Embasa descobre “gatos” de água em chácaras de alto padrão em Conceição do Coité

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) identificou 11 irregularidades no consumo de água em Conceição do Coité, no território do Sisal. A descoberta ocorreu na semana passada, após uma denúncia anônima, em um trecho de 500 metros na saída da cidade em direção a Retirolândia.

Durante a fiscalização, técnicos da Embasa encontraram ligações clandestinas tanto em ramais quanto na rede distribuidora, abastecendo imóveis de alto padrão. Entre os locais irregulares, estavam residências e chácaras, algumas com criação de gado. Em pelo menos três propriedades, a água desviada era utilizada para a manutenção de animais. “Em uma das propriedades, além de carneiros, bois são criados em regime de confinamento, e há até um tanque de peixes”, revelou Ariana Oliveira, gerente da Embasa em Conceição do Coité.

De acordo com a empresa, o volume de água furtado seria suficiente para abastecer cerca de 75 imóveis por mês. Diante da situação, a Embasa substituiu toda a rede da área, reforçando a segurança para evitar novas fraudes. Além disso, os proprietários dos imóveis irregulares foram notificados e multados.

O combate às ligações clandestinas já apresenta resultados positivos. Segundo a Embasa, a regularização do fornecimento melhorou o abastecimento para os moradores da região. “As ações de fiscalização vão continuar em Coité e em toda a região. Nos últimos meses, temos enfrentado uma redução no nível da água dos poços que abastecem o sistema integrado de Serrinha e Coité”, explicou o gerente regional da Embasa, Raimundo Bezerra Neto.

Ele destacou que o furto de água prejudica diretamente a população. “Quem furta água gasta sem se preocupar com o consumo, já que não paga a conta. Esse uso descontrolado reduz a pressão na rede e diminui o volume distribuído para os demais moradores, penalizando aqueles que possuem ligações regulares”, afirmou.

A Embasa reforça que a população pode denunciar, de forma anônima, fraudes no consumo de água pelos canais oficiais: telefone 0800 0555 195, aplicativo da Embasa, site atendimentovirtual.embasa.ba.gov.br ou presencialmente nos postos de atendimento da empresa na rede SAC.

Justiça determina reintegração de servidores afastados por decreto em Barrocas

A Justiça concedeu, nesta quarta-feira (23), uma liminar determinando a reintegração de servidores aprovados no concurso público de 2024, que tiveram suas convocações suspensas pelo Decreto nº 07/2025, emitido pela Prefeitura de Barrocas no último dia 15 de janeiro. A decisão judicial também estabelece o pagamento integral dos salários referentes ao mês de janeiro e fixa uma multa diária de R$ 500, limitada a R$ 30 mil, em caso de descumprimento.

Cerca de 70 servidores haviam sido convocados até dezembro de 2024 pelo então prefeito José Jailson, após a homologação do concurso público realizado naquele ano. No entanto, ao assumir o cargo, o atual prefeito de Barrocas, José Almir, suspendeu as nomeações por meio do decreto, alegando a existência de um “estado de emergência administrativa”.

A defesa dos servidores considerou a medida arbitrária, argumentando que a suspensão violou os princípios do contraditório e da ampla defesa. Na decisão, o magistrado destacou que atos administrativos que impactam direitos dos servidores devem ser precedidos de processo administrativo, conforme determina a Constituição Federal.

O juiz também mencionou que o Ministério Público havia arquivado um inquérito sobre o certame, concluindo pela ausência de irregularidades, e reforçou que a homologação do concurso em junho de 2024 não violou normas eleitorais ou orçamentárias.

“Concedo a ordem de liminar para determinar a reintegração do ou da impetrante no cargo público para o qual foi nomeado, com pagamento integral da remuneração devida desde janeiro até decisão ulterior no feito”, afirmou o magistrado em sua decisão.

Até o momento, o prefeito José Almir não se manifestou sobre a decisão. A Prefeitura de Barrocas tem o prazo de cinco dias para cumprir a determinação, mas ainda pode recorrer.

Haddad anuncia revogação de norma de fiscalização no Pix após disseminação de fake news sobre taxação

Foto: Valter Campanato / EBC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo vai revogar a norma da Receita Federal que amplia a fiscalização sobre transações de pessoas físicas via Pix que somarem ao menos R$ 5.000 por mês. Em pronunciamento nesta quarta-feira (15), Haddad também informou que irá editar uma medida provisória para reforçar o que já está na legislação a respeito do tema.

A decisão ocorre após Haddad se reunir com o novo ministro da Secretaria de Comunicações, Sidônio Palmeira, durante a manhã desta quarta. A revogação acontece no momento em que passou a circular desinformação sobre a medida. 

“O estrago causado está feito por esses inescrupulosos, inclusive senador e deputado, agindo contra o Estado. Essas pessoas vão ter que responder pelo que fizeram, mas não queremos contaminar a tramitação da MP no Congresso”, disse Haddad.

Recém-chegado na Comunicação do governo, Sidônio encomendou às agências encarregadas da comunicação do governo uma campanha de esclarecimento sobre as novas regras de monitoramento da Receita de transações por Pix. As informações foram divulgadas pela Folha de São Paulo.

A urgência dada ao tema se deu pela rapidez na qual a versão enganosa de que o governo tributaria essas transferências por Pix se disseminou. Na avaliação de integrantes do Executivo, a oposição está vencendo essa batalha nas redes sociais.

Lula sanciona lei que proíbe uso de celular nas escolas em todo o país

O presidente Lula (PT) sancionou, na tarde desta segunda-feira (13), o projeto de lei que proíbe o uso de celular em escolas públicas e privadas de todo o país. 

A proposta foi aprovada de forma simbólica (sem a contagem de votos no painel) no Senado, em dezembro. A restrição ao uso de celular nas escolas ganhou tração no Congresso Nacional depois que o Ministério da Educação decidiu abraçar a mudança.

A expectativa do governo federal, no final do ano, era de colocar o PL em prática no começo do ano letivo. 

A sanção ocorreu em evento fechado, mas transmitido na internet, com ministros e parlamentares no Palácio do Planalto. O texto ainda será publicado no Diário Oficial da União, mas segundo o governo não terá vetos.

Países como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda já possuem legislações que restringem uso de celular em escolas. 

O projeto foi aprovado com amplo apoio no intervalo de uma semana. Na Câmara dos Deputados, o texto foi votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) de forma terminativa, pulando o plenário. No Senado, a oposição se dividiu sobre o projeto —e saiu derrotada. 

A proibição ao uso de celular e outros dispositivos eletrônicos móveis (como tablets e relógios conectados à Internet) por parte dos alunos vale em todo o ambiente escolar, tanto nas aulas quanto nos recreios, intervalos e em atividades extracurriculares.

O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha (PSD-RJ), reassumiu o mandato de deputado federal para relatar o projeto na Câmara. A capital foi pioneira no banimento de celulares em escolas, no começo do ano.

O estado de São Paulo aprovou uma lei de teor semelhante. No caso das escolas paulistas, a legislação é mais clara sobre o armazenamento dos aparelhos: devem ser guardados de forma que os alunos não tenham acesso a eles, o que descarta mochilas e armários individuais.
No caso do projeto de lei nacional, não existe determinação específica para o armazenamento dos equipamentos. Esse detalhe poderá ser resolvido por meio de regulamentação nacional posterior ou por meio de legislações locais. 

Pesquisa Datafolha realizada em outubro mostrou que a maioria (62%) dos brasileiros a partir dos 16 anos é favorável à proibição do uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas, tanto em sala de aula quanto nos intervalos. 

Na parcela da população que tem filhos de até 12 ou de até 18 anos o apoio à proibição é um pouco maior: 65%. É ainda maior o número dos que consideram que o celular traz mais prejuízos do que benefícios ao aprendizado de crianças e adolescentes: 76% da população e 78% entre os que são pais de crianças.

Doenças similares à dengue e zika preocupam especialistas para 2025

A dengue registrou recordes históricos em 2024, mas a mudança regional e do tipo de infecções de doenças similares também tem mobilizado especialistas e o Ministério da Saúde para o próximo ano. 

É o caso do oropouche. Diferentemente das demais arboviroses transmitidas pelo Aedes Aegypti, como a dengue, chikungunya e zika, a doença é oriunda de um inseto chamado maruim. Conhecida desde os anos 1960 no Brasil, era interpretada como casos isolados no Nordeste. Isso mudou. 

Hoje, segundo Tânia Fonseca, coordenadora de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da FioCruz, um avanço inesperado já foi detectado no Espírito Santo, onde 3.112 casos foram confirmados. Em todo o país, são 10.940 casos de oropouche só neste ano. 

Os sintomas são similares aos da dengue, como dores musculares, náusea, diarreia e dor de cabeça. A especialista chama atenção para outro aspecto: a transmissão vertical –da gestante para o bebê. Similar à zika, o oropouche pode causar malformações no feto e até a morte. 

Em novembro, a FioCruz confirmou um caso de morte fetal no Ceará. Uma malformação também foi confirmada no Acre, enquanto 23 continuam em investigação. Em julho, a morte de dois adultos por oropouche aconteceu nos estados da Bahia e Maranhão, segundo a Saúde.

“Além de lidar com a dengue, que já são quase 6 milhões e 700 mil casos, mais aproximadamente 270 mil casos de chikungunya, a gente ainda tem 10 mil casos de oropouche”, diz Tânia.
 

Até agosto deste ano, a chikungunya também já havia feito mais vítimas do que em todo o ano passado. Em novembro, foram 200 mil casos, 210 mortes confirmadas e 112 ainda em investigação, de acordo com o monitoramento da Saúde. Além da proliferação do mosquito pelo mapa, fatores como a baixa resistência a anticorpos estão entre alguns determinantes para a letalidade da doença.
 

Segundo Tânia, a única arbovirose que retrocedeu em 2024 foi a zika, que não registrou nenhuma morte e 6.000 casos. Não há uma explicação para a redução, mas há um motivo para os recordes das demais arboviroses pelo país: a crise climática.
 

Até então, a presença do Aedes Aegypti era atribuída a regiões mais úmidas e também em períodos mais quentes, como no verão. “Hoje, até nos lugares mais frios, como o Sul, a gente tem Aedes. Ou seja, o vetor também evoluiu. Ele se adaptou”, afirma a especialista.
 

Em novembro, um estudo concluiu que, até 2050, a projeção é que 40% dos casos de arboviroses sejam relacionados às mudanças climáticas. O Brasil foi um dos 21 países analisados. Atualmente, 19% dos casos brasileiros estão ligados à crise do clima.

A razão é a mudança no regime de chuva e as mudanças abruptas de temperatura entre as estações. As duas características beneficiam a reprodução de mosquitos e insetos pelo país.
 

Para Rivaldo Cunha, secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o governo federal calcula um orçamento de R$ 1,5 bilhão em ações contra a arbovirose para o próximo ano, de campanhas a inspeções domiciliares de criadouros.
 

“Passada a pandemia, o trabalho de [prevenção domiciliar] não foi retomado na sua mesma magnitude, no seu mesmo patamar que estava antes. Então, é uma coisa que nos preocupa para o próximo verão”, diz.
 

O valor inclui de inseticidas a compra de vacinas contra a dengue Qdenga, que Cunha reconhece ter sido utilizada ainda para uma parcela pequena população –4 milhões de crianças e adolescentes– devido à limitação de capacidade de produção do laboratório japonês Takeda.

A expectativa é substituí-la pela vacina do Instituto Butantan, que solicitou o registro à Anvisa na última segunda (16). 

Outra estratégia contra as arboviroses será ampliar para 40 municípios a soltura de mosquitos estéreis, geneticamente modificados, para frear a reprodução do aedes. Atualmente, Cunha diz que apenas três cidades do sudeste se beneficiaram do método na última década. 

Ao mesmo tempo, ele reconhece que ainda é preciso estudar mais o oropouche para traçar uma ação e evitar mais “uma dor de cabeça” como o surto de zika vírus, em 2015, quando mais de 10 mil infecções causaram microcefalia em bebês. 

“Nós não queremos vivenciar a mesma correria da zika com o oropouche”, diz.

Vereador eleito do PT envia irmão gêmeo para representá-lo em cerimônia de diplomação

Após ter sido diagnosticado com Covid-19, o vereador eleito de Blumenau (SC), Jean Volpato (PT), enviou seu irmão gêmeo em seu lugar para a cerimônia de diplomação. A situação ocorreu nesta quarta-feira (18).

Nas redes sociais, o vereador avisou no dia anterior que havia testado positivo e não poderia comparecer à cerimônia na Câmara Municipal, que oficializou a eleição de prefeito e de vereadores de Blumenau. Volpato também informou que vem se recuperando bem.

“Hoje é um dia histórico e emocionante para mim. Apesar de não poder estar presente na solenidade por estar me recuperando da Covid-19, fui representado com muito orgulho pelo meu irmão, que recebeu o diploma em meu nome” destacou o parlamentar em postagem nas redes na quarta-feira.

A ida do irmão gêmeo de Volpato não é irregular porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, em 1996, que os eleitos podem receber o diploma por meio de um procurador.

“Me escolher foi uma forma de manter a família presente neste dia tão significativo e, ao mesmo tempo, fortalecer as causas que representamos, mesmo que o Jean não pudesse estar lá fisicamente”, escreveu Jean, irmão gêmeo do vereador eleito.

Brasileirão 2024 registra segunda maior média de público da história; Bahia é o 4º no ranking

Fotos: Adriano Fontes | José Manoel Idalgo | Divulgação | Maurícia da Matta/BN
O Campeonato Brasileiro registrou nesta temporada a média de 25 mil torcedores por partida pela segunda vez consecutiva. Ao todo, o torneio contou com mais de 10 milhões de torcedores presentes nos estádios com uma marca de 25.773 mil pagantes por jogo – a segunda maior da história. Caso o número de presentes fosse levado em consideração, o número subiria para 26.836.

O melhor registro foi na última temporada, quando a Série A alcançou a melhor média de todos os tempos, com 26.519 pagantes por jogo. O terceiro melhor número foi registrado em 1983, com 22.953 mil torcedores pagantes por confronto. 

“Superar novamente a média histórica de 25 mil torcedores por partida é uma grande felicidade. Isso mostra o trabalho incansável da CBF, clubes, atletas, árbitros, patrocinadores e dirigentes para fazer a cada ano um campeonato ainda mais atraente, além de comprovar a credibilidade do Brasileirão junto ao nosso torcedor”, destacou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“O Brasileirão 2024 foi emocionante do começo ao fim, não só na disputa pelo título que deixou até as rodadas finais Botafogo, Palmeiras, Fortaleza, Flamengo e Internacional em condições de chegar em primeiro, mas também pela luta que as equipes travaram para conseguir vaga na Libertadores, na Sul-Americana e para fugir do descenso. Vimos grandes jogos, de muita qualidade técnica, da 1ª à 38ª rodada. O sucesso de edição de 2024 nos deixa ainda mais empolgados para fazer do Brasileirão 2025 ainda melhor”, concluiu Ednaldo. 

No ranking de maiores públicos, o jogo de maior público no Brasileirão foi entre Vasco e Palmeiras, no Mané Garrincha, em Brasília. Ao todo, 64.848 torcedores estiveram presentes na vitória do Alviverde em partida válida pela 27ª rodada do Brasileirão. Na segunda posição fica o duelo entre Flamengo x Criciúma, pela 18ª rodada, que contou com um público de 60.127. O terceiro maior público foi para o Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã, onde 62.528 estiveram presentes para a despedida de Gabriel Barbosa no empate entre Flamengo e Vitória, pela última rodada do Brasileiro. 

Confira abaixo as médias de público pagante do Brasileirão:

1º) Flamengo – 51.084

2º) Corinthians – 43.605

3º) São Paulo – 39.903

4º) Bahia – 36.021

5º) Fluminense – 32.170

6º) Palmeiras – 31.328

7º) Fortaleza – 31.125

8º) Internacional – 30.820

9º) Athletico-PR – 30.313

10º) Cruzeiro – 30.028

11º) Atlético-MG – 28.961

12º) Botafogo – 25.775

13º) Vitória – 23.249

14º) Grêmio – 20.345

15º) Vasco – 20.248

16º) Criciúma – 13.667

17º) Juventude – 8.671

18º) Atlético-GO – 7.167

19º) Red Bull Bragantino – 5.986

20º) Cuiabá – 5.732

Das 20 equipes que disputaram a elite do Brasileirão, 16 tiveram em seus domínios mais de 30 mil pagantes em seu jogo de maior torcida. Veja quais foram os jogos:

Athletico-PR – 41.573, contra o Atlético-GO, na Ligga Arena, pela 34ª rodada

Atlético-GO – 31.627, contra o Flamengo, no Serra Dourada, pela 1ª rodada

Atlético-MG – 38.843, contra o Vasco, na Arena MRV, pela 18ª rodada

Bahia – 48.267, contra o Cuiabá, na Arena Fonte Nova, pela 17ª rodada

Botafogo – 57.587, contra o Criciúma, no Maracanã, pela 30ª rodada

Corinthians – 46.085, contra o Palmeiras, na Neo Química Arena, pela 32ª rodada

Criciúma – 18.024, contra o Flamengo, no Heriberto Hulse, pela 37ª rodada

Cruzeiro – 57.525, contra o Atlético-MG, no Mineirão, pela 22ª rodada

Cuiabá – 11.815, contra o Corinthians, na Arena Pantanal, pela 31ª rodada

Flamengo – 62.528, contra o Vitória, no Maracanã, pela 38ª rodada

Fluminense – 56.225, contra o Cuiabá, no Maracanã, pela 37ª rodada

Fortaleza – 56.646, contra o Flamengo, na Arena Castelão, pela 35ª rodada

Grêmio – 42.699, contra o Corinthians, na Arena do Grêmio, pela 38ª rodada

Internacional – 50.259, contra o Grêmio, no Beira-Rio, pela 30ª rodada

Juventude – 26.476, contra o São Paulo, no Mané Garrincha, pela 18ª rodada

Palmeiras – 41.175, contra o Corinthians, no Allianz Parque, pela 13ª rodada

Red Bull Bragantino – 9.989, contra o Palmeiras, no Nabi Abi Chedid, pela 29ª rodada

São Paulo – 58.065, contra o Flamengo, no MorumBIS, pela 21ª rodada

Vasco – 64.848, contra o Palmeiras, no Mané Garrincha, pela 27ª rodada

Vitória – 30.644, contra o Palmeiras, no Barradão, pela 1ª rodada

PIB registra crescimento de 0,9% no terceiro trimestre e fica entre 3 maiores do G20

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A economia brasileira cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024 em comparação ao segundo trimestre, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro se iguala ao da China no mesmo período e, entre os países do G20, grupo com as maiores economias do mundo, fica atrás apenas da Indonésia e do México, com crescimentos de 1,5% e 1,1% respectivamente.

O período analisado abarca os meses de julho, agosto e setembro deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a economia brasileira registrou um crescimento de 4,0%.

Os setores que mais contribuíram para o crescimento do trimestre foram os de serviço e de indústria, com altas de 0,9% e 0,6%. Ao mesmo tempo, o setor agropecuário apresentou um recuo de 0,9%.

Números do IBGE mostram atlas em outras áreas, como os setores de Informação e Comunicação (2,1%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e atividades imobiliárias (1,0%).

No setor de indústria, o IBGE destacou o crescimento de 1,3% nas indústrias de transformação, ao passo que outras áreas tiveram quedas consideráveis: Construção (1,7%), eletricidade e gás, água, esgotos, atividades de gestão de resíduos (1,4%).

Em comparação ao ano passado, houve uma queda de 3,5% na agropecuária, enquanto nas áreas de indústria e de serviços houve crescimentos de 3,5% e 3,8%, respectivamente.

Os resultados estão dentro ou ligeiramente acima do que era projetado por economistas e instituições de pesquisa. No entanto, há uma preocupação com o aumento de preços no país, já que, nos últimos 12 meses, a inflação atingiu o patamar de 4,77% puxada pelo aumento nos alimentos e de tarifas de energia elétrica.

Caixa encerra pagamento da parcela do Bolsa Família de novembro

Foto: Lyon Santos/ MDS / Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal encerra o pagamento da parcela de novembro do Bolsa família, nesta sexta-feira (29). Os beneficiários que terão acesso ao pagamento são os de número de Inscrição Social (NIS) de final 0. 

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício aumenta para R$ 681,22. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, via Agência Brasil, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançou 20,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,11 bilhões.

Os beneficiários receberão também os pagamentos de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses, para garantir a alimentação da criança. 

O Bolsa Família oferterá ainda o pagamento de um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

Pesquisa aponta que 75% das pessoas compartilham notícias nas redes sociais sem ler

O que antes era especulação se tornou fato científico. Segundo o estudo “Sharing Without Clicking on News in Social Media” (Compartilhar sem Clicar em Notícias nas Redes Sociais), publicado na revista Nature de novembro, 75% das pessoas compartilham notícias nas redes sociais sem ler.

A pesquisa, realizada pela Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 35 milhões de publicações na rede social Facebook entre 2017 e 2020.

O estudo, que contou com o apoio da Meta e do consórcio de pesquisa do Instituto de Ciências Sociais Quantitativas da Universidade de Harvard, apontou que a cada 10 pessoas, 7 compartilham notícias sem ler de fato o conteúdo.

O viés político das notícias também foi considerado, verificando-se que as pessoas de ambas as pontas ideológicas não se deram ao trabalho de ler o que compartilharam.

Na prática, os leitores de esquerda ou de direita apenas leram o título, independentemente do teor do conteúdo, compartilhando-o nas redes para aumentar o engajamento.

Eugene Cho Snyder, um dos autores do estudo e professor assistente de humanidades e ciências sociais no New Jersey Institute of Technology, relatou em comunicado à imprensa que, quanto mais alinhado ao conteúdo político a visão de mundo do usuário, mais esse conteúdo era compartilhado sem a realização de leitura prévia da notícia.

“Eles estão simplesmente encaminhando coisas que parecem concordar com sua ideologia política, sem perceber que, às vezes, podem estar compartilhando informações falsas”, explica Snyder.

Um dos principais motivos de comportamento, segundo o estudo, é o fato de as pessoas serem bombardeadas e sobrecarregadas com informações, sem parar para refletir sobre o conteúdo e, muito menos, fazendo uma verificação primária das notícias, o que acaba gerando desinformação de forma involuntária.

“Se as pessoas estão compartilhando sem clicar, elas estão propagando desinformação e, involuntariamente, contribuindo para campanhas encenadas por adversários hostis que tentam semear desunião e desconfiança”, afirmou Shyam Sundar, principal autor da pesquisa.

Para Sundar, a solução para esse problema seria as plataformas de mídias sociais criarem formas de desacelerar o compartilhamento veloz de conteúdo, como, por exemplo, implementar uma etapa extra que exija a confirmação de leitura do conteúdo completo antes do repasse.

Com informações do SBT News
Foto: Ilustrativa | Pexels

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