mostra que todos os Estados onde o número de beneficiários do Auxílio Brasil supera o de empregados com carteira estão nas regiões Norte e Nordeste.
Brasil chega a 9% da população adulta vivendo com diabetes
O Brasil chegou, no ano passado, a 9,14% da sua população com mais de 18 anos vivendo com diabetes. Em 2020, esse índice era de 8,2%, ou seja, houve um aumento de 11,47%.
Assim, o país já conta com cerca de 15 milhões de adultos convivendo com a doença, que anualmente causa 6,7 milhões de mortes em todo o mundo.
Os dados são do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico) 2021, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde para colher informações sobre fatores de risco de saúde da população.
Após um atraso na divulgação dos dados de 2020 durante a pandemia, os resultados da edição de 2021 foram publicados na última quinta-feira (7), na Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (Ivis).
Foram ouvidas 27.093 pessoas com 18 anos ou mais em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022.
Em 2019, antes da pandemia, a taxa de adultos com diabetes era ainda menor, de 7,45%. Como o Vigitel 2020 foi afetado pela pandemia, com um número bem menor de entrevistas realizadas no período pré-pandêmico, a comparação mais equitativa é com os dados de 2019. Sendo assim, o aumento comparativo em dois anos foi de quase 23%.
Apesar de ser um número significativo, especialistas afirmam que ele pode ainda ser subnotificado, pois muitos casos de diabetes não são devidamente diagnosticados.
“É importante ressaltar que os indicadores de saúde na pesquisa são autorreferidos, isto é, não há medição de índice de glicose ou de pressão arterial, então esses números com certeza são subdiagnosticados”, explica Deborah Malta, pesquisadora e professora da Escola de Enfermagem da UFMG e ex-coordenadora do Vigitel (2006 a 2015).
Nos últimos anos, a proporção de mulheres (9,61%, em 2021) convivendo com diabetes é maior do que a de homens (8,58%, no mesmo ano), mas isso se deve principalmente ao fato de mulheres cuidarem mais da saúde e procurarem atendimento médico mais cedo.
Essa preocupação aparece também nos brasileiros que vivem com hipertensão. Durante a pandemia, aumentaram os casos de infarto em mulheres jovens, e a pesquisa Vigitel também encontrou uma maior proporção de mulheres com pressão alta, de 27,13%, contra 25,41% dos homens, em 2021.
Apesar disso, o aumento relativo foi maior entre os homens, que passaram de 21,21%, em 2019, para 25,41% em 2021, um aumento de quase 20%.
Ao todo, mais de um quarto (26,34%) da população adulta tinha hipertensão arterial em 2021, um aumento de quase 7,5% em relação ao período pré-pandemia (24,52%).
Os brasileiros também ganharam peso nos dois últimos anos de pandemia. Em 2019, o índice de pessoas com excesso de peso (índice de massa corpórea, medido pelo peso dividido pela altura, igual ou maior a 25) era de 55,37%, passando para 57,47%, em 2020, e 57,25%, em 20201.
Em relação à obesidade, a taxa de adultos obesos (IMC igual ou maior a 30) em 2019 era de 20,27%, passando para 22,35% em 2021. Em 2020, era de 21,55%.
O quadro preocupa mais em relação aos homens. Neles, o crescimento de 2019 para 2021 foi de quase 13%: de 19,5% para 22,02%.
“Vimos uma piora geral dos indicadores de saúde nos homens. Aumentou o peso, aumentou hipertensão arterial, piorou a prática de atividade física. Já nas mulheres o que me preocupa foi a queda no número de mulheres que fez mamografia ou citologia oncológica [papanicolau] nos dois anos de pandemia”, diz Malta.
Brasileiros praticam menos atividade física Desde 2016, a quantidade de brasileiros com sobrepeso vem crescendo anualmente. Paralelamente, a parcela de adultos que gasta no mínimo 150 horas semanais para prática de atividades físicas no tempo livre caiu.
A população fisicamente inativa, que era 13,91% em 2019, foi para quase 16% em 2021, enquanto a prática insuficiente de atividade física, um indicador que é utilizado pela Organização Mundial da Saúde para avaliar fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DNCs), aumentou de 44% para 48%.
“Quase metade da população brasileira hoje não pratica atividade física suficiente. E isso vem em um momento de aumento de desemprego, de sedentarismo, aumentou o tempo gasto com televisão ou telas de computador, de 62% para 66%… Ou seja, tudo piorou”, afirma a pesquisadora.
Para Malta, é imprescindível que o debate sobre prevenção e promoção de saúde retorne após o período mais agudo da pandemia. Segundo ela, se durante a pandemia o foco foi tratamento e prevenção de Covid, agora é necessário se concentrar novamente nas DNCs.
“É preciso preparar o serviço de saúde, procurar capacitar melhor os profissionais de saúde e campanhas voltadas para a comunidade mostrando os riscos da má alimentação, falta de atividade física. Diversos estudos já falam de uma quarta onda da pandemia, que é o aumento de doenças crônicas, e uma quinta, que seriam as sequelas e os efeitos na saúde mental”, completa.
Venda do ‘kit Covid’ se manteve alta em 2021, mais do que o dobro da pré-pandemia
Os principais medicamentos que integram o chamado kit Covid se mantiveram em alta em 2021, com vendas que representam mais do que o dobro do registrado no período pré-pandemia.
O kit é composto de remédios prescritos para outros fins e, mesmo sem ter eficácia contra o novo coronavírus, tiveram o seu uso estimulado, entre outros, pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
Foram 97 milhões de unidades de cloroquina, ivermectina, nitazoxanida e azitromicina comercializadas em 2021, uma leve queda em relação a 2020 (102 milhões), mas mais do que o dobro do período anterior à pandemia, em 2019, que registrou venda de 40 milhões de unidades.
A ivermectina (vermífugo), por exemplo, continuava entre os dez medicamentos mais vendidos em fevereiro de 2022. Ela não aparecia no ranking antes da pandemia.
Os dados obtidos pela reportagem são do CFF (Conselho Federal de Farmácia) e levam em conta as unidades vendidas nas farmácias.
Wellington Barros da Silva, professor da Universidade Federal de Sergipe e consultor do CFF, disse que o patamar de consumo ainda é elevado justamente em razão da Covid-19 e que antes da pandemia a ivermectina nunca havia entrado nem na lista dos cem medicamentos mais vendidos do Brasil.
Ele destaca, entretanto, a queda de 5% de 2021 em relação a 2020.
“Não chegou ao patamar pré-pandemico devido ao número de casos de Covid-19 no país ser ainda considerado elevado. Mesmo assim houve redução do consumo que acompanha o número de casos, a cobertura de vacinação. As pessoas também estão mais esclarecidas e escutam as sociedades científicas, que não recomenda esses medicamentos para a Covid”, disse.
Em janeiro, o Ministério da Saúde barrou a publicação de uma diretriz elaborada por especialistas que contraindicava o uso de kit Covid no SUS (Sistema Único de Saúde). O texto não teria poder de proibir médicos de utilizarem o kit Covid, mas representaria uma mancha às bandeiras negacionistas do governo Bolsonaro, pois seria uma orientação da Saúde contrária ao chamado tratamento precoce, ou seja, ao uso de medicamentos sem eficácia.
Houve recurso, que está em análise pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que tem evitado dar declarações concretas sobre essa questão.
A reportagem questionou a Saúde sobre qual é a posição de Queiroga sobre o tema, quais as recomendações da pasta em relação ao uso do kit Covid e quando haverá análise do recurso. O ministério não respondeu nenhuma das perguntas e afirmou apenas que o recurso continua em análise.
Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, em meio à falta de leitos e de oxigênio para pacientes com Covid-19 em Manaus, o Ministério da Saúde montou em janeiro de 2021 uma força-tarefa de médicos defensores do chamado “tratamento precoce” da Covid-19 para visitarem Unidades Básicas de Saúde na capital amazônica.
Em entrevista à Folha de S.Paulo em fevereiro deste ano, o até então presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, disse que ainda havia médicos que receitavam o kit Covid no SUS.
“É um tipo de conduta absurda, mas existe. Lógico que com intensidade bem menor, mas ainda continuam prescrevendo”, disse.
Estudos têm demonstrado ao longo do tempo a ineficácia desses medicamentos. Resultados recentes com a hidroxicloroquina (remédio prescrito para prevenção da malária) em pacientes ambulatoriais com quadros leves ou moderados de Covid-19 no início da infecção não se mostraram eficazes na redução de hospitalizações por complicações da doença.
O estudo foi realizado com 1.372 pessoas com Covid ou forte suspeita de infecção pela doença e teve a participação de 56 centros de pesquisa brasileiros.
Um outro estudo mostrou que a ivermectina não funciona contra a Covid. Os resultados mostram que o antiparasitário não diminui risco de internação, não aumenta a velocidade de recuperação, não reduz tempo no hospital ou risco de morte.
A pesquisa foi feita em parceria com autoridades públicas de saúde de 12 cidades do Brasil e contou com mais de 3.000 pessoas. Ela foi publicada na revista NEJM (The New England Journal of Medicine) em 30 de março deste ano.
No Senado, Queiroga também disse que está com a atenção voltada aos novos medicamentos que estão sendo aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).O Ministério da Saúde aprovou o uso do baricitinibe como o primeiro medicamento contra Covid para ser incorporado ao SUS.
Segundo portaria, o remédio, conhecido como Olumiant, é indicado para o tratamento da Covid em pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.
O governo ainda não divulgou estimativa de quantos pacientes devem receber o produto e qual deve ser o preço para a compra do medicamento.
Sem dinheiro para gás, jovem morre queimada cozinhando com álcool
Angélica Rodrigues, de 26 anos, morreu depois de ter 85% do corpo queimado enquanto tentava cozinhar com álcool (etanol) na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo. A diarista morava sozinha em um barraco na periferia da cidade e, como estava desempregada, não tinha dinheiro para comprar o gás – que na época já custava mais de R$110.
O caso aconteceu em março e a jovem chegou a ficar 15 dias internada no hospital da cidade esperando uma vaga em uma unidade de referência no tratamento de queimados em São Paulo. Mesmo após ter sido transferida, com ajuda de um político local, para o Hospital Geral Vila Penteado, em São Paulo, Angélica não resistiu e morreu na última quarta-feira (6). O corpo dela foi enterrado no início da tarde deste domingo (10), em Praia Grande.
Silvia Regina dos Santos, 43 anos, mãe de Angélica, contou que a filha estava com problemas financeiros desde que perdeu o emprego durante a pandemia. “Ela pegava uma lata de sardinha e colocava o álcool, usando como espiriteira. Punha fogo e a panela em cima. No dia do acidente, ela pensou que a chama do potinho tinha apagado e virou o galão de álcool, mas o fogo subiu para o galão. Ela se assustou, sacudiu o galão, e o fogo acabou se espalhando no corpo todo”, contou em entrevista ao UOL. Angélica comprou o galão de álcool num posto de gasolina.
A cozinheira só soube que a filha havia se queimado uma semana depois do acidente. “Ela teve que vender o celular para comprar comida e fiquei um tempo sem falar com ela. Soube do que tinha acontecido quando me avisaram de um post que ela conseguiu fazer no Facebook, com um celular que conseguiu emprestado no quarto onde ela estava internada”.
Silvia conta ainda que, após a transferência, ficou impedida de ver a filha. “Ela gritava muito, dava para ouvir os gritos dela da recepção do hospital, no andar térreo. Só consegui ver minha filha depois de ter conseguido enganar os funcionários e invadido o quarto. Meu coração quase parou. O sofrimento dela eu não desejo para ninguém. Como podem ter deixado ela tanto tempo sem atendimento adequado? Isso é desumano”, completou a cozinheira.
A cozinheira só soube que a filha havia se queimado uma semana depois do acidente. “Ela teve que vender o celular para comprar comida e fiquei um tempo sem falar com ela. Soube do que tinha acontecido quando me avisaram de um post que ela conseguiu fazer no Facebook, com um celular que conseguiu emprestado no quarto onde ela estava internada”.
Silvia conta ainda que, após a transferência, ficou impedida de ver a filha. “Ela gritava muito, dava para ouvir os gritos dela da recepção do hospital, no andar térreo. Só consegui ver minha filha depois de ter conseguido enganar os funcionários e invadido o quarto. Meu coração quase parou. O sofrimento dela eu não desejo para ninguém. Como podem ter deixado ela tanto tempo sem atendimento adequado? Isso é desumano”, completou a cozinheira.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que “o caso era gravíssimo e, mesmo sendo encaminhada para o Hospital Vila Penteado, uma das maiores referências para queimados do Estado, a paciente não resistiu aos ferimentos e faleceu”. A nota dizia ainda que “a transferência de um paciente não depende exclusivamente de disponibilidade de vagas, mas também de quadro clínico estável que permita o deslocamento a outro serviço de saúde para sua própria segurança”.
PSB oficializa indicação de Alckmin para vice de Lula na disputa ao Planalto
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) formalizou nesta sexta-feira (8) a indicação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como o vice candidato na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa eleitoral à Presidência da República.
Durante o encontro, junto ao presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, do próprio Lula e da presidenta do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann, em um hotel na capital paulista, o ex-tucano disse ser grato ao PSB.
Ele se disse agradecido duplamente, pela indicação e pelo acolhimento, após mais de 30 anos no PSDB. A aliança com o seu ex-adversário petista seria, segundo Alckmin, para “somar esforços para resconstruir o país”.
O principal objetivo do casamento Lula-Alckmin, deixou claro o paulista, seria apresentar esse projeto de “reconstrução” em aversão ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que “atenta contra a democracia” brasileira.
Alckmin ainda falou sobre desprendimento, união e ressaltou o crescimento da economia, de 7,5% em 2010, ao fim do segundo governo do petista.
Após a declaração de Geraldo, Lula utilizou o microfone para ressaltar o casamento, que na avaliação dele seria uma demonstração de que “duas forças que têm projetos diferentes, princípios iguais, podem se juntar na hora que o momento é de interesse”.
Lula fez questão de elogiar a defesa de políticas públicas como centrais em uma agenda política rumo ao Planalto. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi um dos pontos citados nominalmente pelo ex-presidente.
Com a apresentação de Alckmin, o PT deve se reunir na próxima semana e, se a indicação for aceira, uma cerimônia com a presença dos partidos que formam a base de apoio deverá oficializar a chapa no dia 30 de abril.
Ainda durante seu pronunciamento, o ex-metalúrgico discorreu sobre as antigas posições distintas, em que não só Alckmin, mas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Serra (PSDB) estiveram ao longo dos últimos anos de vida pública.
“Já fui adversário do Alckmin, já fui do Serra, do Fernando Henrique Cardoso, e nunca fui desrrespeitado. Nunca deixamos de nos tratar de forma civilizada. Sempre visitamos o estado de São Paulo e o tratamento sempre foi civilizado, respeitoso, dentro daquilo que a democracia e os bons modos exigem das pessoas”, ressaltou Lula.
Ele também enumerou problemas e evidenciou a alta na inflação, que incide em insumos comuns à vida diária do brasiliero, como nos preços de combustíveis e alimentos.
Em uma carta em que apresenta o agora companheiro Alckmin ao PT, o PSB argumentou que o candidato tem “qualidades já reconhecidas e conhecidas”, uma “vida pública longeva”, assim como uma “perseverança” e um “equilíbrio”.
Serrinha: Acusado de matar esposa grávida é condenado a 43 anos e 10 meses de prisão
Adilson Prado Júnior, de 30 anos, acusado de matar a esposa grávida, em dezembro de 2017, em Serrinha, foi condenado a 43 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado. Adilson Prado Júnior foi julgado na quinta-feira (7), acusado de ter matado Daiane dos Reis.
Adilson foi condenado por homicídio qualificado, com agravante do feminicídio, e por aborto. A vítima estava grávida de 9 meses e foi encontrada morta um dia antes do previsto para dar à luz. Adilson chegou a denunciar o desaparecimento da esposa e ajudou a polícia nas buscas por ela, que estava desaparecida até então.
Depois que as investigações descobriram que Daiane saiu de casa pela última vez na companhia de Adilson, ele confessou que matou a mulher com um tiro na nuca. O mesmo teria enganado a esposa com a informação de que mostraria um terreno que queria comprar. Adilson está preso desde a confissão. 
O julgamento foi feito no Fórum Luiz Viana Filho. Ao todo, sete pessoas – entre elas o réu – foram ouvidas. Durante a manhã, foi a vez dos familiares de Daiane serem ouvidos. O acusado foi ouvido à tarde. Segundo familiares da vítima, Adilson disse, em depoimento, que agiu por impulso e se recusou a responder as perguntas da promotoria.

