Ao lado de Rui, prefeita de Araci promete apoio a Jerônimo em eleição para governador

Apesar de estar filiada ao PDT, partido que faz oposição à gestão estadual na Bahia, a prefeita Keinha, de Araci, declarou, nesta quinta-feira (7), que faz parte da base de apoio do governador Rui Costa (PT) e apoiará Jerônimo Rodrigues, pré-candidato ao Governo, nas eleições de outubro.

O discurso da prefeita foi feito durante agenda do governador no município, na manhã desta quinta-feira (7). “Valeu a pena me empenhar, trabalhar e pedir voto por esse grupo político que aqui está. Vamos fazer mais. Garanto que meu time vai retribuir tudo isso que estamos recebendo hoje”, disse a prefeita, acrescentando que são mais de R$ 50 milhões em obras autorizadas por Rui na cidade.

Nos últimos dias gestores de partidos do arco de aliança de ACM Neto (UB), declararam que vão apoiar a candidatura do ex-secretário de Educação. Na quarta (6) o prefeito de Esplanada, Nandinho da Serraria (PSDB), confirmou o apoio ao pré-candidato do PT ao Governo do Estado (veja aqui). Já na última segunda (4), foi a vez do prefeito Vitor do Posto, do município de Santanópolis, que se emocionou e chegou a se ajoelhar para agradecer o governador (lembre aqui).

Governo anuncia fim da tarifa extra para consumidores de energia

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (6) o fim da bandeira de escassez hídrica, em vigor desde setembro do ano passado, e que gerava uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com o fim da bandeira, não haverá mais cobrança de taxa extra na conta de luz. A medida entra em vigor a partir do dia 16 de abril, informou o presidente.

“Bandeira verde para todos os consumidores de energia a partir de 16/04. A conta de luz terá redução de cerca de 20%”, postou Bolsonaro nas redes sociais. Em seguida, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma nota oficial com o mesmo teor das postagens do presidente sobre o assunto.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. De acordo com o governo federal, foi a pior seca em 91 anos.

“Em 2021, o Brasil enfrentou a pior seca já registrada na história. Para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica, o país utilizou todos os recursos disponíveis e o governo federal teve que tomar medidas excepcionais. Com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio, os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado”, diz a nota do MME, também reproduzida pelo presidente da República.

Segundo a nota, o reservatório da usina de Furnas terminou o mês de março acima de 80% de seu volume útil. O governo também informou a retomada da operação da Hidrovia Tietê-Paraná, que ficou interrompida por sete meses.

Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês, mas a medida anunciada pelo MME e pelo presidente Jair Bolsonaro antecipa a redução em cerca de 15 dias. A perspectiva do governo é de que a bandeira verde vigore até o final do ano.

Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.394,76 em março, calcula Dieese

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) calcula que o valor do salário mínimo ideal para suprir todas as despesas de um trabalhador e de sua família no Brasil deveria ser de R$ 6.394,76, o que equivale a mais de cinco vezes ao atual de R$ 1.212,00. A estimativa do departamento se refere ao mês de março. Em fevereiro, o valor ficou em R$ 6.012,18. 

De acordo com o Dieese, esse seria o pagamento mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas no mês de março no Brasil, considerando gastos com moradia, transporte, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. 

AUMENTO DOS PRODUTOS BÁSICOS 

Em março, todas as capitais enfrentaram o aumento para os alimentos na comparação com o mês anterior. A maior alta ocorreu no Rio de Janeiro, com 7,65%. Já a menor, em Salvador, com 1,46%. Quanto ao custo da cesta básica, São Paulo foi a capital com o maior preço: R$ 761,19. 

Comparando março de 2022 com o mesmo mês de 2021, o Dieese apontou alta nos valores das cestas em todas as capitais, sendo Aracaju a que teve a menor variação, com 11,99%. Campo Grande apresentou a maior: 29,44%. 

HORAS TRABALHADAS 

O estudo do Dieese também aferiu a média de horas que deveriam ser trabalhadas para que o trabalhador que ganha o salário mínimo atual adquirir os produtos da cesta básica. 

Pelos cálculos, em março, seriam necessárias 119 horas e 11 minutos, praticamente meio mês, Em fevereiro, a estimativa era de 114 horas e 11 minutos. 

Ao descontar do salário mínimo os 7,5% da Previdência Social, foi verificado também que o trabalhador deveria usar 58,57% do seu ganho para adquirir os alimentos da cesta.

Número de testes de Covid-19 realizados na Bahia é 10 vezes menor do que há um ano

Nos últimos meses, o gráfico que ilustra a quantidade de testes de Covid-19 realizados segue uma rota diagonal e descendente. Com a vacinação avançada na Bahia, o número de pessoas que buscou um exame RT-PCR para confirmar se estava contaminado passou de 22,5 mil nos sete dias que antecederam o dia 4 abril do ano passado, para apenas 2.455 nesta semana. Foi essa queda que serviu como parâmetro para a retirada da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços abertos na Bahia (veja aqui).

O Bahia Notícias fez um levantamento com base nos dados do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-Ba), divulgados nos boletins da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Segundo a análise, apesar de ter 1.288 casos ativos atualmente, nos últimos dias o estado não ultrapassou a marca das centenas de exames RT-PCR. Nesta segunda-feira (4), apenas 160 exames foram contabilizados pelo sistema que gere as informações sobre a pandemia da pasta. 

No domingo (3), 117 testes foram feitos e no dia anterior, 2 de abril, 591 pessoas foram testadas, afirmam os dados. Em comparação ao mesmo dia em 2021, a quantidade era 81% superior. Naquela data, 848 testes RT-PCR foram feitos na Bahia. Durante os dois dias que antecederam, 2.434 e 4.220 diagnósticos foram incluídos, respectivamente.

Naquele período, a capacidade era a mesma disponibilizada na rede atualmente, de 4 mil kits. Mas, diferente dos 120,9 mil que estão parados agora, a rede tinha apenas 22,5 mil testes estocados por causa da alta demanda.

A própria condição foi atestada pelo governador Rui Costa (PT), quatro dias antes de anunciar a medida que flexibilizou o uso dos equipamentos de proteção. Na oportunidade, ele havia pedido calma na tomada de qualquer decisão sobre o assunto. 

O petista atribuiu a postura ao número de casos de Covid-19 no estado, que girava em torno de 1.500 pessoas e os 100 pacientes internados em leitos de UTI. Segundo ele, os números de pessoas infectadas com a doença poderiam ser ainda maiores do que os identificados nos registros oficiais. “Isso significa que o vírus ainda está circulando, já que os municípios não estão mais fazendo exames. Significa que o número pode ainda ser maior que esse. E graças à vacina os efeitos são mais leves”, justificou na ocasião.

Os dados de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas – outra taxa acompanhada para a adoção de flexibilizações -, no entanto, não seguem a mesma tendência. E a Bahia, que dispõe de 468 vagas, tem 75 deles ocupados, um índice de 16% de ocupação.

Medida eficaz contra o avanço da crise sanitária, a vacinação com a 3ª dose já alcança 44,19% do público-alvo estimado, algo em torno de 4,9 milhões nas 417 cidades baianas. Quanto à cobertura com a segunda dose, 10,5 milhões de aplicações foram realizadas em pessoas com 12 anos ou mais (82,5%), enquanto outras 11,4 milhões (90,2%) da primeira dose foram inoculadas.

A aderência à vacinação é baixa entre crianças entre 5 e 11 anos. Em todo o território da Bahia, dos 1,4 milhões habilitantes nesta faixa, apenas pouco mais de 813 mil (55%) procuraram os postos de imunização para receber a primeira dose e 175 mil (11,8%) foram em busca da segunda.

A situação causa preocupação ao Conselho Estadual de Saúde (CES-BA), que apesar de entender que a adoção da flexibilização do uso do equipamento de proteção em locais abertos era esperada pela população, e que possui o aval da comunidade científica, disse se preocupar com as crianças menores de 5 anos – não cobertas pelo esquema vacinal – e as pessoas que não recorreram à vacina.

“O órgão apela, portanto, que as máscaras continuem sendo usadas na presença das crianças para garantir a proteção enquanto estas não estão imunizadas”, disse o CES-BA ao Bahia Notícias.

Acerca dos testes, o conselho afirmou que vem insistindo na “importância da testagem da população a fim de que os indicadores reflitam a realidade”, bem como a continuidade das medidas que não foram revogadas: a higienização das mãos, a cobrança do passaporte da vacina em estabelecimentos e eventos e a utilização de máscaras em ambientes fechados.

Justiça manda soltar Monique, mãe de Henry, com tornozeleira; Jairinho segue preso

A mãe do menino Henry, Monique Medeiros será solta e utilizará tornozeleira eletrônica. A decisão que vai permitir a saída de Monique da cadeia veio de uma decisão judicial da 2ª Vara Criminal do Rio desta terça-feira (4).

Segundo o G1, decisão substitui a prisão preventiva por monitoração eletrônica de Monique, mas mantém Jairinho, o padastro de Henry, preso. Em seu texto, a juíza Elizabeth Machado Louro manifesta preocupação com ameaças sofridas por Monique dentro da cadeia e diz que a manutenção da prisão “não favorece a garantia da ordem pública”.

Ainda segundo a decisão, “fica, ainda, vedada à ré Monique, enquanto perdurar a monitoração, qualquer comunicação com terceiros – com exceção apenas de familiares e integrantes de sua defesa -, notadamente testemunhas neste processo, seja pessoal, por telefone ou por qualquer recurso de telemática, assim também postagens em redes sociais, quaisquer que sejam elas, sob pena de restabelecimento da ordem prisional”.

“Essa decisão é consequência de um trabalho técnico, ético e dentro da lealdade processual. Após um ano de ataques, ofensas e agressões a teoria se aplicou na prática e o processo continuará com seu curso normal”, disse o advogado de Monique, Thiago Minagé. Henry de 4 anos morreu no dia 8 de março de 2021 e, de acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi vítima de torturas realizadas por Dr. Jairinho. Monique também responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.

Monique e Jairinho foram presos em abril do ano passado. Como o g1 noticiou, o convívio entre presas com as quais Monique dividiu a cela no Complexo Penitenciário de Gericinó, revelou à gestão da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) uma série de denúncias de episódios de violência, acusações e ameaças pelas detentas.

Governo Bolsonaro autoriza verba a ‘ONGs de prateleira’ de Sheik e Daniel Alves

O governo Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de R$ 6,2 milhões a duas ONGs até então inativas e recém-assumidas pelo ex-jogador Emerson Sheik e por Daniel Alves, lateral-direito da seleção brasileira de futebol.

As entidades tiveram projetos aprovados no ano passado para realização de cursos de esportes, mesmo sem ter nenhuma experiência prévia. A assinatura dos dois convênios só foi possível porque os atletas driblaram exigências legais usando as chamadas “ONGs de prateleira”.
 
Ambas foram beneficiadas com emendas parlamentares a pedido de deputados da base do governo. A verba já foi empenhada (reservada no Orçamento), mas ainda não paga.

Membros do Ministério Público e parlamentares ouvidos pela Folha afirmam que “ONGs de prateleiras” têm sido usadas para escapar da regra que estabelece a necessidade de as entidades da sociedade civil existirem há pelo menos três anos para firmar acordos com o governo federal. 

Essas associações são antigas, sem atividade, e muitas vezes comercializadas a fim de cumprir o prazo exigido pela lei. 

Os dois atletas assumiram os institutos meses antes de apresentarem proposta de convênio ao governo federal. Para comprovar a capacidade técnica necessária para a execução dos projetos, ambos listaram, principalmente, feitos da carreira como jogador e imagens suas durante partidas de futebol.

Emerson Sheik assumiu em dezembro de 2019 o Instituto Qualivida, fundado há 26 anos, mas que nunca realizou projetos sociais voltados aos esportes. Logo em seguida, o ex-jogador alterou o estatuto, os membros e o nome da entidade.

O Instituto Emerson Sheik, novo nome da ONG, apresentou em julho do ano passado seu primeiro projeto ao governo federal. Em dezembro, foi assinado o convênio para a instalação de três núcleos esportivos em Mangaratiba (RJ) e Queimados (RJ) por R$ 2,7 milhões. 

A verba foi alocada a partir de uma emenda parlamentar da bancada do Rio de Janeiro a pedido do deputado Hélio Lopes (PL -RJ), um dos parlamentares mais próximos de Bolsonaro. 

Sheik aparece com frequência em fotos ao lado de bolsonaristas, como o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem conversou sobre projetos sociais para Mangaratiba em seu gabinete em Brasília em 2020. 

Ele também apoiou a campanha da ex-mulher do presidente e mãe de seus três filhos mais velhos, Rogéria Bolsonaro, para vereadora do Rio em 2020. É próximo do deputado estadual bolsonarista Anderson Moraes (PL-RJ), que emprega Rogéria em seu gabinete. 

Além disso, o ex-jogador transita pela Secretaria Nacional de Esportes, órgão com quem celebrou o convênio. No ano passado, ele foi convidado pelo secretário Marcelo Magalhães para ser embaixador dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s). 

Sheik passou a última festa de virada de ano junto com o secretário-adjunto da pasta, André Barbosa Alves, no resort Portobello, em Mangaratiba, onde o ex-jogador tem uma casa. 

Na mesma imagem, aparece o atual presidente da ONG de Sheik, Marcos Vinicius Antunes, amigos e parentes do atleta que também integram a instituição.

O comprovante de endereço do instituto do ex-jogador apresentado ao governo é uma conta de luz da empresa Ceni Compra e Venda e Locação de Imóveis Próprios Ltda, de propriedade do ex-jogador. A sala indicada, porém, está vazia.

O Instituto Emerson Sheik buscou comprovar experiência técnica na área do projeto -outra exigência da lei- listando partidas organizadas pelo ex-jogador com arrecadação de alimentos para doações e descrevendo suas conquistas como atleta. 

“Emerson Sheik nunca esqueceu as dificuldades enfrentadas no decorrer da vida e seu desejo de ajudar o próximo esteve sempre presente em seu caminho”, afirma o documento. 

O governo federal ainda não liberou a verba para o projeto por problemas com a conta da entidade. Em Mangaratiba, as diretoras das escolas indicadas para receber as atividades não sabiam do convênio. O irmão de Sheik, Cláudio Passos, é subsecretário de Esportes no município. 

ONG usada por Daniel Alves estava inativa havia 5 anos Já o Instituto DNA, de Daniel Alves, firmou contrato de R$ 3,5 milhões em dezembro com a secretaria para instalar três núcleos de basquete 3×3 na Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. 

A entidade chamava-se Instituto Liderança até maio do ano passado e tinha como responsável Leandro Costa de Almeida, ex-treinador de basquete. Ele afirma que a ONG estava inativa havia cinco anos, após ter realizado alguns projetos sociais bancados por apoios privados. 

Leandro disse ter sido procurado por um amigo em comum com Daniel Alves e que abriu mão da entidade após ouvir os planos do lateral direito. “Por que não vou ceder [a entidade] para alguém que quer fazer o bem?” 

O ex-treinador de basquete afirmou que não houve negociação financeira para a transferência da instituição. Mas declarou que o jogador passou a apoiar projetos sociais tocados por ele. 

“Ele apoia, mas não foi uma condição para que ele assumisse o instituto, muito menos um preço. O que houve foi uma cessão do instituto por ideologia.” 

Antes de assumir o Liderança, Daniel Alves já havia fundado seu próprio instituto com seu nome em março de 2021. Segundo o diretor técnico da ONG, Rodrigo Valentim, verificou-se depois da fundação desta entidade a necessidade de existência de três anos para firmar convênios com o governo federal. 

“Quando estudamos o processo para a captação de recursos, viu-se que tinha esse prazo. Fomos buscar algumas entidades para fazer parcerias”, disse Valentim. 

Questionado se considerava a manobra um meio de driblar a exigência legal de três anos de existência, Valentim disse que o objetivo foi acelerar o processo de obtenção de recursos federais para ampliar o atendimento da ONG. 

Segundo ele, o apoio de Daniel Alves a projetos a que Leandro fez referência foi apenas a inclusão do basquete no rol de esportes a serem desenvolvidos nos centros da ONG do lateral. 

A inauguração oficial da sede do Instituto Daniel Alves ocorreu na sexta-feira (25) em Lauro de Freitas (BA). Valentim disse que a ONG começou a oferecer cursos esportivos um mês antes com cerca de R$ 2 milhões disponibilizados pelo jogador, atendendo a 700 crianças. 

A verba federal foi obtida por meio de emenda do relator do Orçamento, a pedido da deputada Celina Leão (PP-DF). A deputada emprega em seu gabinete Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro. 

A regra que exige três anos de existência de uma entidade para firmar convênio com o governo federal foi incluída no marco regulatório das ONGs. 

A lei, de 2014, foi discutida na esteira dos escândalos de fraudes cometidas por meio de convênios com algumas dessas entidades, objeto de investigação do TCU (Tribunal de Contas da União) e uma CPI no Congresso. 

“Percebeu-se que entidades foram constituídas apenas para a celebração de convênios. Eram instituições sem experiência ou atividade desenvolvida. Era apenas uma forma de transferência de recursos”, afirmou Natasha Salinas, professora da FGV Direito Rio. 

“Essa lei queria responder a uma série de problemas identificados nessa época e a ajudar as boas entidades do terceiro setor. Essa regra específica é para evitar corrupção, desvio de recursos. Foge totalmente ao espírito da lei assumir uma entidade que não vinha desenvolvendo nada para firmar o convênio.” 

Não há ilegalidade nas parcerias, diz governo O Ministério da Cidadania afirmou, em nota, que “não há ilegalidade na celebração das parcerias”. 

“As duas entidades apresentaram atestado de capacidade técnica e possuem histórico de projetos realizados na área do esporte”, diz a pasta. Instado a informar qual é o “histórico de projetos realizados”, o ministério não respondeu até a publicação desta reportagem. 

Emerson Sheik foi procurado no dia 23 de março em Mangaratiba, onde mora. Ele respondeu às mensagens da reportagem no dia 30 de março afirmando que só poderia falar na quarta-feira (6) sobre o assunto. 

A reportagem insistiu, pedindo resposta às perguntas enviadas ou uma entrevista por telefone, mas ele não respondeu mais. 

Daniel Alves afirmou à Folha que assumiu o Instituto Liderança para ampliar a capacidade de absorção de crianças em seus projetos. 

“Decidi assumir o Instituto Liderança/DNA para apoiar projetos sociais. Neste caso, em especial, os voltados ao basquete. Sou muito amigo do Leandrinho e do Varejão. Sei o poder que o esporte tem de transformação. Assim como transformou a minha vida quero transformar a dos outros. Por isso quis dar agilidade à capacidade de captação do instituto”, disse ele. 

Ele afirmou que conseguiu um convênio com valor expressivo em razão da “dimensão dos projetos apresentados e pela seriedade dos trabalhos por mim desenvolvidos”. 

“Atualmente, atendemos 650 crianças e adolescentes em dois núcleos, com recursos exclusivamente privados, provenientes de meu aporte pessoal. Pretendo fazer o que estiver ao meu alcance para aumentar o número de projetos sociais e o número de crianças atendidas”, disse ele. 

Segundo ele, os dirigentes do instituto fizeram contato com vários deputados para obter recursos. “A deputada Celina, por priorizar o esporte, nos apoiou.” 

O gabinete de Hélio Lopes disse que o parlamentar pediu a emenda após gostar do projeto apresentado. Celina Leão não respondeu aos questionamentos.
 

Reservatório de Sobradinho chega a 100% do volume útil após 13 anos

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informou que, nesta sexta-feira (1º), o reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, no norte da Bahia, atingiu 100% de sua capacidade – 34,1 bilhões de metros cúbicos d’água. Em 2009 foi última vez que essa marca foi alcançada, há treze anos. “Desde o início do período úmido na bacia do Velho Chico, com fortes chuvas no alto São Francisco, o que se viu foi o aumento gradativo do volume d’água no rio e o acúmulo devidamente monitorado e controlado através das vazões nos reservatórios da Chesf”, explicou o diretor de Operação, João Henrique Franklin.

De acordo com diretor de operação, este cenário pluviométrico levou o maior reservatório do Nordeste à totalidade de sua capacidade, com uma vazão de saída, atualmente, de 3 mil m³/s, que será mantida até nova avaliação da Chesf. “A partir de agora, com os reservatórios cheios, teremos um cenário de segurança hídrica para o período seco, garantindo o atendimento à geração de energia e aos demais usos múltiplos da água na Bacia do São Francisco”, afirmou.

Desde janeiro, com a incidência das forte de chuvas na bacia, por mais de 50 dias, a Chesf manteve a vazão em 4 mil m³/s. O volume foi reduzido no dia 7 de março para 3.500 m³/s e depois foi para 3 mil m³/s. A Chesf informou ainda que a redução para o atual patamar tem o objetivo de recuperar o nível do reservatório de Itaparica (Usina Luiz Gonzaga-PE). A medida preserva o volume seguro em todos os reservatórios para suprir as necessidades dos usos múltiplos e a geração de energia durante o período seco, que se inicia em maio e segue até novembro.

No dia 24 de março, a Companhia começou a redução do vertimento das cascatas do Velho Chico. A Chesf iniciou um período em que toda a vazão praticada nos reservatórios será exclusivamente turbinada para geração, conforme necessidade do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Chesf explicou que a situação hidrológica é permanentemente monitorada, mesmo no período seco que se inicia em maio, podendo haver alterações das vazões ora praticadas. As mudanças ocorrem conforme sejam as necessidades de geração de energia apresentadas pelo ONS ou a alteração dos volumes pluviométricos nas regiões.

Homem morre em hospital após ser esfaqueado durante briga em Teofilândia

Rafael Araújo dos Santos, de 24 anos, morreu no Hospital Municipal Waldemar Ferreira de Araújo, na madrugada deste domingo (3). Ele foi atingido por golpes de arma branca em várias partes do corpo durante uma briga no Calçadão da Lotérica, no Centro da cidade de Teofilândia.

De acordo com o registro da Polícia Civil, o caso foi por volta de 1h25. O homem morreu alguns minutos depois de dar entrada na unidade de saúde. O corpo dele foi levado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha, onde passou por exames de antes de ser liberado para o sepultamento.

Outro homem, identificado como Rutemberg Góes de Almeida Filho, de 23 anos, que teria se envolvido na briga também, teve ferimentos e foi hospitalizado. Após receber o atendimento médico, o homem, residente no povoado Rocinha, foi ouvido na delegacia e liberado em seguida. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo informações apuradas pelo Teofilândia Acontece, os dois homens se envolveram em um briga no dia 26 de março. Sendo assim, existia uma possível “richa” – estado de rivalidade, de hostilidade entre duas pessoas – entre os ambos.

Clube Mandacaru não funciona desde 2020 e tem futuro indefinido

O Clube Mandacaru, localizado no bairro Vila, em Teofilândia, ficou conhecido como uma das principais opções de lazer para a população local e de cidades circunvizinhas. Com mais de 30 anos de história, o Mandacaru atualmente enfrenta o seu período mais delicado.

Fechado logo após o início da pandemia da Covid-19, em 2020, a instituição atualmente está sem um futuro definido. A única área preservada e apta para utilização é o campo society, que é mantido pela tradicional associação esportiva Galo da Madrugada, que aos domingos realiza partidas de futebol entre membros do grupo.

As demais áreas do clube como a piscina, o ginásio esportivo, a sauna, parquinho e sala de jogos seguem inativos e em condições precárias.

Segundo o atual diretor do Clube, Gilvan Santos do Carmo, 53, antes da pandemia a instituição contava com cerca de 70 sócios. “O valor cobrado para associar uma família de 6 pessoas, por exemplo, era de R$ 30,00 mensais, casal era R$ 25,00, individual R$ 20,00. A diária, muito procurada em finais de semana, custava R$ 10,00″, explicou.

FUTURO INDEFINIDO

Apesar da busca por parcerias com outras instituições como Prefeitura e Equinox Gold, ainda não houve um consenso que viabilizasse a volta das atividades do Clube Mandacaru.

“Vários sócios me perguntam quando o clube irá voltar, se tenho alguma resposta, mas no momento não tenho. Toda a situação já foi passada para mineração, que é responsável pelo espaço. Houve uma conversa também com o prefeito Higo, porém, não tem nada definido ainda”, explica Gilvan.

Apesar das dificuldades financeiras, o clube vinha mantendo o funcionamento. Mas para o diretor, o que estava ruim ficou pior na pandemia.


Gilvan Santos do Carmo, atual diretor do Clube Mandacaru – Foto: Site Teofilândia Acontece

“O momento exigiu o fechamento do espaço. Estaríamos funcionando, mesmo com dificuldades. Com o valor das diárias, nós tínhamos um retorno financeiro que dava para ajudar na sobrevivência do clube”,
conta Gilvan.

A empresa responsável pela mineração (e pelo clube) chegou a dar uma assistência financeira com um valor fixo de R$ 2 mil mensais, por um certo período, mas reduziu em 50% e logo depois, durante a pandemia, com o clube fechado, cortou o auxílio monetário. O valor era usado exclusivamente para pagar o único funcionário que restava na equipe.



Hoje o Mandacaru não possui nenhum sócio ativo e acumula dívidas e prejuízos relacionados à estrutura do espaço. O contexto financeiro, relacionado às despesas e dívidas, já foi informado à mineradora há 3 meses, mas a situação segue sem definição.

Preço do gás de cozinha na Bahia tem quarto reajuste no ano; valor deve ultrapassar R$ 130

O preço do botijão de gás teve novo reajuste na Bahia, conforme divulgado pela Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, nesta quinta-feira (31). O aumento entra em vigor na sexta (1°) e será entre R$ 5 e R$ 7.

O primeiro reajuste deste ano aconteceu no dia 3 de fevereiro, quando o valor do produto chegou até R$ 120, de acordo com Sindicato dos Revendedores de Gás. Com o novo aumento, o valor médio do botijão deve ser R$ 132.

A empresa que administra a refinaria disse que os reajustes acontecem por causa da cotação do petróleo, da variação do dólar, além do custo logístico para a entrega do produto.

Em setembro de 2020, um botijão custava em média, R$ 68 no estado. Em 2021, o valor chegou a R$ 105.

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