Mulher é morta a marteladas por namorado em SP; suspeito é de Teofilândia e está foragido

Uma mulher de 47 anos foi brutalmente assassinada pelo próprio namorado na Vila Dirce, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Raquel, mãe de quatro filhos e avó de três netos, foi vítima de um crime de feminicídio após o companheiro, Paulo, 23 anos mais jovem, descobrir que ela havia saído com amigas.

O relacionamento do casal era marcado por violência e ciúmes excessivos, segundo relatos de testemunhas. Familiares afirmam que Raquel sofria agressões constantes e temia se separar devido a ameaças feitas pelo suspeito contra ela e sua família. Um dia antes do crime, a vítima enviou uma mensagem à filha pedindo socorro e relatando ter sido agredida novamente.

Na manhã seguinte, Paulo retornou à residência do casal e desferiu uma martelada fatal na cabeça de Raquel. Após o crime, ele fugiu e permanece foragido. A Polícia Civil investiga o caso e tenta localizar o suspeito, que, segundo a filha da vítima, já tinha histórico de agressões contra mulheres em Teofilândia (BA), sua cidade natal.

Com informações do Portal R7.

Em 10 anos, 3,4 mil mulheres foram resgatadas de trabalho escravo no Brasil

De 2004 a 2024, 3.413 mulheres foram resgatadas em situações análogas à escravidão ou ao trabalho escravo contemporâneo. É o que aponta o levantamento do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, iniciativa desenvolvida conjuntamente por entidades como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse total, 200 foram socorridas no ano passado.

O estudo aponta ainda que ao longo da década, a maioria das vítimas (763) era da faixa etária de 18 a 24 anos. O quantitativo representa mais de um quinto do total (22,35%).As mulheres com idade entre 25 e 29 anos, composto por 497 vítimas (14,5%), são o segundo maior grupo vulnerável. Nos gráficos elaborados pelo observatório, constata-se que as mulheres com 60 anos ou mais e de 18 anos ou menos representam os menores grupos de vítimas. 

Em 2023, das 222 vítimas mulheres, 74 (33,3%) tinham dois perfis: metade com idade entre 25 e 29 anos e metade na faixa etária de 40 a 44, segundo o observatório da Rede de Cooperação SmartLab. No acumulado dos anos analisados, de 2004 a 2024, a quantidade de vítimas do gênero masculino é significativamente superior, um total de 44.428.

No que diz respeito à escolaridade, as estatísticas corroboram a conexão que as pessoas com baixa escolaridade têm maior propensão de ser aliciado e explorado por meio do trabalho escravo contemporâneo. Ao todo, 15.976 (32,8%) vítimas, mulheres e homens, tinham parado os estudos na 5ª série do ensino fundamental, sem concluí-los; e 12.438 (25,5%) eram analfabetas.

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Casos em que o funcionário é vigiado constantemente, de forma ostensiva, pelo patrão também são considerados trabalho semelhante ao escravo. 

De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), a jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

Já as condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes à higiene, saúde, segurança, moradia, ao repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

O principal canal para se fazer uma denúncia é o Sistema Ipê, do governo federal. As denúncias podem ser apresentadas de forma anônima, isto é, sem necessidade de o denunciante se identificar. As informações são da Agência Brasil.

STF marca julgamento que pode tornar réu Jair Bolsonaro por tentativa de golpe

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para os dias 25 e 26 de março o julgamento que analisará a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados por envolvimento em uma suposta trama golpista em 2022.

A decisão foi tomada após o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, encaminhar a análise para a Primeira Turma, em formato presencial. O julgamento ocorrerá em três sessões – duas no dia 25 (manhã e tarde) e uma na manhã do dia 26 de março.

Bolsonaro é acusado de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em organização criminosa.

O ex-presidente usou as redes sociais para divulgar uma nota após o STF marcar a data do seu julgamento. Bolsonaro afirmou ser vítima de perseguição política por liderar as intenções de voto para a presidência da República.

“Nos EUA, a perseguição contra Donald Trump e as ridículas acusações de “insurreição” levaram quase 5 anos para serem convertidas em denúncia formal – e depois foram reduzidas a pó pela escolha soberana do povo americano. Tudo correu na primeira instância, com uma breve consulta à Suprema Corte sobre matéria constitucional. Parece que o devido processo legal, por aqui, funciona na velocidade da luz. Mas só quando o alvo está em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidente da República nas eleições de 2026”, disse Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente vinha solicitando que o julgamento ocorresse no plenário completo do STF, formado por 11 ministros, em vez de na Turma, que reúne cinco magistrados. No entanto, com a decisão de Moraes, o caso só será levado ao plenário se houver recurso e ao menos três ministros da Turma concordarem.

A Primeira Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.

Governo Lula anuncia imposto zero para carne, café e azeite de oliva

Em meio à alta nos preços dos alimentos, o governo Lula (PT) anunciou as primeiras medidas na tentativa de baratear os produtos nesta quinta-feira, 6. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em coletiva de imprensa ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Entre as ações comunicadas pelo também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estão zerar a alíquota de importação de alimentos, como carne, café, açúcar, milho, azeite de oliva e sardinha. A medida deve entrar em vigor nos próximos dias.

Outras medidas também serão adotadas para frear o aumento, como um estímulo à produção de alimentos da cesta básica no Plano Safra e o fortalecimento de estoques reguladores. O governo também vai pedir aos estados que reduzam o ICMS para a cesta básica, e deve fazer uma parceria com atacadistas para publicizar os melhores preços.

Veja como ficam as tarifas de importação dos produtos

Óleo de girassol (alíquota atual é de 9%)

Azeita de oliva (alíquota atual é de 9%)

Sardinha (alíquota atual é de 32%)

Biscoitos (alíquota atual é de 16%)

Café (alíquota atual é de 19%)

Carnes (alíquota atual é de 10,8%)

Açúcar (alíquota atual é de 14%)

Milho (alíquota atual 7,2%)

Macarrão (alíquota atual é de 14,4%)

Influencer oferece serviços de faxina pelada por até R$ 4,5 mil: ‘Exclusivo e sigiloso’

Ellen Salles, criadora de conteúdo adulto, está fazendo sucesso com um serviço inusitado e sigiloso: faxinas sensuais. Além de trabalhar em plataformas +18 como OnlyFans e Privacy, ela oferece a limpeza de casas pelada ou com pouca roupa, conforme a preferência do cliente. O serviço, que ela conheceu durante uma viagem à Austrália, vem rendendo bons frutos no Brasil, com a agenda lotada até o meio do ano.

“É uma mistura de fetiche com trabalho pesado. As pessoas demoram para acreditar, mas é verdade, deixo tudo brilhando. É um serviço exclusivo e sigiloso, não tem sexo, não tem relação, é faxina mesmo. A maioria que contrata é voyeur, gosta de me ver e apreciar. Levo a sério e faço com tesão”, explica Ellen.

Ela cobra entre R$ 2 mil e R$ 4,5 mil por serviço, dependendo do tamanho do imóvel e das solicitações dos clientes. A criadora de conteúdo garante que o valor é justificado pela exclusividade e ousadia do trabalho. “Poucas mulheres têm coragem de fazer o que eu faço e muito menos cobrar o que eu cobro. É diferente, ousado e inusitado. Depois que eu limpo a casa, não querem outra faxineira. Dependendo do cliente, rola um brinde especial nas minhas plataformas adultas que só revelo depois da contratação”, conta.

O sucesso do serviço, segundo Ellen, está no fato de ser curioso e inusitado, atraindo clientes que têm fetiches relacionados a empregadas ou diaristas. “Não é uma simples faxina, né? Sou uma diarista e um fetiche ambulante. Os clientes não podem me tocar, não temos contato, mas eles podem ficar me vendo trabalhar. Alguns ficam com suas esposas em casa, com outras pessoas. Sempre é uma satisfação garantida. Tem muita gente com desejo em empregadas e diaristas, vocês não fazem ideia. Tenho trabalho até julho”, comemora.

O serviço viralizou, e Ellen já planeja expandir o negócio, recrutando outras “faxineiras” para atender à demanda. Ela também revela que tem recebido procura de famosos, incluindo humoristas e jogadores de futebol. “Desperta curiosidade e mexe com o imaginário dos homens”, finaliza.

Com informações do CORREIO24HORAS.

Após mudanças, veja como fica lista de medicamentos gratuitos da Farmácia Popular

O programa Farmácia Popular passou a ser inteiramente gratuito nesta quinta-feira (13). A novidade foi anunciada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas. Com isso, idosos e pessoas habilitadas a acessar o programa terão acesso, sem nenhum custo, a 41 itens de farmácia, dentre eles fraldas geriátricas.

Podem ter acesso à Farmácia Popular, além de idosos, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família, pessoas com condições crônicas (como diabetes, asma e hipertensão) e pessoas com osteoporose e HIV.

Para retirar os itens farmacêuticos, quem tem direito ao programa precisa apresentar receita médica, documento de identidade e CPF. Para os pacientes acamados ou impossibilitados de comparecerem ao estabelecimento, o representante legal ou procurador deverá encaminhar-se até um estabelecimento credenciado e levar os documentos do paciente, bem como a receita médica.

Para a obtenção de fraldas geriátricas para incontinência, o paciente deverá ter idade igual ou superior a 60 anos ou ser pessoa com deficiência, e deverá apresentar prescrição, laudo ou atestado médico que indique a necessidade do uso de fralda geriátrica, no qual conste, na hipótese de paciente com deficiência, a respectiva Classificação Internacional de Doenças (CID).

Já para obtenção dos absorventes higiênicos, a pessoa beneficiária deve comparecer a um estabelecimento credenciado tendo em mãos um documento oficial com foto e número do CPF ou documento de identidade em que conste o número do CPF, além do documento de Autorização do Programa Dignidade Menstrual, em formato digital ou impresso, que deve ser gerado via aplicativo ou site do Meu SUS Digital, com validade de 180 dias. A aquisição de absorventes higiênicos para menores de 16 anos deve ser feita pelo responsável legal.

Confira a lista de medicamentos e itens farmacêuticos que são gratuitos pelo programa:

Diabetes

1. Cloridrato de metformina 500mg

2. Cloridrato de metformina 500mg – ação prolongada

3. Cloridrato de metformina 850mg

4. Glibenclamida 5mg

5. Insulina humana regular 100ui/ml

6. Insulina humana 100ui/ml

7. Dapagliflozina

Hipertensão

8. Atenolol 25mg

9. Besilato de anlodipino 5 mg

10. Captopril 25mg

11. Cloridrato de propranolol 40mg

12. Hidroclorotiazida 25mg

13. Losartana potássica 50mg

14. Maleato de enalapril 10mg

15. Espironolactona 25 mg

16. Furosemida 40 mg

17. Succinato de metoprolol 25 mg

Asma

18. Brometo de ipratrópio 0,02mg

19. Brometo de ipratrópio 0,25mg

20. Dipropionato de beclometasona 200mcg

21. Dipropionato de beclometasona 250mcg

22. Dipropionato de beclometasona 50mcg

23. Sulfato de salbutamol 100mcg

24. Sulfato de salbutamol 5mg

Anticoncepcionais

25. Acetato de medroxiprogesterona 150mg

26. Etinilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15mg

27. Noretisterona 0,35mg

28. Valerato de estradiol 5mg + enantato de noretisterona 50mg

Osteoporose

29. Alendronato de sódio 70mg

30. Dislipidemia

31. Sinvastatina 10mg

32. Sinvastatina 20mg

33. Sinvastatina 40mg

Doença de Parkinson

34. Carbidopa 25mg + levodopa 250mg

35. Cloridrato de benserazida 25mg + levodopa 100mg

Glaucoma

36. Maleato de timolol 2,5mg

37. Maleato de timolol 5mg

Rinite

38. Budesonida 32mcg

39. Budesonida 50mcg

40. Dipropionato de beclometasona 50mcg/dose

Quadro de incontinência

41. Fralda geriátrica

Teofilândia recebe prêmio nacional por excelência na alfabetização

O município de Teofilândia foi um dos destaques na educação em 2024 ao receber o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização – Categoria Ouro. O reconhecimento, concedido pelo governo federal, coloca a cidade entre os 61 municípios baianos premiados pelo avanço e dedicação à alfabetização.

A cerimônia de entrega do selo aconteceu nesta segunda-feira (10), em Brasília, e contou com a presença da Coordenadora da Educação Básica de Teofilândia, Eronize Lima, que recebeu a honraria em nome do município e de toda a comunidade educacional.

O prêmio destaca o compromisso da cidade com a qualidade da educação e o fortalecimento do ensino público. Para 2025, a gestão municipal reafirma seu compromisso com a continuidade das ações que garantem uma aprendizagem eficaz para as crianças da rede pública.

A conquista representa um marco para Teofilândia, evidenciando que a educação do município segue avançando e se consolidando como referência na alfabetização.

Bolsonaro defende revogar Lei da Ficha Limpa para disputar eleições de 2026

Por Marianna Holanda e Victoria Azevedo | Folhapress
Foto: Alan Santos / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta-feira (7) a revogação da Lei da Ficha Limpa, o que beneficiaria ele próprio. 

Há hoje uma proposta apresentada pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS) na Câmara alterando a Lei da Ficha Limpa para diminuir a pena de inelegibilidade de oito para dois anos. O novo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta sexta que o prazo hoje da lei é “extenso”, mas disse não ter compromisso em mudar a legislação. 

“A Lei da Ficha Limpa serve apenas para isso, perseguir direita. Ponto final. Sou radical, ideal seria revogar essa lei que assim não vai perseguir mais ninguém. E quem decide se vai eleger candidato ou não é você, não uma pessoa aqui em Brasília. Você sabe de quem estou falando”, disse Bolsonaro em vídeo nas redes sociais. 

“Estamos trabalhando para esse limite de oito para dois anos de inelegibilidade. Aí sim eu poderia disputar as eleições em 2026 e você vai decidir se pode votar em mim ou não”, completou.
Condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em duas ações, uma sobre reunião com embaixadores e outra sobre os atos do 7 de Setembro de 2022, Bolsonaro está inelegível até outubro de 2030. Apesar disso, ele segue se colocando como possível candidato da direita para o pleito de 2026. 

Além disso, caso seja processado e condenado pelos crimes ligados à trama golpista, Bolsonaro poderá pegar uma pena de até 28 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos. 

No vídeo desta sexta-feira, Bolsonaro disse que ele próprio votou favorável à proposta, mas que hoje ela persegue a direita. Ele citou como exemplos os casos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do presidente Lula (PT) como supostos maus exemplos de aplicação da medida. 

Mas nenhum dos dois teve inelegibilidade revertida com a Lei da Ficha Limpa. Lula pôde concorrer porque todos os seus processos foram anulados por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Já Dilma foi alvo de impeachment, mas manteve direitos políticos, em decisão no plenário do Senado Federal.

A proposta de rever a lei foi apresentada pelo deputado bolsonarista no ano passado. Em entrevista feita a uma rádio paraibana, Hugo Motta disse que o tema voltou ao debate porque tem como pano de fundo a eleição presidencial de 2026 e que não tem compromisso em pautar essa proposta. 

“Não tenho um compromisso de pautar para mudar a Lei da Ficha Limpa. Se esse assunto for levado à Câmara, por exemplo, pelo PL, nós vamos tratar como todo e qualquer projeto que chega à Casa. Vamos discutir com responsabilidade, dividir decisões com o colégio de líderes para ver se esse assunto deve ser priorizado ou não”, disse. 

Ele afirmou que, pessoalmente, avalia que o prazo de oito anos de inelegibilidade é um “tempo extenso”. “Num sistema democrático que tem eleição de dois em dois anos, você não achar oito anos um tempo extenso de penalidade é não reconhecer o sistema democrático.” 

Motta disse, no entanto, que essa iniciativa não partirá dele.
“O presidente da Câmara é um árbitro, nem votar vota. As pessoas que vão defender essa mudança é que têm que levar os argumentos para o colégio de líderes, para a Casa. Vou esperar ser provocado e trataremos igual vamos tratar todas as outras matérias que vão chegar. Com muita responsabilidade e cautela.” 

Na hipótese de o Congresso Nacional de fato aprovar uma regra alterando a Lei da Ficha Limpa, um precedente do STF indica que a corte teria que ir contra seu entendimento anterior para vetar que o ex-presidente Bolsonaro se beneficiasse da mudança. 

Isso porque, caso o projeto seja de fato aprovado, ele deve gerar uma discussão quanto a se a regra pode ou não ser aplicada de modo retroativo para processos julgados ainda sob uma regra anterior. 

A hipótese em que o Supremo não teria que se debruçar sobre esse aspecto seria se, antes, a corte julgasse ação sobre a eventual nova lei, declarando-a inconstitucional.

Ações contra planos de saúde na Justiça dobram e chega a 300 mil nos últimos 3 anos

A quantidade de ações judiciais de consumidores contra planos de saúde encerrou 2024 com quase 300 mil novos casos. O registro mais que dobrou nos últimos três anos, considerado o maior desde o começo do monitoramento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2020. 

Segundo reportagem do O GLOBO, a judicialização em grande escala pressiona custos e crescem os reajustes dos contratos, fazendo com que os usuários fiquem sem essa atenção e encontrem na Justiça um caminho para seus tratamentos, procedimentos e até para encontrar remédios. 

De acordo com a reportagem, mesmo o CNJ não informando quais ações mais comuns na Justiça, as maiores continuam relacionadas a negativa de procedimentos ou tratamentos, além de reajustes excessivos dos contratos, conforme advogados do segmento. 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu 5.648 reclamações de usuários sobre as rescisões, somente nos quatro primeiros meses do ano. A quantidade foi 31% acima do que foi registrado em igual período de 2023. O crescimento só teria parado depois de um acordo entre as operadoras e o então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. 

Anitta perde 100 mil seguidores após compartilhar fotos em terreiro de candomblé

A cantora Anitta perdeu mais de 100 mil seguidores no Instagram após publicar imagens em um terreiro de candomblé. Nos registros, a artista aparece vestindo trajes brancos, tradicionais das religiões de matriz africana, ao lado de seu babalorixá, Sérgio Pina. A publicação gerou reações negativas por parte de alguns internautas, o que resultou na queda de seguidores. As informações são do jornal Correio.

Frequentadora do candomblé desde 2013, Anitta compartilhou as fotos tiradas em um terreiro localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde costuma ir acompanhada de sua família. Após notar a redução em seu número de seguidores, a cantora ironizou a situação em seus stories: “E lá se vão 100 mil seguidores. Toda vez que posto foto no terreiro é isso. Limpa, limpa, limpa.”

Diante da repercussão, Anitta voltou a se manifestar nesta quinta-feira (30), destacando o preconceito ainda existente contra religiões de matriz africana no Brasil.

“A minha forma de pensar é que todas as religiões têm o mesmo objetivo, deveriam ter. Na sua raiz mais profunda, o propósito é o mesmo: elevar a alma, o ser humano, o espírito”, declarou.

A cantora também defendeu a coexistência e o respeito entre diferentes crenças.

“A gente estava rindo lá no barracão porque eu estava na macumba lendo um livro de Buda. Aqui em casa, eu brinco que em cada canto tem algo: uma macumba, um Buda, um Ganesha, um São Miguel, um São Rafael, uns anjos… Em cada lugar tem algo que representa todas as crenças, porque eu acredito em todas elas.”

O caso reacende o debate sobre intolerância religiosa no país, especialmente contra religiões de matriz africana, que ainda enfrentam discriminação e preconceito.

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