Câmara aprova licença menstrual de até 2 dias por mês para trabalhadoras e estagiárias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) um projeto de lei que permite o afastamento de trabalhadoras por condições relacionadas ao período menstrual, sem prejuízo do salário.

O texto, que segue agora para votação no Senado, prevê a chamada “licença menstrual”, com duração de até dois dias consecutivos a cada 30 dias. A medida valerá para funcionárias de empresas privadas, estagiárias e empregadas domésticas.

Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pelos senadores e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o projeto, para ter direito ao afastamento, será necessário apresentar um laudo médico que comprove “condições clínicas decorrentes de sintomas debilitantes associados ao ciclo menstrual, que impeçam temporariamente o exercício da atividade profissional”.

Governo Federal inclui trechos baianos das BRs-116 e 324 em lista de projetos prioritários para investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que qualifica o empreendimento rodoviário BR-116/324, na Bahia, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República. O texto foi publicado nesta semana.

De acordo com o decreto, a qualificação abrange o trecho entre os municípios de Salvador e Feira de Santana, no estado da Bahia, até a divisa com o estado de Minas Gerais, totalizando 663 quilômetros de extensão.

O documento estabelece ainda que poderão ser incluídos no empreendimento, pelo Ministério dos Transportes, outros trechos de rodovias federais ou estaduais que apresentem sinergia operacional, técnica ou econômica com os já qualificados.

O decreto foi assinado por Lula e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Com a qualificação no PPI, a ideia é garantir prioridade no acompanhamento e na estruturação de parcerias com a iniciativa privada.

As duas rodovias, nos trechos baianos, estão sob gestão do Governo Federal desde maio. A transferência de responsabilidade para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ocorreu após o encerramento do contrato com a concessionária ViaBahia, efetivado em abril com o pagamento da indenização determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A partir de agora, cabe ao DNIT garantir a conservação, manutenção e operação plena das rodovias.

Vale e Samarco são autuadas em R$ 1,92 bi por abater imposto com tragédia de Mariana

As mineradoras Vale e Samarco foram autuadas em R$ 1,92 bilhão por terem registrado pagamentos de indenizações pela tragédia de Mariana, em Minas Gerais, para conseguir dedução de Imposto de Renda. 

Após a Receita Federal identificar os pedidos, houve contestação por parte da União e o caso gerou quatro processos no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais). A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) atuou no caso e se posicionou contra as empresas, com vitória em todos os julgamentos até agora -mas ainda cabe recurso e as companhias podem tentar judicializar o caso. 

O argumento das empresas para conseguir a dedução é que as indenizações e compensações relacionadas à tragédia devem ser consideradas uma despesa obrigatória de suas respectivas atividades. 

Procurada, a Samarco -de propriedade de 50% da Vale e 50% da BHP-, dona da barragem que se rompeu, afirmou que “discutirá o assunto nos autos dos processos”, mas que cumpre rigorosamente os acordos firmados e mantém seu compromisso com a reparação.

Já a Vale defende que “a dedução de Imposto de Renda é aplicável, uma vez que os pagamentos de indenizações e compensações relacionados ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, refletem uma despesa obrigatória, decorrente da responsabilidade objetiva de reparação por parte da empresa”. 

A barragem do Fundão se rompeu em novembro de 2015, deixou 19 pessoas mortas e despejou 43,8 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente, em uma das maiores tragédias ambientais da história da mineração brasileira. 

No Brasil, a Samarco recebeu multas ambientais, firmou termos de ajuste com o poder público e se comprometeu a indenizar as famílias. Para isso, criou a Fundação Renova.

A Vale inicialmente tentou se descolar do evento, mas, por ser acionista da Samarco, foi arrolada nos mesmos processos e classificada como responsável caso a primeira não cumprisse com suas obrigações. 

Na Inglaterra, correm processos paralelos, uma vez que a britânica BHP também é acionista da Samarco.

Em 2024, foi firmado um novo acordo de reparação no STF (Supremo Tribunal Federal) de R$ 170 bilhões, que extinguiu a Renova e determinou que, para ter acesso ao dinheiro, os atingidos têm que se abster de ações que cobram responsabilidade das empresas -no país e no exterior- sobre os danos já ressarcidos. 

O desconto no Imposto de Renda é previsto para gastos considerados como necessários. Por exemplo, insumos ou conta de luz -ou seja, elementos intrinsecamente relacionados à atividade-fim de uma determinada empresa. 

É nessa categoria que Vale e Samarco tentam enquadrar as punições que receberam em razão da tragédia -por exemplo, multas ambientais, TACs (Termos de Ajuste de Conduta), a realização de ações de recuperação da natureza ou repasses obrigatórios para a Fundação Renova. 

Ou seja, as empresas usaram esses pagamentos para reduzir o valor de impostos. O Fisco autuou as empresas em R$ 1,92 bilhão -valor equivalente ao que elas registraram no Imposto de Renda, acrescido de reajustes e multa. 

Desde a tragédia, a Vale argumenta que não era responsável pela barragem que se rompeu. No seu cálculo de Imposto de Renda, porém, enquadra como despesas necessárias indenizações pagas após a tragédia.

A PGFN identificou duas situações assim, e autuou a empresa em R$ 624,5 milhões no primeiro caso e R$ 158,6 milhões no segundo -ambos foram julgados em 2024, com decisões favoráveis ao Fisco, por voto de qualidade. 

“A tese acolhida pelo Carf foi de que a Vale, como responsável subsidiária, não poderia deduzir despesas cuja dedutibilidade foi negada ao responsável principal [Samarco], pois os repasses não se relacionam com as transações ou operações de suas atividades produtivas”, diz o procurador da Fazenda Nacional Vinícius Campos Silva. 

A Samarco também pediu a dedução do imposto em pelo menos duas ocasiões. Foi autuada em R$ 633 milhões e R$ 505 milhões, respectivamente. O Carf julgou o primeiro caso em março de 2024 e, por maioria dos votos, negou o direito à Samarco de conseguir a dedução. 

O segundo foi analisado no final de setembro deste ano, com o mesmo resultado. A única diferença é que, na parcela do valor referente a multas ambientais, a decisão foi pelo voto de qualidade -como o acórdão ainda não foi tornado público, não é possível saber qual é este montante dentro do total.

“A Fazenda Nacional sustenta, em suma, que tais gastos não preenchem os requisitos legais de necessidade, normalidade e usualidade, tratando-se de sinistro excepcional, e que sua dedutibilidade representaria socialização indevida do risco empresarial”, completa o procurador.

Lula dá aval ao processo que pode levar ao fim da obrigatoriedade da autoescola para obtenção da CNH

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou, nesta quarta-feira (1º), o fim da exigência de frequentar autoescola para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, tem como objetivo reduzir o custo do documento.

Com o aval presidencial, o próximo passo será a realização de uma audiência pública organizada pelo Ministério dos Transportes. A consulta será aberta nesta quinta-feira (2) e terá duração de 30 dias.

A obrigatoriedade de autoescola criou um sistema excludente, e as pessoas acabam dirigindo sem carteira, o que é o pior dos mundos. O presidente Lula está tomando uma decisão importante, porque o que o Brasil tem é exclusão”, afirmou Renan Filho.

O ministro comparou a exigência de autoescola à obrigatoriedade de um cursinho para quem deseja prestar vestibular em universidades públicas. “Autoescola é isso”, declarou.

Caso a mudança seja aprovada, as aulas teóricas e práticas poderão ser ministradas por instrutores autônomos credenciados, mediante aprovação em exame aplicado pelo governo federal. A regulamentação será publicada na forma de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Governo proíbe beneficiários do Bolsa Família de usar sites de apostas

O governo federal publicou nesta terça-feira (30) uma portaria que obriga as casas de apostas a impedir que beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) mantenham contas ativas nas plataformas.

A decisão cumpre ordem do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em novembro passado determinou ao Executivo a criação de mecanismos para evitar que recursos de programas sociais sejam usados em jogos. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia recorrido, alegando falta de meios técnicos para cumprir a exigência, mas não teve sucesso.

A solução encontrada pelo Ministério da Fazenda foi incluir os beneficiários desses programas em uma lista de restrição, ao lado de pessoas diagnosticadas com transtorno de jogo ou proibidas judicialmente de apostar. A checagem será feita por meio do CPF em um sistema do governo, administrado pela Secretaria de Prêmios e Apostas.

As plataformas terão de consultar a base de dados não só no momento do cadastro, mas também no primeiro acesso diário de cada usuário. Além disso, será obrigatória uma revisão quinzenal de todos os perfis já registrados. Se o CPF aparecer vinculado a um benefício social, o sistema informará: “Impedido – Programa Social”.

As empresas ficam responsáveis por avisar o cliente sobre o bloqueio e oferecer meios para resgatar os valores depositados e eventuais ganhos. Caso o beneficiário não se manifeste em até dois dias úteis, o dinheiro deve ser devolvido automaticamente à conta bancária cadastrada. Se a devolução não for possível, a plataforma terá de manter registro contábil dos valores. Recursos não resgatados em até 180 dias serão direcionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Fundo Nacional para Calamidades Públicas (Funcap).

A portaria também proíbe campanhas de marketing voltadas a esse público, como mensagens sugerindo que o usuário poderá voltar a apostar quando deixar de receber benefícios sociais. O acesso à lista de beneficiários só poderá ser usado para verificar a restrição no setor de apostas.

Briga de vizinhos por “barulho de sexo” termina com dois esfaqueados

Um homem de 50 anos e a sobrinha dele, de 35, foram esfaqueados durante uma briga entre vizinhos que moram no mesmo lote, em Taguatinga Sul (DF), por volta das 11h50 deste sábado (27).

De acordo com familiares, o homem foi atingido no pescoço e no pulmão. Ele permanece internado em estado grave, porém estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. A equipe médica avalia a necessidade de cirurgia. Já a sobrinha sofreu um corte profundo no braço, que rompeu o tendão, e também passará por procedimento cirúrgico.

O suspeito do crime é o pai de um dos moradores envolvidos na confusão. Ele fugiu após o ataque e está sendo procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Como tudo começou

Testemunhas relataram que a briga foi motivada por reclamações de uma moradora a respeito do “barulho” de um casal durante relações sexuais em uma kitnet no mesmo terreno. O vizinho que teria se sentido ofendido chamou os pais para o local. O pai, segundo a investigação, foi o responsável por golpear as duas vítimas com uma faca.

Ainda de acordo com a PCDF, antes do ataque, o filho do agressor ameaçou os vizinhos afirmando que “eles iriam se arrepender e que o pai iria matá-los”. Minutos depois, o homem e a esposa chegaram armados, quebraram o cadeado do portão e invadiram a residência.

Relatos de testemunhas

“O casal de vizinhos brigou comigo e com meu esposo. Chegamos a trocar agressões. Eu e meu filho só não fomos esfaqueados porque corremos. A mulher do agressor ainda estava com uma criança no colo”, disse a esposa do homem ferido.

Outra testemunha confirmou as ameaças: “Quando chamei a polícia, nosso vizinho já tinha dito que o pai dele iria matar o meu marido. Ele quebrou o cadeado e esfaqueou. A gente discutiu, mas não precisava chegar nesse ponto”.

Atendimento

O Corpo de Bombeiros do DF realizou o socorro e levou as vítimas ao Hospital Brasília. A cena do crime ficou marcada por muito sangue espalhado no chão da residência.

A Polícia Civil segue investigando o caso e procura o suspeito das agressões.

Protestos contra PEC da Blindagem e anistia a condenados do 8 de Janeiro mobilizam manifestantes nas capitais do país

Neste domingo (21), manifestantes realizam atos em várias capitais do país contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e contra o projeto de lei que prevê anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro. Os protestos, convocados por partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais, foram articulados principalmente por meio de redes sociais.

Em Brasília, o grupo se concentra em frente ao Museu Nacional da República, na via S1, desde às 10h. Políticos de centro-esquerda e esquerda discursaram de um trio elétrico. Em seguida, os manifestantes marcharam em direção ao Congresso Nacional. O evento contou com a previsão de uma apresentação do cantor paraibano Chico César.

Em São Luís, no Maranhão, o ato ocorre na região do Centro Histórico, com concentração na Praça da Igreja do Carmo. Os manifestantes, com cartazes e faixas, percorrem as ruas do centro distribuindo panfletos e gritando palavras de ordem contra as propostas.

Em João Pessoa, na Paraíba, a manifestação ocorre no Busto de Tamandaré, em Tambaú, desde às 9h. O ato, que seguiu no local, previu a presença de artistas e políticos. Com bandeiras e faixas, os participantes protestavam contra a proposta, que chamaram de “PEC da Bandidagem”, aprovada na última semana pela Câmara dos Deputados. A proposta busca proteger parlamentares contra a abertura de processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Natal, no Rio Grande do Norte, o protesto foi convocado por partidos de esquerda e centrais sindicais. A concentração começou por volta das 9h na Avenida Roberto Freire, na Zona Sul da capital.

Em Manaus, no Amazonas, o ato começou por volta das 8h, na faixa liberada da Avenida Getúlio Vargas, no Centro, e seguiu em caminhada até a Avenida Sete de Setembro. Os participantes levaram cartazes com frases como “não à PEC da bandidagem” e “sem anistia para golpistas”. Durante o trajeto, também gritaram em coro: “sem anistia e sem perdão”.

Em Belém, no Pará, os manifestantes se concentram em frente ao Theatro da Paz, na Praça da República. Movimentos de esquerda, artistas e políticos utilizaram as redes sociais para convocar as manifestações em diversas capitais do país. Artistas como Keila Gentil, Aíla, Raidol, Jeff Moraes, Antônio Oliveira, Joelma Kláudia, Carimbó Selvagem e a participação do ator Marco Nanini, que está em temporada na capital paraense, marcam presença.

As informações são do g1.

Anvisa suspende remédio para hipertensão após encontrar partículas parecidas com caco de vidro

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do medicamento Furosemida, na quarta-feira (19). A medida vale para o lote 2411191 do fármaco, com concentração de 10 mg/ml, produzido pela farmacêutica Hypofarma, que também teve sua comercialização, distribuição e uso suspensos.

A decisão foi tomada após a identificação da presença de um material estanho, semelhante a caco de vidro, no produto. De acordo com a agência, um parecer emitido pela Vigilância Sanitária de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, constatou o desvio de qualidade.

Ainda segundo a Anvisa, profissionais de saúde ou pacientes que identificarem o lote contaminado podem comunicar ao órgão através dos Canais de Atendimento, ou à Vigilância Sanitária local.

A Furosemida é utilizada como diurético no tratamento de hipertensão, insuficiência cardíaca e também de edemas no corpo. Ele também é utilizado para estimular a produção de urina em pessoas com problemas nos rins.

Em nota, enviada à imprensa, a farmacêutica Hypofarma informou que suspendeu o uso do lote recolhido da Furosemida até a finalização da apuração. “Seguimos rigorosamente as melhores práticas de fabricação e controle, adotando elevados padrões de qualidade e segurança. Esses processos são constantemente revisados e aprimorados, com o compromisso de garantir a confiança e a tranquilidade de pacientes, profissionais de saúde e da sociedade”, acrescentou na nota. 

*Com informações da CNN e Correio

Veja quais deputados baianos votaram a favor da PEC da Blindagem

Nessa terça-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”. O texto determina que a abertura de processos criminais contra parlamentares só poderá ocorrer com autorização do Congresso Nacional.

A medida, considerada polêmica, recebeu críticas de parte da bancada baiana, que avalia que a mudança pode enfraquecer a atuação do Judiciário no combate à corrupção e favorecer a impunidade.

Por se tratar de alteração constitucional, eram necessários 308 votos favoráveis (três quintos do plenário). No primeiro turno, a proposta obteve 353 votos a 134; no segundo, 344 votos a 133.

Votos da bancada baiana

Na Bahia, 22 deputados votaram a favor da PEC. Dois não participaram da votação — João Leão (PP) e João Carlos Bacelar (PL) —, enquanto Alex Santana (Republicanos) se absteve.

Deputados baianos que apoiaram a PEC 3/2021:

  • Adolfo Viana (PSDB)
  • Arthur Oliveira Maia (União Brasil)
  • Bacelar (PV)
  • Capitão Alden (PL)
  • Cláudio Cajado (PP)
  • Dal Barreto (União Brasil)
  • Diego Coronel (PSD)
  • Elmar Nascimento (União Brasil)
  • Félix Mendonça Júnior (PDT)
  • Gabriel Nunes (PSD)
  • José Rocha (União Brasil)
  • Leo Prates (PDT)
  • Leur Lomanto Júnior (União Brasil)
  • Márcio Marinho (Republicanos)
  • Mário Negromonte Júnior (PP)
  • Neto Carletto (Avante)
  • Paulo Azi (União Brasil)
  • Paulo Magalhães (PSD)
  • Raimundo Costa (Podemos)
  • Ricardo Maia (MDB)
  • Roberta Roma (PL)
  • Rogéria Santos (Republicanos)

Receita Federal anuncia CNPJ com letras e números para novas empresas em 2026

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) vai começar a incluir letras além de números na identificação de empresas e outros tipos de pessoas jurídicas a partir de julho de 2026.

A mudança tem como intenção expandir a capacidade do sistema e garantir a continuidade do modelo, já que o formato atual se aproxima de seu limite técnico, segundo a Receita Federal. 

O novo modelo deve permanecer com 14 caracteres do CNPJ tradicional, mas ira permitir o uso das letras A até Z em posições específicas da estrutura, formando um CNPJ alfanumérico. Agora, haverá uma expansão gigantesca nas combinações possíveis.

Já foram emitidos mais de 63 milhões de CNPJ e atualmente existem mais de 24,9 milhões de CNPJ ativos e cerca de 29,2 milhões desativados, segundo Estatísticas Redesim (Receita Federal). Cada número de CNPJ é único e permanente, não podendo ser reutilizado, mesmo quando a empresa é encerrada. 

Essa mudança vai ser gradual e começará a valer em julho de 2026, apenas para novas inscrições.

Top